Rafa, Martinha, Thá e eu (com os óculos do pai do Rafa) no Maraca
Há exatamente um ano, em maio de 2007, este blogueiro debutava no Estádio Mário Filho, o Maracanã, para assistir à final do Campeonato Carioca entre Flamengo e Botafogo. Na ocasião, houve empate por 2 a 2 em um jogo emocionante e, nos pênaltis, deu Mengão. Até escrevi sobre essa minha “estréia”, lembram? Aqui.
Pois quis o destino que rubro-negros e alvinegros voltassem a se enfrentar na decisão do Estadual do Rio de 2008 e, acreditem, novamente com a minha presença no Maraca. Há!
É isso aí: no próximo domingo, vamos acompanhar in loco mais um duelo decisivo entre flamenguistas e botafoguenses (no primeiro jogo da final, domingo passado, o Mengão venceu por 1 a 0). Eu e a Thá deixamos São Paulo na manhã de sábado e voltamos do Rio só nas primeiras horas de segunda-feira. Boa desculpa para aproveitar mais um pouquinho a Cidade Maravilhosa, né?
O mais legal é constatar que esta já será a minha terceira vez no Maracanã nesse período de um ano. Além das duas finais, em dezembro do ano passado também teve um inesquecível show do Police... Aqui. Nada mal, vai.
Já estou contando os minutos por aqui. Ah, e aguardem a música desta semana mais curta de feriado: será o clichê mais bem escolhido dos últimos tempos, eu garanto.
- Vai atender ao apelo popular e disputar o terceiro mandato, é?
- Ah, Zé, pára com isso... Relaxa e goza! Tô até fazendo uma reforma lá no Palácio para você chegar em 2010 com tudo arrumadinho, hehehe...
- Sei, sei... E o dossiê? Quem fez? Foram os mesmos aloprados que aprontaram aquele contra mim na última eleição?
- Calma, Zé, não sei de nada, não vi nada... Isso é coisa da mãe do PAC, companheiro. Ema-ema-ema, cada um com seus pobrema! Agora, por favor, dá para tirar essa seringa de perto de mim?
--//--
Por falar em dossiê, aliás, este blog segue na expectativa dos esclarecimentos da ministra-chefe da Casa Civil. Enquanto isso, divirtam-se vocês também com essa charge assinada pelo Aroeira que roubei do blog da Janaína Leite- recomendadíssimo, aliás.
--//--
Ah, agora papo sério: vocês viram a CNT/Sensus, né? Aprovação recorde de Lula, quase 70%. E, pela primeira vez, mais da metade dos brasileiros apóia a mudança na Constituição que permita o terceiro mandato (50,4%).
É, meus amigos... Por mais que o PT e Lula neguem, meu medo fica cada vez maior. Aliás, a cada vez que essa turma desmente a re-reeleição, meu medo aumenta, hehehe!
Acho que estaríamos mais tranqüilos se o discurso oficial não fosse tão convicto assim... Sabem como é, né? Essa história de ser uma "metamorfose ambulante" é um perigo danado... Sei não.
Esse aí em cima é Alex Silva, zagueiro do São Paulo, que ontem marcou o primeiro gol após um longo período fora dos gramados por contusão e deu a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético Nacional de Medellín, pela Copa Libertadores da América. Esta foi a única boa notícia do jogo.
Após seis partidas disputadas na primeira fase do torneio que realmente importa na temporada, o São Paulo não tem o que comemorar: apesar da boa campanha (11 pontos, com três vitórias, dois empates e uma derrota), foram 540 minutos de um futebol abaixo da crítica.
Com essa bolinha sem-vergonha, talvez até dê para passar pelo fraco Nacional de Montevidéu nas oitavas-de-final, mas as chances se reduziriam muito em um provável confronto contra o Fluminense nas quartas... Se, por acaso, avançarmos às semifinais, parece impossível superar Cruzeiro ou Boca Juniors, possíveis adversários.
A verdade é que o sonho do tetracampeonato parece cada vez mais distante. Com esse futebolzinho medíocre, a eliminação é uma questão de tempo. Humpf.
Ah, e vocês já perceberam que eu gosto de palpitar, né? Hehehe... Pois aqui vão meus pitacos para os duelos das oitavas-de-final da Libertadores:
Fluminense x Nacional de Medellín (COL) - FLUMINENSE
Flamengo x América (MEX) - FLAMENGO
River Plate (ARG) x San Lorenzo (ARG) - RIVER PLATE
Atlas (MEX) x Lanús (ARG) - ATLAS
Cruzeiro x Boca Juniors (ARG) - BOCA JUNIORS
Estudiantes (ARG) x LDU (EQU) - ESTUDIANTES
Cúcuta Deportivo (COL) x Santos - CÚCUTA
São Paulo x Nacional (URU) - SÃO PAULO
Se der isso aí mesmo, os duelos das quartas-de-final seriam: Fluminense x São Paulo (xi...); Flamengo x Cúcuta; River Plate x Estudiantes; Atlas x Boca Juniors.
Ah, falem sério, vai: tirando novela do Maneco e Anos Incríveis, existe algo mais legal do que uma Libertadores?
O blog apóia (ou melhor, apoiou!) – parte XXXLLLVVVII
Muitos de vocês pegam no meu pé quando escancaro publicamente minhas preferências nas eleições majoritárias em tudo quanto é país por aí, dizendo que sou pé-frio, que só voto em quem vai perder e otras cositas más...
De fato, não tenho “vencido” muitas eleições nos últimos anos. Nas presidenciais do Brasil de 2006, por exemplo, fui de Heloísa Helena – ela teve mais votos do que poderia imaginar, mas ficou em terceiro lugar. Para o governo de São Paulo, cravei Plínio de Arruda Sampaio – e José Serra foi eleito ainda no primeiro turno.
Mundo afora, este blogueiro também tem sido um fiasco. Na França, torci pela vitória de Segoléne Royal, e deu Sarkozy fácil. Na Itália, obviamente votaria em Walter Veltroni – que recebeu até carta de apoio do PPS, sabiam? Mas o todo-poderoso Silvio Berlusconi venceu. Tudo bem que na Argentina Cristina Kirchner foi eleita, mas meus detratores diriam que essa é a exceção que confirma a regra, hehehe.
E, agora, vocês sabem, declaro que apóio Hillary Clinton, Soninha e Fernando Gabeira: a mulher do tio Bill, coitada, está literalmente à espera de um improvável milagre para superar Barack Obama na disputa pela indicação do Partido Democrata (apesar de ter vencido agora há poucoas primárias da Pensilvânia); minha colega de partido e de empresa tem algo em torno de 2% das intenções de voto em São Paulo; e o Gabeira não passa de 9% na Cidade Maravilhosa. Humpf.
De todo modo, a verdade é que quando o meu candidato ganha não saio por aí alardeando... Pois é o que faço agora: parabéns a Fernando Lugo, novo presidente do Paraguai, que desbancou a representante do Partido Colorado (que governava o país há 61 anos!!!), Blanca Ovelar, e o preferido do governo brasileiro, o ex-general Lino Oviedo.
Esse vídeo que encontrei no Youtube conta um pouco da história do novo presidente paraguaio – que conheço muito pouco, para dizer a verdade. Vale a pena assistir até o fim, até para treinar um pouco o espanhol, hehehe...
Desejo do fundo do coração que ele consiga, no poder, cumprir os compromissos que assumiu ao longo da campanha e de sua trajetória política sem se prostituir totalmente. É pedir muito?
Parabéns a Fernando Lugo, parabéns ao povo paraguaio.
Aos amigos e amigas palmeirenses que vêm entupindo minha caixa-postal do celular e o meu e-mail com mensagens um tanto “carinhosas” desde o fim do jogo, deixo algumas sinceras considerações pelo blog, hehehe.
Dizer o quê? Ora, o óbvio: deu a lógica no Palestra Itália. Como este blogueiro já antecipava na última semana em um post escrito depois da vitória do São Paulo por 2 a 1 (aqui), era evidente que o favoritismo continuava a ser do Palmeiras.
Apesar de muitos pregarem o contrário, o futebol, na maioria das vezes, segue uma lógica, sim... E a lógica era bem simples neste caso: o melhor time, o que se preparou melhor, o que mais investiu em reforços, o que tem mais opções e melhores jogadores, naturalmente derrotaria o adversário. Simples assim.
Parabéns ao Palmeiras, melhor equipe paulista da atualidade, pela vitória e a classificação. Ao que tudo indica, a previsão feita por este blog no dia 10 de FEVEREIRO de 2008 (aqui) vai mesmo se confirmar: o time do Palestra Itália será campeão paulista.
E ponto final. Aqui não tem chororô. Perdeu? Perdeu. O outro ganhou? Ganhou. Então é isso: parabéns e bola pra frente. O Paulistinha, ops, o Campeonato Paulista, está em boas mãos!
PS: Só não precisavam ter jogado gás de pimenta no vestiário, né? Aí fica feio, muito feio... Principalmente quando parte do lado mais forte. Desnecessário.
Na última segunda-feira, durante lançamento de um DVD com os gols mais bonitos de sua carreira, Romário anunciou oficialmente que não voltará mais aos gramados.
Este blog já se ocupou de falar sobre o Baixinho algumas vezes, sempre reverenciando um dos maiores gênios da história do futebol mundial – cliquem aqui e aqui. Não é preciso dizer que sempre fui seu fã de carteirinha, né?
Romário não foi o Top 1 entre todos aqueles que vi jogar – Zidane ocupa essa posição – e talvez nem tenha sido o melhor entre os craques brasileiros – acho Ronaldo mais completo. Mas certamente está entre os maiores da história e é o número um naquela região do campo conhecida como grande área. Ali, nem Pelé o superou.
A música da semana, portanto, é um tributo que encontrei no Youtube a esse gênio da bola. Na voz de outro gênio brazuca, Gilberto Gil. Deliciosa homenagem: vale a pena assistir até o fim.
Apesar de ter sentido o gosto amargo de pagar inteira, e não meia, com o fim da validade da carteira de estudante que me quebrou um puta galho no ano passado, posso dizer sem pestanejar que “A Família Savage” valeu cada um dos 16 reais gastos no último sábado.
Gostei tanto, mas tanto, que ouso dizer que o filme dirigido por Tamara Jenkins desbancou “A Culpa é do Fidel” no posto de melhor entre todos aqueles que vi em 2008. Por enquanto, é dele o lugar mais alto do pódio: cinco pitacos, com louvor!
Vale um registro especial a atuação espetacular do Phillip Seymour Hoffman, que foi Truman Capote em 2005 e está ao lado da Laura Linney na foto aí em cima. O cara simplesmente dá (mais) um show. Muito foda.
A Lui, que entende de cinema, também gostou do filme. Façam como nós: ela recomendou, a gente vai! Até agora, vem dando muito certo: é garantia de qualidade ou seu dinheiro de volta, hehehe. Cliquem aqui e procurem o texto dela sobre o filme.
Antes de partir para a sacanagem propriamente dita, reitero o meu respeito à coletividade palmeirense. Tenho uma namorada que torce pelo Palestra, como sabem, e só isso já seria um bom motivo para ter um carinho especial pelos porc..., ops, pelos torcedores alviverdes, hehehe.
Quem costuma ler este blog, sabe perfeitamente que, logo no primeiro post de 2008, cravei o palpite de que o time do Parque Antártica sairia da fila de nove anos sem títulos importantes e conquistaria o Campeonato Paulista. Querem ler de novo? Está aqui.
Querem saber? Mantenho a opinião: acho que a vitória são-paulina por 2 a 1 é um placar apertado demais para dar tranqüilidade ao Tricolor. O Palmeiras tem muito mais time e, jogando em seu estádio, o Palestra Itália (aqui ao lado de casa), tem tudo para vencer pelo menos por 1 a 0 e chegar à decisão. Na final, contra Ponte Preta ou Guaratinguetá, é franco favorito.
O que me irrita, no fundo, é o chororô do mau perdedor... Poxa, quando o São Paulo apanhou por 4 a 1 (com três gols de pênalti do Palmeiras), este blogueiro reconheceu a indiscutível superioridade do rival. Agora, só por causa da mãozinha boba do Adriano, a parmerada já começou a fazer barulho com um choramingo exagerado. Bah!
Façam-me o favor, né? Por que não cobram do super-hiper-mega-master-badalado Vanderlei Luxemburgo, que conta com um elenco de estrelas e, mesmo assim, não foi capaz de vencer uma equipe que quase não consegue arrumar jogador para completar o banco de reservas? Por que não pegam no pé do Valdívia, que novamente se escondeu em uma partida decisiva? Culpar o juiz ou a bandeirinha é fácil demais, não?
Enfim, deixo registrada aqui a homenagem deste blog ao chororô palmeirense, com um dos maiores clássicos da música sertaneja do Brasil, hehehehe...
A escolha desta semana é uma mistura de reverência e pedido de desculpas.
Desde a última sexta-feira, quando li o comentário-reclamação da Milena (minha companheira de almoço de amanhã), fiquei com Cazuza na cabeça.
Com um certo peso na consciência, confesso, por não ter me lembrado de que ele comemoraria 50 anos na semana passada se estivesse vivo. E o tonto aqui ainda tinha ficado na dúvida entre Rod Stewart e Rolling Stones... Ai, ai.
Para me penitenciar, então, mesmo com um indesculpável atraso, aí vai a música desta semana. Que está martelando aqui dentro há sete dias, ininterruptamente.
Podem brigar comigo, mas hoje o Programa do Jô está bom demais.
A primeira entrevista foi com o pessoal do Estádio 97 – programa futebolístico/humorístico da Energia 97 (97.7 FM) que está no ar desde 1999. Aqui cabe a primeira confissão: vocês sabiam que eu era viciado nesses caras? Já fui ao estúdio da rádio NOVE VEZES desde 1999! E a última nem faz tanto tempo, foi em 2005, se a memória não falha.
Hoje não ouço o programa tanto assim, só de vez em quando, mas até já levei para eles esfihas e bolinhos de queijo preparados carinhosamente por mamãe, hehehe... Bons tempos!
Ah, e lá vai outra confissão: já fui DUAS VEZES assistir ao Programa do Jô, lá na Globo, nos estúdios. Todo mundo fala mal do gordo, mas eu gosto, sempre gostei e continuo assistindo sempre que posso.
E digo mais: um grande amigo meu, dos mais assíduos, críticos e brilhantes comentaristas deste blog (podem pesquisar nos comentários: ele sempre está me esculhambando, hehehe), me acompanhou na primeira visita ao programa.
Não vou citar nomes. Se ele quiser, que se apresente. Mas que esteve lá comigo, esteve.
Assistindo à entrevista de Manuela D’Ávila, deputada federal pelo PC do B do Rio Grande do Sul e pré-candidata à prefeitura da capital gaúcha, ao Programa do Jô, me lembrei de uma nota que li na Época há algumas semanas. Que não tem nada a ver com política, diga-se de passagem:
O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), de 48 anos, conseguiu uma importante vitória no Congresso. Mas não foi em nenhuma votação de projeto. O novo secretário-geral do PT fez uma aliança com o PCdoB e conquistou a musa do Congresso, a deputada Manuela D’Ávila (RS), de 26 anos. O flerte começou há um mês, mas o namoro se tornou público na semana passada. Prudentes, os dois até parecem ter combinado a resposta: “Não comento sobre minha vida pessoal”.
Ainda perplexo, fucei na internet e descobri que O Globo Online também fuxicou a respeito do mais novo casal de pombinhos do Congresso:
Quem liga para o celular do novo secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), ouve na caixa de mensagens uma sonora gargalhada, sua marca registrada. Agora, dizem os amigos, ele tem mesmo motivos para rir à toa. Para inveja de 11 entre 10 deputados e senadores, ele furou o bloqueio do PCdoB e protagoniza um romance que promete fazer barulho no Congresso: está namorando a musa da base e da oposição, a bela deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS). O mais novo par começou a chamar a atenção na festa de 28 anos do PT em Brasília, há cerca de um mês.
Sem qualquer preocupação em esconder o encantamento, passaram a noite em cochichos e troca de olhares apaixonados ao lado de uma pilastra nos salões de um clube em Brasília. Os dois não quiseram comentar publicamente o romance. Ontem, acertaram uma resposta conjunta: "Não comento sobre minha vida pessoal".
Na minha primeira eleição, em 2000, no auge de meus 16 anos, votei em José Eduardo Martins Cardozo para vereador – sim, vocês sabem, um dia já fui muito petista, hehehe. Ele largou o mandato pela metade e se candidatou a deputado federal dois anos depois, mas nunca mais teve o meu voto.
Mas isso não vem ao caso agora. Divergências políticas à parte, este blogueiro curva-se ao secretário-geral do PT e o aplaude de pé. Clap-clap-clap-clap!!!
Mas, pô, Manu, o que é que tu que viu nele, mulher!? Humpf.
PS: Este blog já falou da Manu. Ah, Manu... Cliquem aqui.
É claro que a turma do jornalismo chapa-branca logo será instruída a dizer que as especulações sobre a possível tentativa de mudança constitucional que permita o terceiro mandato de Lula são conversa mole da “oposição sem projeto”, da “mídia golpista”, da “imprensa burguesa”, etc. e tal.
Não é verdade. Quem levanta o assunto novamente, coincidentemente em meio ao impacto negativo do escândalo do dossiê montado pela Casa Civil, é o próprio governo e a base aliada de Lula.
Querem ver? Disse o prefeito de Recife, João Paulo Lima e Silva (PT): “Acho que, por ele [Lula], não quer [disputar o terceiro mandado], não. Quem quer somos nós [população e lideranças do partido]. Não é uma escolha pessoal, você sabe que o clamor das massas é muito forte para qualquer político. Acho que teríamos de converter o presidente. Isso é o melhor para a história do Brasil, melhor para o povo”.
E o que dizer, então, das palavras do deputado federal petista Devanir Ribeiro? “Fizeram emenda no governo Fernando Henrique para a reeleição. Agora, queremos fazer uma emenda para retornar ao texto original da Constituição, que é do mandato de cinco anos”.
Isso sem contar a opinião do vice-presidente da República (repito: VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA) José Alencar: “Falta muito por fazer. Sou democrata. O Lula deseja fazer o seu sucessor. Mas digo que, se você perguntar aos brasileiros, o que os brasileiros desejam é que Lula fique mais tempo no poder. Por quê? Porque está bem o Lula, vai bem o Lula, raramente encontramos um cidadão como ele para dirigir o país”.
Bom, aí está. Quem levantou a lebre, como vêem, é gente muito próxima do presidente – que, convenhamos, não convence nem a mim nem à saudosa Velhinha de Taubaté com esse papo de que não quer mais um mandato. Lembremos que se trata do mesmo Lula que disse que jamais disputaria a reeleição, que faria um governo de esquerda, que romperia com a política econômica do PSDB e por aí vai... Pô, gente, é o mesmo Lula que semana passada se solidarizou publicamente com Severino Cavalcanti e Renan Calheiros, né? Ingenuidade tem limite!
Além do mais, a justificativa de que o governo FHC mudou a Constituição para aprovar a emenda da reeleição é perfeita sob o ponto de vista dos interesses petistas: se o outro fez errado, por que não podemos fazer também? É o velho discurso de esgoto que vem marcando o governo Lula desde a posse em 2003: se os tucanos roubaram, qual é o problema em roubar?; se houve mensalão tucano, por que só implicam com o nosso?; se eles fizeram dossiê, que mal há em fazermos também?
Não quero ser pessimista, mas a situação é realmente grave. Se a PEC do plebiscito sobre o terceiro mandato chegar mesmo ao Congresso, as chances de aprovação são enormes – é duro ser minoria, e o trator governista estará firme e forte. Se o plebiscito chegar às ruas, com a aprovação pessoal recorde de Lula, a vitória é quase certa. E, por fim, se ele disputar o terceiro mandato, nem preciso dizer que não existe adversário algum capaz de batê-lo nas urnas. É Lula de novo com a força do povo, pela terceira vez. É a única saída do PT, que hoje não tem candidato viável à Presidência.
Alternância de poder, democracia, respeito às regras básicas do jogo democrático? Ah, isso é bobagem, dirão os entusiastas do terceiro mandato... O que importa é evitar que a “imprensa burguesa” tire o “pai dos pobres” do Planalto. E assim vamos nós, caminhando rumo a 13 anos de Lula lá – e a 21 anos de governo Fernando Henrique Cardoso (os 8 do FHC original e os 8+5 do FHC genérico).
De minha parte, garanto que haverá uma enorme tristeza por constatar a lenta e gradual transformação do Brasil em um mix do projeto ditatorial de Venezuela e Bolívia. Tanta gente neste país lutou pela Democracia (muitos estão, aliás, no próprio governo atual), e de repente nos tornamos uma República de Bananeira em que o governista de plantão muda as regras do jogo no meio do caminho para atender a seus interesses. Enfim, uma merda, né?
Mas tudo bem, prometo que logo me recupero e sigo firme na oposição ao governo que representou o maior estelionato eleitoral da história da República. Como fui oposição durante os oito anos de FHC. Como seria oposição se um candidato do PPS ganhasse as eleições e deixasse de lado tudo aquilo que sempre pregou. Eu não mudei um milímetro - quem mudou foram os que estão hoje no poder. E muito me honra saber que já não estamos mais na mesma turma. É um alívio pessoal.
Também será duro ter de agüentar jornalista chapa-branca recebendo dinheiro público para defender o governo por mais sei lá quantos anos. Faz tempo que a imprensa deixou de seguir o lema “Se hay gobierno, soy contra”. Agora, é na base do pagou, levou. Que pena.
Enfim, não queria começar a semana com um post tão pessimista, mas devo dizer que o futuro é sombrio. Tem cheiro de golpe no ar.
E não é da "mídia golpista", não. É do presidente golpista que elegemos em 2002.
Confesso que fiquei na dúvida até há poucos minutos sobre qual seria a música desta semana: “You're in my Heart”, de Rod Stewart, que vem fazer barulho aqui ao lado de casa esta noite, ou “Shine a Light”, em homenagem ao imperdível documentário sobre os Stones assinado por Martin Scorsese e que chega hoje aos cinemas.
O plantão lá na “firma” me impedirá tanto de ouvir Rod no Palestra Itália quanto de assistir ao filme – ao menos neste fim de semana, humpf. De todo modo, deixo meus votos de bom show àqueles que forem ao estádio do Palmeiras e bom filme aos que assistirem a “The Rolling Stones – Shine a Light”.
E é justamente “Shine a Light”, aliás, a música escolhida pelo blogueiro. Bom fim de semana!
Não sou nem um pouco fã dos campeonatos estaduais e não vejo a hora de o Paulistinha acabar e começar logo o Brasileirão, mas a tarde do último sábado estava mesmo propícia a um passeio de casal pela tradicionalíssima Rua Javari, na Mooca.
Explico: a Rua Javari, para quem não sabe, é o Estádio Conde Rodolfo Crespi, do Clube Atlético Juventus, uma das equipes mais simpáticas do futebol paulista. No sábado, em jogo que abriu a 18ª e penúltima rodada da fase de classificação do Campeonato Paulista, o time da Mooca recebeu o Guarani em um autêntico duelo dos desesperados: os dois lutam para escapar do rebaixamento à Segunda Divisão estadual.
Atendendo aos pedidos já antigos da Thá, este namorado atencioso topou a parada de apresentar a Javari à mulher de sua vida. Chegamos em cima da hora, sem a Amanda, que não pôde ir por conta da Pós e do plantão no Estadão, e logo que adentramos ao palco da batalha fomos tomados por uma estupefação ímpar: estávamos em um estádio acanhado, ao melhor estilo do filme “Boleiros”, com lotação máxima de pouco mais de 2 mil pessoas. Sem lugares disponíveis na arquibancada, tivemos de nos contentar em assistir ao primeiro tempo atrás do chamado gol do estacionamento.
Na verdade, não era a minha primeira experiência na Javari. Em 2004, naquele que seria meu primeiro jogo como repórter da GE.Netno estádio, assisti a um Juventus 1 x 1 Ponte Preta inesquecível – a partida não terminou por causa da chuva! No mesmo ano, se a memória não falha, também cobri um treino da equipe no mesmo local. Sem as amarras do dever profissional, entretanto, apenas como torcedor e amante do futebol, foi a minha estréia no simpático estádio juventino.
Pois a emoção durante a partida foi inversamente proporcional à (baixa) qualidade técnica dos dois times. Logo aos três minutos de jogo, vi um dos lances mais bizarros do futebol brasileiro nesta temporada: o zagueiro do Guarani tentou dar um bico na bola para afastar o perigo da área, mas a pelota explodiu na perna de Kanu, atacante do Juventus, e entrou no cantinho do goleiro. Thais Arbex Pinhata selecionava fotos na máquina digital e não viu o gol.
No intervalo, putos da vida com a derrota parcial e o iminente rebaixamento, nossos companheiros campineiros pareciam dispostos a derrubar a grade que separava as torcidas de Guarani e Juventus... Cagões que somos, decidimos atravessar o estádio inteiro e nos posicionar do outro lado do campo, desta vez atrás do gol da árvore, para assistir ao segundo tempo. Afinal, apanhar em jogo do Juventus nunca esteve nos meus planos...
O Guarani voltou bem melhor dos vestiários e, na base do desespero para tentar escapar da degola, encurralou os anfitriões. Até que, aos 11 minutos, Henrique aproveitou um cruzamento da direita e empatou a partida: 1 a 1. O mesmo Henrique virou o jogo aos 35, com um chute cruzado da pequena na área para fazer 2 a1. A torcida do Guarani, agora feliz da vida, voltava a ameaçar quebrar tudo... Vá entender.
Quando finalmente levantamos nossas respectivas bundas do firme concreto que uns e outros ousam chamar de arquibancada, já nos acréscimos do árbitro, surgiu uma falta a favor do Juventus na entrada da área. Pedi para a Thá esperar um pouquinho, o tal do “último lance”. E, aos 47 minutos, Dedimar deu uma de Rogério Ceni e cobrou com perfeição, no ângulo: 2 a 2.
Enquanto corríamos para o estacionamento animados com a deliciosa tarde de sábado de sol na Rua Javari, ainda dava tempo de ouvir certo frisson dos torcedores lá dentro... O desespero de bugrinos e juventinos continuará até a última rodada do Paulistinha, contra Rio Preto e São Paulo, respectivamente.
“Ai, muito legal, né? Quero voltar aqui logo”, a Thá deixou escapar.
Pois eu assino embaixo. Voltaremos!
Ah, aí vão algumas fotos da aventura:
Eu e ela, momentos antes do jogo. Ei, seus malas, tirem o olho daí!
A numerosa torcida anfitriã, que lotou a Javari e não deixou nenhum lugar pra gente
Do outro lado, os torcedores bugrinos, que vieram de Campinas para sofrer de novo
Times enfileirados para a execução do Hino Nacional. E a pergunta: cadê o Vampeta?
Sim, acreditem: este é o "sistema de som" do estádio do Juventus
Um tiozinho muito simpático tenta desencalhar suas não menos simpáticas bandeirinhas
No meio do jogo, resolvemos passear pelas "alamedas" da Javari... E,
pelo visto, não fomos os únicos, né? Tarde de sábado inesquecível