Meus Pitacos


Música da semana

 

Este é o último fim de semana antes da eleição mais importante do planeta nos últimos quatro anos, a disputa presidencial nos Estados Unidos.

 

Os cinco leitores que acompanham esses pitacos sabem que o blogueiro, logo no início do ano, declarou abertamente seu apoio à candidata democrata Hillary Clinton nas prévias do partido.

 

Ela foi derrotada por um “tsunami” que atende pelo nome de Barack Hussein Obama Jr., senador de primeiro mandato que soube se aproveitar muito bem do fato de ter sido um dos poucos a condenar a invasão do Iraque desde 2003, além de contar com uma campanha de marketing político competentíssima, uma boa dose de simpatia da imprensa e, por fim, com a maior crise econômica dos EUA desde 1929.

 

Atropelou, inicialmente, a poderosa máquina dos Clinton, superou a candidata mais bem preparada para assumir a Presidência da maior potência mundial em tempos de crise e, de quebra, parece não dar mesmo grandes chances ao republicano e veterano de guerra John McCain na disputa final pela Casa Branca.

 

Obama deve ser eleito no dia 4 de novembro e pode começar a escrever um capítulo histórico naquele país e no mundo – mas, para isso, terá de ser tão habilidoso, na prática, para descascar o “abacaxi” deixado pelos oito anos de Bush, quanto vem sendo com as palavras em discursos pomposos nos últimos meses. É um desafio e tanto, convenhamos.

 

Vocês sabem também que, assim que consumada a derrota de Hillary Clinton nas prévias, este blog não se furtou a apoiar a candidatura do escolhido pelos democratas. Contra o Partido Republicano, que até apresenta agora um nome muito menos conservador que o atual presidente, eu votaria em qualquer um! John Edwards, vice de John Kerry em 2004 e provavelmente o pré-candidato mais à esquerda no Partido Democrata, seria até minha segunda opção. Mas também ficou para trás.

 

Como música da semana, então, a última antes da eleição nos Estados Unidos, vou de novo com esse vídeo publicado pelo blog há quase cinco meses, no dia 5 de junho. E repito as palavras de então: duvido que vocês não se emocionem um pouquinho com o vídeo aí em cima. É de arrepiar, dá até vontade de ir para os States!

 

Ah, querem votar na eleição de lá? Si, se puede. Cliquem aqui.

 

E também aqui, para vocês saberem se são democratas ou republicanos. É mais um daqueles testes divertidos da Veja. Nem preciso dizer o que deu para mim, né? Go Obama! 



Escrito por Fábio às 02h27
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2 anos

Quando comecei este blog, com despretensiosos pitacos publicados no dia 31 de outubro de 2006, juro que não imaginava que esse cantinho virtual tivesse forças para resistir bravamente a dois anos de existência.

 

E essa percepção se baseava na própria (curta) trajetória do blogueiro no mundo "internético" – todos os meus blogs anteriores não chegaram a completar, sei lá, muito mais do que seis meses de vida. Pois louvada seja essa honrosa exceção, né?

 

Olhando os comentários aprovados para o primeiro post, agora há pouco, antes de escrever essas linhas, encontrei lá a Amanda (parênteses: Amandinha, vamos ao Morumbi no domingo? Ah, diz que sim, vai!), o Rafa, a Dani, o Luís, a Mayra, o Danilo, a Bruna... Felizmente, todos continuam por aí, próximos de um jeito ou de outro, na medida do possível, uns mais e outros menos, pelo blog, por e-mail ou telefone, várias vezes até em boas mesas de bar.

 

E é esse o grande barato do blog: com ele, de certa forma, fiquei ainda mais próximo de quem já fazia parte do meu dia-a-dia e pude reforçar laços com quem não tinha a sorte de conviver tanto. De quebra, nunca é demais trocar idéias entre amigos sobre qualquer assunto, né? É a isso que o blog se dispõe. E é por isso que gosto tanto de escrever nele.

 

Em dois anos dos meus pitacos, foram publicados aqui 1.197 comentários e 393 posts (contando este) sobre política, futebol, música, cinema, novelas, televisão, amenidades e tantos e tantos e tantos assuntos que fica difícil até tentar puxar pela memória. Só sei que gostei, e gosto muito, de ter a companhia de vocês também por aqui.

 

E dois anos, afinal de contas, é uma vida, não?

 

Em dois anos, me formei jornalista e escrevi um livro.

Em dois anos, trabalhei em uma editora, fiz um freela em um portal de notícias durante o Pan e fui parar lá na firma, onde já estou há 1 ano e 3 meses.

Em dois anos, fui para a Cidade do México e para Pequim. Algumas vezes para o Rio, uma vez para Brasília e outras tantas e tantas para Ubatuba.

Em dois anos, estive três vezes no Maracanã: em duas finais de Campenato Carioca e em um show do Police. 

Em dois anos, votei para Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Prefeito e Vereador. E me filiei pela primeira vez a um partido político, o PPS.

Em dois anos, fui a dezenas de shows inesquecíveis, vi centenas de filmes e algumas boas peças de teatro.

Em dois anos, fui bicampeão brasileiro como torcedor do São Paulo Futebol Clube. Apesar do Muricy!

Em dois anos, comemorei 23 primaveras em um 31 de dezembro. E, depois, 24. E, em breve, daqui a dois meses exatamente, já vou fazer 25!!! 

 

Enfim, resumindo: dois anos é tempo pra cacete! E passou assim, ó, voando... 

 

Para ler os dois primeiros posts do blog, cliquem aqui. E para ler o post especial de comemoração do aniversário de um ano, em 2007, cliquem aqui.

 

Que venham os próximos pitacos, né?



Escrito por Fábio às 02h24
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Frases

“Escreva aí no seu caderninho: a Marta vai ganhar a eleição em São Paulo, com os votos do povo da cidade.”

 Luiz Inácio Lula da Silva (15/10/2008)

 

 

“Quem ganhou no Brasil foram a pluralidade e a diversidade. O monopólio do poder perdeu, e perderam aqueles que sonham com ele. “

 José Serra (26/10/2008)



Escrito por Fábio às 12h21
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Um texto brilhante


Fernando Gabeira: "Você (Paes) está disposto a pagar qualquer preço para vencer. Eu não"

Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo são os dois melhores blogueiros de política da imprensa brasileira e deram mais um show na cobertura do segundo turno das eleições muncipais neste domingo.

Mesmo para quem, como eu, estava trabalhando durante o dia e impedido de ficar mais ligado no noticiário pela TV, o acompanhamento de tudo o que rolou antes, durante e depois da apuração dos votos ficou muito fácil graças às páginas dos dois jornalistas, atualizadas quase que de minuto a minuto com as últimas informações. 

Entre muita coisa boa que era possível encontrar por lá, destaco esse texto assinado pelo próprio Noblat: o título é “Gabeira só ganha quando perde”, publicado originalmente no dia 20 de outubro e reproduzido pelo blogueiro por conta da vitória de Eduardo Paes na apertadíssima eleição do Rio.

 

Dispenso maiores comentários e faço minhas as palavras do autor. Desnecessário dizer qualquer outra coisa diante de um texto brilhante como esse aí embaixo:   

 

“A trajetória política de Gabeira é marcada por um extraordinário paradoxo: ele ganha quando perde. Para ser mais preciso: só ganha quando perde.

 

Perdeu para a ditadura, apesar de tê-la golpeado algumas vezes. Exilou-se. Mas ao cabo venceu porque a ditadura desmoronou e ele pode voltar ao país com fama de herói. Soube aproveitá-la para dar início a uma carreira política convencional. Coleciona quatro mandatos de deputado.

                        

Gabeira perdeu para Severino Cavalcanti, na época presidente da Câmara dos Deputados. Não foi a ameaça feita por Gabeira de derrubá-lo que forçou Severino a renunciar ao cargo e depois ao mandato. Severino caiu porque um concessionário de restaurantes revelou que o subornara.

 

A queda de Severino acabou atribuída ao discurso moralizador de Gabeira. Por isso o episódio é explorado no horário de propaganda eleitoral do candidato.

 

Gabeira perdeu para Renan Calheiros, presidente do Senado. Renan foi acusado de ter usado dinheiro de um lobista de empreiteira para pagar despesas da ex-amante.

 

Aos safanões, Gabeira rompeu a barreira de agentes de segurança que impedia o acesso de deputados ao plenário do Senado. Cobrou dos senadores o voto aberto na sessão de julgamento de Renan. O voto foi fechado. Renan escapou à cassação. Mas Gabeira ganhou novamente porque estava, digamos assim, do lado do bem.

 

Antes de perder para depois ganhar de Severino e Renan, Gabeira perdera e ganhara do PT, partido pelo qual fora eleito em 2002.

 

Mal começou o governo Lula, ele se desentendeu com o partido, tomou um chá de cadeira de três horas do ministro José Dirceu, da Casa Civil, pediu as contas e voltou para o Partido Verde, que ajudara a fundar.

 

Saltou fora do PT pouco antes de o PT afundar no escândalo do mensalão e nos sucessivos escândalos que abalaram o primeiro governo Lula.

 

No imaginário popular, políticos tradicionais são aqueles que ganham eleições – para no momento seguinte começar a perder respeito e credibilidade.

 

Por antigo no epicentro da política fisiológica do país – a Câmara dos Deputados -, Gabeira poderia ser um político desse tipo. É justamente o contrário. Com uma vantagem: nem se parece com um político. E age como se não fosse.

 

Sua campanha para prefeito é o mais notável e eficiente exemplo de anti-campanha de um político anti-político.

 

Falta dinheiro para gastar com cartazes, folhetos e cabos eleitorais? Em cena, a campanha que não suja a cidade. Que outra vantagem tirar de uma campanha pobre? A transparência. Metam-se então gastos e nomes de doadores na internet.

 

O público está farto da troca de ataques entre candidatos? Sem ataques. Completado o tripé que sustenta o discurso de campanha: limpeza, transparência e delicadeza. Acrescentem: promessas zero, conceitos no lugar de propostas concretas e ótima música. Eis a receita Gabeira.

 

Para ser coerente com sua trajetória, Gabeira deveria perder a eleição do próximo domingo porque a essa altura já a ganhou. Quem imaginaria há dois meses que ele chegasse até aqui?

 

Acrescento: Gabeira acreditou que a comunicação direta com o eleitor poderia levá-lo à vitória. Quase levou. Mas ao fim e ao cabo ganhou a política real. E o que é isso? Em resumo é a política de alianças, do loteamento futuro da máquina administrativa, dos gastos milionários, da propaganda massiva e das manobras sujas, às favas todos os escrúpulos.

 

- Você está disposto a pagar qualquer preço para vencer, eu não - disse Gabeira a Paes durante debate promovido pela Rede Bandeirantes de Televisão.

 

Acertou quanto a Paes. Acertou quanto a ele mesmo.

 

Gabeira sai desta eleição como o maior eleitor individual do Rio. Poderá ser candidato ao Senado em 2010. Poderá até mesmo disputar o governo. A política do Rio não passava por ele, um franco atirador. Passará doravante.”



Escrito por Fábio às 12h17
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Corinthians de volta. E a Série A na reta final

A seis rodadas do fim, Corinthians garante acesso e volta a ser time de Primeira

por Fábio Matos, do ESPN.com.br

"Dois de dezembro de 2007, Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS). Há exatos 328 dias, o torcedor corintiano enfrentava o pior sofrimento de toda a história do clube do Parque São Jorge, após o empate por 1 a 1 com o Grêmio pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Pois neste sábado, dia 25 de outubro de 2008, com a vitória por 2 a 0 sobre o Ceará no Pacaembu, a agonia acabou. [...]"

Clique aqui para ler a notícia completa. Sim, eles voltaram. Agora agüenta, né?

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Podem anotar aí: se o técnico Mano Menezes continuar no clube em 2009 (e tudo indica que isso vai mesmo acontecer), o Corinthians vai dar trabalho na próxima temporada.

Na base do palpite, eu diria que o time deve ganhar o Paulistinha no começo do ano (coisa que não acontece desde 2003 - o último título estadual deles, aliás, foi contra o São Paulo). E, no Brasileirão, terá condições de brigar por uma vaga na Libertadores-2010. No mínimo. 

Ainda bem que zoei bastante os amigos corintianos durante este ano, principalmente pelo fato de disputarem a Segundona e terem perdido a final da Copa do Brasil para o Sport. Porque, ao que tudo indica, com o baita técnico que têm, as chances de sucesso em 2009 são bem grandes. Anotem aí.

Sim, não gosto nem um pouco do Muricy e acho o Luxemburgo supervalorizado, mas pago um pau para o Mano. Baita treinador!

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E a Série A, hein? A sete rodadas do fim do Brasileirão, o Grêmio lidera com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado, que é o São Paulo (!). Cruzeiro e Flamengo completam o G-4, grupo dos times que estariam classificados para a próxima edição da Copa Libertadores caso o campeonato acabasse agora.

O Palmeiras, campeão do Paulistinha no primeiro semestre, comandado pelo badaladíssimo Vanderlei Luxemburgo, e que investiu 40 milhões de reais em contratações de peso para a temporada, ocupa a gloriosa QUINTA COLOCAÇÃO, com 55 pontos, quatro a menos que o líder e fora da zona de classificação à Libertadores.

Ainda dá para os alviverdes virarem o jogo, é claro, e confirmarem o favoritismo faturando o título brasileiro. Não fariam mais do que a obrigação, com o elenco que têm e o técnico que dizem ter. Mas, convenhamos, não era para um time milionário como esse estar anos-luz à frente dos concorrentes a esta altura do campeonato???

Semana passada, já suaram horrores para empatar com o São Paulo por 2 a 2, mesmo jogando no Palestra Itália, com direito a dois gols cagados nos últimos 15 minutos de jogo. Sábado, tomaram uma cacetada do Fluminense, 3 a 0, sem dó nem piedade! Afinal, cadê o superpoderoso Palmeiras que eu ainda não encontrei?



Escrito por Fábio às 12h16
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Música da semana

Caetano sabe das coisas.



Escrito por Fábio às 02h05
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EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA - O BLOG APÓIA, VERSÃO 2º TURNO: GABEIRA LÁ, NULO AQUI


Foto: Oscar Cabral / Veja

No Rio, que é a eleição que mais importa para mim neste momento, vou de Fernando Gabeira de novo.

 

E vou de Gabeira na expectativa de que a Cidade Maravilhosa comece a ressurgir a partir do próximo ano, para que em 2012, se tudo der certo já como morador e eleitor da capital fluminense, eu possa fazer campanha pela reeleição do candidato do PV para mais quatro anos de mandato. Si, se puede!

 

Em São Paulo, desde o começo do ano, vocês sabem, vinha antecipando que votaria em Marta Suplicy no segundo turno em caso de disputa contra Geraldo Alckmin ou Gilberto Kassab – mesmo que o fizesse sem nenhuma empolgação, como também sempre deixei claro que aconteceria.   

 

Pois mudei.

 

Sim, mudei de idéia. E tenho a leve impressão de que não fui o único...

 

Assim como não consigo depositar meu voto no candidato do DEM – e até acho que Kassab faz um bom governo – muito por conta da história do partido, o antigo PFL, que é a antiga Arena, tampouco posso dar meu aval a uma candidatura que apelou às baixarias mais rasteiras na tentativa desesperada de desqualificar seu adversário.

 

Kassab é um bom prefeito, mas não voto no DEM.

 

Marta foi uma boa prefeita, mas não avalizo o preconceito, a discriminação e a homofobia presentes em sua famigerada propaganda na TV e no rádio. Porque não adianta passar a vida toda encampando bandeiras e, na hora em que o bicho pega, na hora do aperto, jogar a biografia no lixo e fazer qualquer coisa pela vitória. Não, não dá para mim.

 

Voto 23. Ou 99. Ou qualquer outro número que não seja o 13 ou o 25.

 

Ah, já sei, querem saber de uma coisa? Eu voto 43, em homenagem a Gabeira, hehehe! Já que ainda não posso transferir meu domicílio eleitoral para o Rio, quero ao menos ter a sensação de digitar na urna eletrônica o "4" e o "3" e, simbolicamente, manifestar meu apoio ao candidato verde. Há!

 

Confesso que não esperava, mas este será meu segundo voto nulo na vida: o primeiro foi há dois anos, na disputa final entre Lula e Alckmin.  



Escrito por Fábio às 02h02
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Pitacos sobre a arruaça da Polícia Civil em frente ao Palácio dos Bandeirantes e a tragédia em Santo André


Foto: João Clara / Diário de S.Paulo / Agência O Globo

Dizer o que sobre o confronto entre as Polícias Civil e Militar na última sexta-feira?

 

Primeiro, que a instituição Polícia Civil não foi ali representada – compareceram ao ato de vandalismo pouco mais de 1.200 homens, de um total de 35 mil policiais.

 

Segundo, que não há como não qualificar a atitude dos, vá lá, “manifestantes”, como um CRIME. Sim, um CRIME: porque é crime fazer qualquer manifestação em uma zona delimitada como ÁREA DE SEGURANÇA (peguem a lei, é só ler lá: está na resolução 141 de 20 de outubro de 1987), quase em frente à sede do governo do Estado de São Paulo e praticamente ao lado de um dos maiores hospitais da cidade, o Albert Einstein.

 

Além do mais, me recuso a apoiar gente que vai a uma manifestação PORTANDO ARMAS e com direito, vejam só, a transporte em carros oficiais da Polícia Civil. Reivindicar aumento de salário? Ok, tudo perfeito, nada mais legítimo. Mas que se faça essa reivindicação desarmado, sem protestar em área de segurança e colocar em risco a população. Que tal sentar à mesa e negociar feito gente? O resto é resto: crime, banditismo político e desonestidade intelectual.

 

E tem mais: como bem disse o governador Serra, é mais do que óbvio que há influência de organizações políticas no tal “movimento” da Polícia Civil. Além do CUT, que todos sabemos ter virado um braço do PT, há o PDT, de Paulo Pereira da Silva, o famigerado Paulinho da Força Sindical, um dos principais apoiadores da candidatura de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo.

 

Duvidam? Pois vejam o que disse o valentão em discurso inflamado poucos dias antes da arruaça dos policiais civis:

 

Quero dizer, como presidente da Força Sindical e também como deputado federal, que o movimento de vocês tem repercutido muito em Brasília, principalmente quanto à intransigência do governador com relação aos trabalhadores de SP. O que o governador tem feito com os policiais, os delegados que se colocam à disposição e abafando o movimento é uma coisa absurda, coisa que, como trabalhadores, não podemos concordar.”

Como é que um homem que é o governador do maior estado do país e quer ser presidente da República, mas trata seus trabalhadores como o Serra tem tratado os (policiais) civis do Estado de São Paulo? Nós não podemos concordar com isso e temos de protestar. Vim aqui, companheiros, para dizer a vocês que quero colocar à disposição dos companheiros dirigentes sindicais da polícia civil aqui de SP toda a estrutura da Força Sindical à disposição de vocês. A nossa estrutura aqui em SP não é pequena... A Força Sindical aqui no estado de SP tem 712 sindicatos, cada um desses sindicatos tem lá um punhado de carros de som. Portanto, se vocês precisarem, é só vocês me ligarem. E nós colocamos, só aqui na cidade de SP, temos uns 200 carros de som para colocar na porta.”

 

Eu queria fazer uma proposta para vocês. Se vocês concordarem, eu me comprometo com o outro lado. É convocar todos os sindicatos das centrais sindicais para acompanhar vocês na semana que vem.”

Queria fazer uma proposta a vocês que é a seguinte: nós estamos chegando às vésperas do segundo turno. Uma greve da Polícia em São Paulo com repercussão nacional - a greve de vocês está causando repercussão nacional... Ele não dá aumento de salário há 14 anos, e o povo do Brasil não sabe disso. E ele quer ser presidente da República.”

A proposta que eu quero fazer aos companheiros é que a semana que vem, na quinta-feira, a gente faça uma passeata saindo do Morumbi, do Estádio do meu time, São Paulo, lógico, corintianos, palmeirenses, santistas convocados... Eu convoco um movimento, sindical, o presidente da CUT que está aqui também candidato. E, na quinta-feira, nós fazemos uma concentração com carro de som, com bandeira, com faixa, no Morumbi. E do Morumbi, nós vamos para a porta do Palácio dos Bandeirantes.”

Porque, se ele falar que não vai dar nada, nós podemos acampar na porta do Palácio dos Bandeirantes até que ele queira... Apoio integral não só do PDT, e de outros partidos. Nós iríamos... Eu convoco também em Brasília vários deputados federais comprometidos ... O Roberto Felício [da CUT]. Convocamos deputados estaduais, vereadores daqui, companheiros. E vamos motivar. Ele que tenha a coragem de dizer que não vai dar.”

“Porque não é possível essa coisa que vocês estão fazendo: a Polícia em greve, a população precisando de vocês, e ele não cede. Então, vamos lá na porta. Essa é a proposta que eu faço para vocês. E fico à disposição para o comando de greve para a gente comentar... Obrigado.”  

 

Enfim, acho que basta, né? Se alguém aí ainda acredita que não há influência político-partidária na manifestação covarde e irresponsável da Polícia Civil na última quinta-feira, com todo o respeito, é bom se preparar para a chegada do Papai Noel e do Coelhinho da Páscoa... Fala sério!

 

Para terminar, devo dizer que acho que o governador Serra anda muito bundão ultimamente. De verdade: tanto no episódio da criminosa invasão da reitoria da USP quanto, agora, na baderna dos policiais civis e dos pelegos sindicais, tenho a impressão de que a PM até demorou muito a agir!

 

Talvez por medo de que sua popularidade fosse atingida – tudo bem, até entendo essa preocupação em tempos eleitorais –, Serra foi excessivamente cauteloso. Não há negociação possível com bandido, com gente mal intencionada, com quem vai armado a uma manifestação supostamente democrática. Se fosse eu o governador, a PM teria agido mais rapidamente e com muito mais força.

 

Não, não sou fascista nem autoritário, vocês sabem bem disso. Sou, isso sim, é a favor da lei contra vagabundos e oportunistas que fazem da luta política seu meio de vida, acima de princípios éticos e do interesse da população.

 

A esses, canalhas da pior espécie, não teria o menor pudor em descer o pau. Sem conversa mole. Porque a polícia também é um dos pilares da democracia e existe para assegurar a ordem pública e defender a população do crime - e não para praticá-lo.

 

A tragédia de Santo André

E já que o assunto é tragédia e polícia, impossível não ficar mal, deprê mesmo, com o desfecho do seqüestro da menina Eloá, de 15 anos, brutalmente assassinada por aquele infeliz que fez questão de pendurar a camisa do São Paulo na janela do apartamento. Quem não passou o fim de semana mal pra cacete por conta disso?

 

Antes que todo mundo se apresse a condenar o GATE e os policiais paulistas, é preciso dizer que, sim, houve um erro grotesco e apontado de forma unânime por todos os especialistas ouvidos a respeito - o de permitir o retorno da outra garota, Nayara, ao cativeiro. Cagada monstro, sem dúvida. Injustificável, incompreensível e inédita... Mas talvez tenha sido este a única grande pisada de bola da polícia no caso. De resto, fizeram o que deveriam (e o que poderiam) mesmo ter feito, sem tirar nem pôr.

 

Aliás, sabem quantos reféns foram mortos em operações de resgate comandadas pelo GATE desde 1998? DOIS, contando Eloá! Só em 2008, foram 18 ocorrências, com 25 seqüestradores presos (incluindo Lindemberg), dois mortos após suicídio e 47 reféns liberados ILESOS. São números que atestam a eficiência e a excelência do GATE nesse tipo de serviço, apesar dos erros cometidos.

 

Condenar a ação policial em uma situação pra lá de delicada como aquela em Santo André é, além de leviano, covarde. Porque chegar a conclusões depois do fato consumado é tão injusto quanto confortável. 

 

E como é fácil apontar falhas e reclamar dos policiais quando se faz isso em frente à TV, no sofá, assistindo à espetacularização da tragédia, né? Blergh.  



Escrito por Fábio às 00h26
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Da série nunca-antes-neste-país, by Lula – parte %$#@$¨&


Foto: Folha Imagem

Confesso que já estava com saudade desta já tradicional série do blog – que pode parecer um pouco fora de propósito para alguns adeptos do discurso da maioria, em tempos de popularidade recorde do Presidente da República.

 

Mas não dá para deixar de lado o fato de que a admiração quase secreta de Luiz Inácio Lula da Silva por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, negada em prosa e verso pelos lulistas e petistas espalhados pelo país, atingiu seu inegável ápice no início do mês. Parece brincadeira, mas podem acreditar: Lula criou o seu Proer, medida tão criticada pelo PT nos tempos de FHC, para socorrer bancos brasileiros em tempos de crise econômica.

 

Sério, juro por Deus: o governo Lula, o governo do Partido dos Trabalhadores, o governo de esquerda (pfff...) do Brasil agora tem o seu Proer. É o Proer lulista versão 2008! Dá para acreditar? Sim, dá. Nada mais natural do que o PT repetir, no governo, a mesma receita usada por PSDB e FHC e tão criticada pelos próprios petistas quando militavam no campo da oposição. Querem ver?

 

Na oposição, Lula e o PT criticavam a política econômica conservadora adotada por FHC e pelo PSDB. No governo, o atual presidente foi ainda mais ortodoxo do que o antecessor e adotou, primeiro com Palocci e agora com Mantega, uma política econômica ultraconservadora, para dizer o mínimo.  

 

Na oposição, Lula e o PT bombardeavam a equipe econômica de FHC e do PSDB. No governo, o barbudo nomeou Henrique Meirelles, ex-tucano, para ocupar a presidência do Banco Central. Ele está lá até hoje e é um dos principais conselheiros do atual presidente.  

 

Na oposição, Lula e o PT qualificavam os programas sociais de FHC e do PSDB – notadamente o Bolsa-Escola – como “eleitoreiros” e “assistencialistas”. No governo, criaram o Bolsa-Família (que nada mais é do que um Bolsa-Escola ampliado) e, por conseqüência, ganharam um cartel eleitoral quase imbatível, sobretudo nos grotões e regiões mais pobres do Brasil.

 

Na oposição, Lula e o PT condenavam veementemente o instituto da reeleição – usavam até o termo “golpe”, acusando a tentativa dos tucanos de perpetuarem-se no poder. No governo, o atual presidente e seu partido foram diretamente beneficados pela reeleição: o mote da campanha de 2006 foi “deixa o homem (Lula) trabalhar” e, no Congresso Nacional, o deputado petista Devanir Ribeiro não esconde que vai tentar emplacar uma emenda que permita a Lula concorrer a um terceiro mandato no Planalto. É bom ficar de olho.

 

Na oposição, Lula e o PT ganharam notoriedade em todo o país pela postura supostamente ética, combativa, intransigente, contra os desmandos e as falcatruas de FHC e do PSDB: foram denunciados, entre outros casos, o escândalo da compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição e a farra da “privataria”. No governo, Lula e o PT protagonizaram uma série de casos de corrupção, entre os quais o histórico mensalão – uma “sofisticada organização criminosa” montada a partir do Palácio do Planalto com o intuito de cooptar parlamentares a votarem a favor do governo e que derrubou quase toda a cúpula do governo e do partido.

 

Na oposição, Lula e o PT passaram oito anos esbravejando contra o fisiologismo do governo FHC e do PSDB, que se aliaram às forças mais conservadores e atrasadas da política nacional como o PMDB, o antigo PFL, o antigo PPB, o antigo PL, o PTB, etc. e tal. Mas no governo, Lula e o PT capricharam no serviço ao escolher os partidos que comporiam sua base de apoio: além do PMDB, o PP, o PR, o PTB, o PRB... Alguma semelhança?

 

E, agora, para fechar com chave de ouro um governo que insiste em seguir a cartilha tucana até o último instante, Lula põe em vigor o seu Proer para ajudar os banqueiros a escaparem da falência. Justo os banqueiros, tão criticados pelo então líder oposicionista Luiz Inácio da Silva em seus tempos de metalúrgico e candidato derrotado à Presidência da República.

 

Não há nada mais tucano do que um petista no poder. Para ficar igualzinho mesmo, agora, só falta o país quebrar por conta da crise econômica, a popularidade de Lula despencar e ele não conseguir fazer o sucessor nas eleições de 2010, após oito anos no Planalto.

 

Todo mundo tem o direito de gostar do governo Lula, cada um tem seus motivos e suas razões, e felizmente vivemos em uma sociedade democrática em que todos podem - e devem - expressar suas opiniões. Mas, por favor, só não me venham com esse papo de que o homem da foto lá em cima é de esquerda, tá?

 

Não, não é de esquerda. Nunca foi. E isso não é bom ou ruim,  nem juízo de valor ou opinião pessoal. É só um fato. 



Escrito por Fábio às 00h22
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Música da semana

Para aliviar um pouco a tensão numa semana em que este blog se concentrou em temas espinhosos da política (ou do vale-tudo?) eleitoral, que tal cair no samba com Maria Rita, freqüentadora habitual desta seção e cada vez mais cheia de encanto e graça? Boa pedida para o sábado e o domingo que se avizinham, né?

 

Assisti na terça-feira ao monólogo da Débora Bloch, talentosíssima e igualmente linda, “Brincando em Cima Daquilo”, montagem do dramaturgo italiano Dario Fo em cartaz no teatro do Shopping Frei Caneca com direção de Otávio Müller.

 

Sozinha no palco – mas nem tanto, como ela deixa claro logo nos primeiros minutos do espetáculo –, Débora, em plena forma, canta e dança alguns sambas de Zeca Pagodinho, outras músicas de Roberto Carlos... e até um pancadão do funk carioca, hehehe!

 

A canção que abre a peça é justamente a música da semana, “Não Deixe o Samba Morrer”,  e o vídeo aí em acima mostra interpretação de Maria Rita que pode ser encontrada no DVD "Samba Meu". Fabulosa!

 

Então é isso: curtam o vídeo, belíssimo;  assistam ao espetáculo da Débora, que vale muito a pena; e aproveitem bem o fim de semana.  



Escrito por Fábio às 00h09
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EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA – PETISTAS FAZEM ATAQUES HOMOFÓBICOS A KASSAB, MARTA DIZ QUE NÃO SABIA DE NADA E O MEU VOTO MUDA NO 2º TURNO

Não sei se vou de Kassab ou anulo – a segunda opção é mais provável, porque continuo sem conseguir votar no DEM. Mas o voto em Marta já está definitivamente sepultado.

 

Dêem uma olhada nessas duas reportagens, com destaques assustadores sublinhados. Volto em seguida, lá embaixo.

 

 - De O Globo:

 

Petistas fazem ataque homofóbico a Kassab

Por Ricardo Galhardo

 

A propaganda eleitoral da candidata do PT a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, questionando a vida pessoal do adversário, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), deflagrou uma onda de insultos homofóbicos ao prefeito. Ontem, cabos eleitorais de Marta foram vistos ofendendo eleitores de Kassab por duas vezes. A candidata, que se isentou de responsabilidade mas defendeu a propaganda, deu o assunto por encerrado.

De manhã, depois da assinatura de um termo de compromisso com o Sindicato dos Frentistas num posto de gasolina no Cambuci, com a presença da ex-ministra, cabos eleitorais de Marta hostilizaram um casal de eleitores de Kassab que passava pelo local.

— O Kassab é veado! Você vai votar em um veado! — gritava uma apoiadora de Marta, que se recusou a revelar a identidade.

 

 - Do Estadão:

 

'Deus me livre! Eu não sabia disso', diz Marta sobre folheto

Folheto da campanha ataca candidato do DEM dizendo que ele quer derrubar o presidente da República

 

Carolina Ruhman, da Agência Estado

 

SÃO PAULO - A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou nesta terça-feira, 14, que não sabia da existência de um panfleto que ataca seu adversário do DEM, Gilberto Kassab. O documento afirma que o prefeito quer "derrubar o presidente da República". "Deus me livre! Eu não sabia disso, não", exclamou, antes de se encontrar com o bispo d. Pedro Luiz Stringhini. "Como é que você pode acompanhar milhares de panfletos que são feitos pela campanha?", questionou a petista.

 

Não foi a primeira vez que Marta disse não ter conhecimento sobre peças de sua campanha. Há poucos dias, a candidata disse desconhecer a inserção na TV que questionava se Kassab é casado ou tem filhos.

 

Procurando se eximir da responsabilidade sobre o folheto, Marta fez questão de ressaltar: "Eu acompanho a elaboração de propostas para a cidade. Esse é meu comprometimento". E aconselhou os jornalistas a falarem com seu coordenador de campanha, o deputado federal Carlos Zarattini (PT), para discutir o conteúdo do folheto. "Tem que ir ao Carlos Zarattini, não sei por que vocês estão perguntando para mim", tergiversou. Ela atribuiu ao "dinamismo" o fato de não conseguir acompanhar a elaboração das peças publicitárias.

 

Marta sustentou a acusação contida no mesmo panfleto de que Kassab teria reduzido exames pré-natal para gestantes negras em 22 das 31 subprefeituras. Kassab já afirmou que vai processar criminalmente Marta por conta do conteúdo do folheto. "Esses são índices", defendeu-se a petista, e emendou: "Não vejo por que você vai processar criminalmente alguém por ter dito índices que estão publicados". De acordo com a assessoria da candidata, o dado citado no folheto foi retirado do site do Movimento Nossa São Paulo, ONG independente. Para Marta, o ataque contido no impresso "não é uma acusação leviana de jeito nenhum".

 

****


Comentário do blogueiro:
Decepção pouca é bobagem, né? De que adianta passar a vida toda encampando bandeiras e, na hora em que o bicho pega, na hora do aperto, jogar a biografia no lixo e fazer qualquer coisa pela vitória?

 

E na boa, agora mais essa de dizer que o Kassab quer dar um golpe de Estado e derrubar o Lula... Até o barbudo, que mais de uma vez admitiu publicamente ter uma boa relação pessoal com o prefeito paulistano, deve estar morrendo de vergonha e cogitando seriamente não pisar em São Paulo para dar aquela força à sua candidata destrambelhada. Um horror.   

 

Tem também o papo de que o candidato do DEM reduziu os exames pré-natal para negras. Será que os petistas não se dão conta de que trata-se de uma acusação SERÍSSIMA? O que eles querem dizer com isso? Que Kassab é racista, fascista, nazista? Pois é bom Marta se preparar para responder diretamente à Justiça, já que a campanha do prefeito confirmou nesta terça-feira que a candidata já foi acionada criminalmente.  

 

Eu é que não me junto a esse pessoal, não! Como diria o poeta, me incluam fora dessa! 

 

Sim, mudei de idéia. Ué, qual é o problema? O Lula pode ser uma “metamorfose ambulante” e eu não posso, oras? Hehehe.

 

Agora é Kassab ou voto nulo, com mais chances para a segunda opção, por motivos já mais do que explicados. Só estou em dúvida em relação ao número a ser digitado na urna.

 

00?

99?

43, em homenagem à campanha de Fernando Gabeira no Rio?

23, da Soninha?

Ou 24, para registrar o protesto contra a homofobia petista?

 

Que papelão, Marta, que papelão. Não conte comigo desta vez.  



Escrito por Fábio às 01h51
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EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA – MARTA SUPLICY, MILITANTE HISTÓRICA EM FAVOR DOS HOMOSSEXUAIS, PARTE PARA A BAIXARIA CONTRA GILBERTO KASSAB


Foto: Reinaldo Marques / Terra

Do PT confesso que já não espero muita coisa há tempos, mas fiquei muito decepcionado com Marta Suplicy pela nefasta propaganda que vem sendo veiculada no rádio e na televisão nesses primeiros dias de segundo turno das eleições municipais. Um nojo, um horror, uma vergonha, para dizer o mínimo.

 

Para quem ainda não teve o desprazer de acompanhar a tal “peça publicitária” assinada pela campanha petista, é mais ou menos assim: primeiro, aparece a imagem desfigurada do rosto de Kassab e uma série de perguntas questionando sua trajetória política (até aí tudo bem, claro); no fim, e aí é que está o veneno, duas perguntas bem safadinhas do tipo “É casado?” e “Tem filhos?”.

 

Pois é, acreditem se quiser: Marta Suplicy, histórica militante em favor dos direitos dos homossexuais, e o Partido dos Trabalhadores, que reivindica para si a condição de representante da “esquerda” brasileira, ironizam a condição sexual do atual prefeito de São Paulo. Em outras palavras: a propaganda do PT insinua que Kassab é gay. Como se isso interessasse a alguém! E, pior, como se isso o desqualificasse!!!

 

Enfim, meus caros, uma lástima, especialmente vindo de quem vem, de Marta, que tantas vezes alegou - com razão - ser vítima de um preconceito sexista, machista, rasteiro e igualmente condenável. Ou será que ela já se esqueceu da execração pública a que foi submetida quando anunciou que estava se separando do senador Eduardo Suplicy em nome de um novo amor, Luis Favre?

 

Marta e o PT parecem mesmo ter sentido o golpe do mau desempenho nas últimas pesquisas e da ascensão meteórica que deve dar a Kassab a vitória no dia 26. O que mais choca, no entanto, é constatar a que nível se rebaixaram os petistas no vale-tudo eleitoral para conquistar, vá lá, alguns votinhos da tal elite conservadora tão atacada pelo próprio partido. Como li no excelente Imprensa Marrom, trata-se do "PT TFP". Argh! 

 

A Soninha também contou em seu blog de política (tem linque aí ao lado) que o próprio Comitê LGBT Marta Prefeita já manifestou seu repúdio à tal propaganda. Em nota oficial, o movimento "solicita com veemência à coordenação geral da campanha que retire IMEDIATAMENTE esses questionamentos preconceituosos  do ar" e afirma categoricamente que está "suspendendo todas as atividades" por enquanto, pois não concorda "com a linha adotada neste momento".  

 

Posso até estar enganado, vamos ver o que dirão as primeiras pesquisas do segundo turno, mas tenho a impressão de que a baixaria contra Kassab e os homossexuais só fará mal à ex-prefeita. É bom esse pessoal abrir o olho: mais uma barbaridade dessas, e eu juro que posso até mudar meu voto no segundo turno – e acreditem, não serei o único.

 

O PT já havia chegado ao fundo do poço há algum tempo. Pois agora Marta Suplicy, logo ela, que sentiu na pele o que é ter a intimidade covardemente invadida, também está na lama. 

 

Convenhamos, essa foi bem pior do que o "relaxa e goza".



Escrito por Fábio às 00h25
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Do lado certo


Foto: Divulgação

Como vocês podem ver na foto aí em cima, na última sexta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu de mãos dadas com o candidato do PMDB à prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o governador Sérgio Cabral.

 

Lula preferiu relevar o fato de Paes ter sido um dos parlamentares mais ativos da CPI dos Correios, aquela de 2005, que ajudou a desvendar o escândalo do mensalão – do qual o partido do presidente foi o grande protagonista. Naquela época, o atual peemedebista chegou a qualificar Lula como “chefe de quadrilha”.

 

Ainda na sexta, o PCdoB, que um dia já foi comunista, divulgou oficialmente uma carta de apoio a Paes que continha basicamente ataques a Fernando Gabeira, candidato da coligação PV-PSDB-PPS. Segundo o documento, a candidatura de Gabeira seria "travestida de moderna" e representaria o "conservadorismo modernoso" - seja lá o que isso signifique.

 

E não é só: os "comunistas" (pfff...) qualificam o adversário de Paes como representante "de uma nova face do moralismo fundamentalista e do lacerdismo dos anos 1950 e 1960" (?)  e dizem que o Gabeira de alguns anos atrás "era melhor que o atual". Eu também acho que os comunistas de antigamente eram bem mais interessantes que os de hoje, mas tudo bem.

 

O legal é que, no mesmo dia, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou publicamente seu apoio a  Gabeira, contrariando a decisão dos metidos a comunistas, do PT do Rio e a opinião de figuras coroadas da cúpula do partido como o próprio Lula e o interminável José Dirceu.

 

“Minha trajetória de vida tem relação com o Gabeira, na defesa do ambiente. Tenho certeza de que, se Chico Mendes estivesse vivo, ele também apoiaria Gabeira”, disse Marina ao justificar a sábia escolha.

 

Humm... Deixe-me ver se entendi: Lula, Zé Dirceu e o PCdoB do lado de lá; Marina Silva do lado de cá. É bom saber que fiz a escolha certa. Agora sou ainda mais Gabeira do que antes, hehehe.  

 

E, pelo que indicam as primeiras pesquisas do segundo turno, a maioria dos eleitores da candidata derrotada do PCdoB, Jandira Feghali, e da população carioca em geral, concorda comigo. E não com o Lula.  

 

A briga é boa e será dura, duríssima, certamente. Mas estou cada vez mais confiante de que vamos levar essa. E devo dizer que dá um conforto danado saber que este blog, que apóia, sim, com muito orgulho, Fernando Gabeira, está do lado certo.

 

PS: Não, não assisti ao primeiro debate do segundo turno entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab exibido agora há pouco pela Band. Estava de plantão na firma e, apesar de até ter deixado a TV ligada no embate mediado por Boris Casoy, confesso que não prestei muita atenção. A verdade é que, muito sinceramente, não estou dando a menor bola para esse segundo turno em São Paulo, hehehe... Se eu pudesse, trocaria já meu domicílio eleitoral para a Cidade Maravilhosa. Humpf.



Escrito por Fábio às 00h01
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Música da semana

- Estive pensando em outro samba que fiz na época da Bossa Nova, você se recorda? Que se chamava... que se chama “Água de Beber”. Não era água normal. Mais precisamente esta aqui.

 

- “Água-vida”.

 

- É,”Água-vida”,  sim.

 

- É uma canção que fez um sucesso muito grande. Jobim a cantou com Frank Sinatra nos Estados Unidos e se chama “Água de Beber”.

 

(Milão, 18 de outubro de 1978)



Escrito por Fábio às 03h02
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Um sábado Bossa Nova e um belo filme

Conforme havia prometido publicamente neste blog no fim da última semana, tirei o sábado de folga para conhecer o local que provavelmente se tornará a maior atração turística de São Paulo: o Museu do Futebol.

 

De quebra, à noite, assisti ao espetáculo “Tom e Vinícius”, estrelado por Marcelo Serrado e Thelmo Fernandes, em cartaz no Teatro Copa Airlines do Shopping Eldorado. Acreditem: programões, ambos!

 

Como já disse aqui, antes mesmo de conhecer o Museu, que se tratava de algo de primeiríssima qualidade, opto agora por não chover no molhado nem repetir os mesmos elogios. E, em relação à peça, vocês sabem bem o quanto sou bossanovístico de carteirinha, né? Era mais do que óbvio que eu sairia do teatro em estado de encantamento puro.

 

Então, chega de papo e sejamos práticos: aí embaixo, estão as fichas técnicas tanto de uma quanto de outra atração – com direito à avaliação do blogueiro na tradicional escala de 0 a 5 pitacos e à citação dos pontos altos e baixos do Museu e da peça.

 

Recomendo que se apressem a conferir o espetáculo do Pacaembu e também o do Shopping Eldorado. Não dá para não ir. Não dá para não gostar, sendo ou não fanático por futebol ou por Bossa Nova.

 

Aproveitem:

 

MUSEU DO FUTEBOL

Local: Estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/nº)

Curador: Leonel Kas

Diretor de arte: Jair de Souza

Museógrafos: Daniela Thomas e Felipe Tassara

Projetista arquitetônico: Mauro Munhoz

Telefone: 3663-3848

Horário: 10h às 18h (terça a domingo, exceto em dias de jogos)

Preço: R$ 6 (grátis para menores de 7 anos)

Ponto alto: Sala Exaltação (localizada literalmente nas “entranhas” do Pacaembu, embaixo da arquibancada, destaca alguns dos cantos entoados pelas principais torcidas do país) e Sala Anjos Barrocos (que traz belísimos painés holográficos com imagens de 25 craques da história do futebol brasileiro).

Ponto baixo: na Sala Jogo de Corpo, sei lá por que, a fila é sempre enorme e mal organizada (tanto que não consegui cobrar o tal pênalti diante de um goleiro virtual, uma das principais atrações do museu. Humpf).

Avaliação do blog: 5 pitacos

 

TOM E VINÍCIUS

Local: Teatro Copa Airlines (Shopping Eldorado)

Autores: Daniela Pereira de Carvalho e Eucanaã Ferraz

Diretor: Daniel Herz

Diretor musical: Josimar Carneiro

Diretor de movimento e coreografia: Márcia Rubin

Elenco: Marcelo Serrado (Tom), Thelmo Fernandes (Vinícius), Guilhermina Guinle (Lila Bôscoli e Lúcia Proença), Carol Bezerra (Elizeth Cardoso), Ricardo Conti, Lilian Valeska, Marcelo Rezende, Luiz Araújo, Pedro Lima, Luiz Nicolau, Ana Ferraz, Carol Bezerra, Júlia Gorman, Luciana Bollina, Marilice Cosenza e mais seis músicos

Telefone: 4003-2330

Horário: sexta e sábado, às 21h30; e domingo, às 18h

Preço: R$ 60 e R$ 70 (sexta); R$ 70 e R$ 80 (domingo); R$ 90 e R$ 100 (sábado)

Ponto alto: Marcelo Serrado interpretando Tom; e o diálogo final entre ele e Vinícius (Thelmo Fernandes), em uma mesa de bar, em que um antecipa o futuro do outro. Primoroso!

Ponto baixo: o preço salgadíssimo (dei a sorte de não pagar nada, mas isso é assunto para outro post, hehehe...).

Avaliação do blog: 5 pitacos

 

****

 

Ops, já estava me esquecendo de recomendar outra belíssima opção cultural: o filme “Noites de Tormenta”, que de ruim só tem o nome mas é mais um baita trabalho da dupla Richard Gere e Diane Lane. Aliás, esses dois, que já haviam dado um show em “Infidelidade”, deveriam ser proibidos de ficar muito tempo sem contracenarem juntos. Funcionam muito, muito, muito bem!

 

Cinco pitacos, sem titubear. E vale deixar o aviso de que um bom lenço para enxugar as lágrimas é mais do que recomendável. É fundamental, acreditem.  



Escrito por Fábio às 01h29
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O Rio de Janeiro continua lindo

Foto: Tasso Marcelo / AE

 

A melhor notícia deste domingo de eleições municipais em todo o Brasil vem da mais bela de nossas cidades. O recado do povo do Rio de Janeiro, expresso nas urnas, foi claro: já era mesmo passada a hora de o debate político na Cidade Maravilhosa se qualificar substancialmente e deixar de lado os velhos caciques ou os fanáticos de seitas religiosas. O segundo turno entre Eduardo Paes e Fernando Gabeira (principalmente por conta deste último, é claro) é dessas coisas que merecem muito mais do que uma simples comemoração.

 

Há duas semanas, talvez nem isso, não eram poucos os que diziam que Gabeira era carta fora do baralho no jogo da sucessão na capital fluminense. O histórico recente do eleitorado carioca – que elegeu e reelegeu César Maia em 2000 e 2004 – permitia mesmo que se duvidasse do poder de reação do candidato do PV. Até as pesquisas, notadamente o controverso Ibope de Carlos Augusto Montenegro, sugeriam que a disputa final fosse mesmo entre Paes e o famigerado bispo Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus – o candidato de Edir Macedo e de Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Pois o que se viu neste domingo histórico na Guanabara foi o renascimento da esperança de que o bom e velho Rio dos nossos sonhos pode, enfim, se transformar em realidade muito em breve. Fernando Gabeira, um candidato a prefeito que poderia muito bem ocupar a Presidência da República, deixou o bispo no chão e chegou ao segundo turno assustando o PMDB do governador Sérgio Cabral, “guru” de Paes.

 

Independentemente do que venha a acontecer no dia 26 de outubro – e não há dúvidas de que será um páreo muitíssimo duro para Gabeira, já que, além de Cabral, provavelmente o próprio Lula deve apoiar o candidato do PMDB –, o Rio de Janeiro ressurgiu das cinzas nas eleições municipais. Imaginar que César Maia será sucedido por Eduardo Paes ou Fernando Gabeira já é uma notícia alentadora.

 

O peemedebista, ex-tucano, foi um dos parlamentares que mais se destacaram na CPI dos Correios (aquela do “mensalão”, em 2005) e, muito por conta disso, não é visto com muita simpatia por Lula, mesmo que eventualmente receba o apoio do presidente. Gabeira, por sua vez, dispensa apresentações, porque consegue reunir o que de melhor existe na política brasileira: a coerência, a ética, a correção, uma biografia notável e a humildade de reconhecer erros e apontar caminhos.

 

O Rio de Janeiro que sairá das urnas certamente será melhor que esse de hoje. Vai ser muito difícil, mas se der Gabeira eu juro que já começo a arrumar minhas malas para a mudança definitiva rumo à Cidade Maravilhosa. Aliás, confesso que, se pudesse, trocaria o meu domicílio eleitoral imediatamente!

 

São Paulo

Se houve alguma surpresa nas eleições paulistanas, certamente não se trata do duelo entre a ex-prefeita Marta Suplicy e o atual, Gilberto Kassab. Talvez a estrondosa reação do candidato do DEM na reta final da campanha – terminando ligeiramente à frente da própria Marta na apuração final do primeiro turno – é que tenha pegado os petistas e os principais institutos de pesquisa meio de surpresa. É, de fato, uma ascensão impressionante: em dois meses, Kassab pulou de 10% para 35% dos votos.

 

A impressão que tenho ao observar o resultado na maior cidade do Brasil é de que há dois grandes vitoriosos e dois grandes perdedores entre os concorrentes nesta primeira etapa. Perderam muito Paulo Maluf, que não passou de 6% dos votos válidos (virou um nanico político, inexpressivo em seu antigo reduto e completamente fora de combate em eleições majoritárias - ainda bem, né?) e, claro, Geraldo Alckmin, o tucano que dividiu seu próprio partido em nome do interesse pessoal mais rasteiro, mais imediato, mais mesquinho.

 

Há dois anos, em 2006, Alckmin era um governador muito bem avaliado pelo eleitorado paulista – eu nunca o vi assim, sempre o considerei um administrador medíocre, mas é fato que as pesquisas apontavam sua aprovação elevada pela população de São Paulo. Forçou a barra para derrotar o desafeto José Serra e foi lançado candidato do PSDB à Presidência contra Lula. Tomou uma surra de dar dó.

 

Pois ao invés de ficar quietinho em seu canto, apoiar o prefeito Kassab como candidato da base aliada contra a oposição e se resguardar para uma possível volta ao Palácio dos Bandeirantes em 2010, Alckmin apostou novamente no embate com Serra. Impôs sua candidatura a um PSDB que estava quase todo na administração municipal, ficou sem discurso e... perdeu de novo, é claro. O Picolé de Chuchu que sai dessa eleição é ainda menor do que aquele que entrou nela.

 

E os vencedores em São Paulo? Independentemente do resultado final, é inegável constatar que o mais novo fenômeno político paulistano atende pelo nome de Gilberto Kassab. Há um ano, ninguém o conhecia; hoje, ele é o franco favorito à reeleição. É claro que o apoio de uma figura como José Serra conta demais, mas não se pode tirar o mérito da campanha kassabista – muito bem feita, principalmente na TV – e do próprio prefeito, que se não foi uma maravilha à frente da cidade, ao menos fez coisas importantes como o Cidade Limpa, a melhoria da Saúde, as iniciativas no Meio Ambiente, etc.

 

Outra vencedora, e aí me permitam uma dose de empolgação excessiva e/ou parcialidade assumida, é Soninha Francine, do meu PPS. Já disse aqui e repito: sem nenhum recurso, sem tempo de propaganda na TV, sem apelar  a baixarias, ela fez uma campanha muito digna, muito correta, apresentou suas propostas, qualificou o debate, deu seu recado e permitiu ao PPS se apresentar, pela primeira vez, com uma cara muito própria, muito sua, muito particular em São Paulo. Infelizmente não deu para terminar à frente do Maluf, mas 4% ou 266.211 dos votos válidos é um número considerável para uma candidata de partido pequeno e em sua primeira eleição majoritária.

 

Deixei até um comentário no blog da Soninha (tem linque aí ao lado) sugerindo que ela assuma algum Ministério em um provável governo Serra em 2010 (por que não ministra do Esporte?), ganhe mais visibilidade e, em 2012, entre para valer, não só para competir mas para ganhar mesmo, na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Posso estar sonhando um pouco, mas sinceramente acho que si, se puede.

 

Segundo turno: o blog apóia?

Confesso que fiquei tão empolgado, mas tão empolgado com a chegada do Gabeira ao segundo turno no Rio que não consigo nem pensar muito em alguma outra coisa relacionada à disputa do dia 26 de outubro, hehehe. Pela importância simbólica que teria uma vitória dele e, por que não, pela perspectiva de que a minha futura cidade comece a ser reconstruída de fato nos próximos quatro anos, devo admitir que não estou dando muita bola para o duelo Kassab x Marta em SP.

 

A verdade é que, muito sinceramente e apesar dos pesares, acho que São Paulo estará bem servida dentro das possibilidades. Ficaria, sim, muito preocupado se Geraldo Alckmin tivesse avançado ao segundo turno – mas disso, ufa!, todos nós escapamos.

 

“Relaxa e goza” à parte, Marta foi, sim, uma boa prefeita: mandou muito bem nos Transportes, fez história com a criação do Bilhete Único e a implementação dos CEUS, mas errou muito a mão na Saúde, que foi uma tragédia entre 2001 e 2004. Kassab, apesar do DEM, também deixa um legado importante para a história paulistana por conta do Cidade Limpa, além de ter diminuído o caos na Saúde tão abandonada pela antecessora e criado vários parques, uma das boas medidas de sua Secretaria do Meio Ambiente. Em contrapartida, deixou um pouco a desejar nos Transportes, justamente o ponto forte de Marta.

 

Enfim, apesar do PT e do DEM, apesar do “relaxa e goza” e do “vai trabalhar, vagabundo”, Marta e Kassab têm o que mostrar ao eleitorado paulistano. Entre um e outro, sem dúvida eu sou muito mais a Soninha, hehehe. Vou acabar ficando com a Marta, como já disse várias vezes aqui, basicamente por não conseguir de jeito nenhum depositar meu voto no DEM – o antigo PFL, que é a antiga Arena, lembram-se? Mas repito: apertarei o 13 sem qualquer empolgação e, de verdade, não estou muito preocupado com o que vai acontecer por aqui. Minhas atenções se concentram no outro lado da ponte aérea!

 

PS1: Uma das muitas coisas boas de fazer parte do PPS é justamente essa: é bem provável que o partido anuncie oficialmente o apoio a Kassab no segundo turno – o que seria absolutamente natural, já que a sigla faz parte da base do governo do atual prefeito em São Paulo. Como cada militante tem liberdade para pensar por si próprio – parece pouca coisa, mas não é tão comum na vida partidária, acreditem... –, não tenho problemas em assumir publicamente o voto em Marta. E é bom que seja assim: só dá ainda mais orgulho de fazer parte dessa turma. No PT ou no PSOL, isso não seria possível. No PPS, é. Ainda bem.

 

PS2: Meu candidato a vereador, Cláudio Fonseca, recebeu 21.026 votos e garantiu uma vaguinha na Câmara Municipal na próxima legislatura. É bom que se saia bem, porque será cobrado! Para conferir a lista completa dos 55 vereadores eleitos em São Paulo, clique aqui.  



Escrito por Fábio às 00h40
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Música da semana



Escrito por Fábio às 02h11
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EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA - O BLOG APÓIA, PARTE XXXXXVVVVIII

Soninha aqui, Gabeira lá.

Juízo nessa urna, galera. Bom voto a todos.



Escrito por Fábio às 02h03
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