Como no ano passado, quando “Pequena Miss Sunshine” foi preterido na premiação de melhor filme no Oscar, neste ano o azarão “Juno” não resistiu a "Onde os Fracos Não Têm Vez", dos malucos dos irmãos Coen, que também levaram a estatueta de melhor direção.
A verdade é que era mesmo muita viagem acreditar na vitória da simpática comédia estrelada por Ellen Page, mas tudo bem, vai... Este blog não deixa de homenagear mais uma bela produção independente do cinema americano/canadense que, afinal de contas, fez bonito na cerimônia do último domingo e ficou com o Oscar de melhor roteiro original.
Quem ainda não viu, veja. É simples e bonito, como a música da semana.
PS: Desta vez a Lui não fez "live blogging" da premiação, mas pelo menos divagou (e muito bem, como de costume) sobre os resultados. Leiam aqui.
Há momentos em que uma imagem vale, realmente, mais do que qualquer amontoado de palavras. E a imagem do fim de semana, sem dúvida, é a que vai aí embaixo: este blogueiro e sua namorada posando para uma foto ao lado do governador paulista, José Serra, a quem me referi com muito "carinho" algunsposts atrás, hehehe. Lembram-se? Aqui.
Tá, eu sei, eu sei, esta imagem é um prato cheio aos meus amigos petistas... Agora é que vão mesmo me chamar de “tucano”, hehehe. Até o meu pai, que É TUCANO, me zoou assim que cheguei em casa e mostrei a foto: "Que beleza, hein? Pelo jeito, você acabar no DEM antes de mim, né?". Ha-ha-ha. Meu pai sempre foi metido a engraçadinho mesmo.
Mas o mais engraçado, além do beijinho que o assanhado do Serra deu na Thá, foi a correria por conta de sua chegada à Assembléia. Todas as mesas de debate foram interrompidas para um pronunciamento-relâmpago de não mais que cinco minutos. Mas pela alegria do Roberto Freire, meus caros, não sei não... Acho que a chance de o PPS lançar candidato próprio à Presidência da República em 2010 é a mesma de eu ser eleito prefeito de São Paulo em 2012, hehehe.
Para aliviar a nossa barra, aí vai o registro ao lado da Soninha, candidata do partido nas eleições de outubro, grande figura, palmeirense fanática (todo mundo tem defeitos...) e colega de “firma”. A cada dia, a cada debate, a cada evento, minha admiração por essa mulher aumenta.
Também tiramos uma foto (reparem que quase não tiramos fotos durante o evento, né?) ao lado do ex-secretário estadual de Cultura, o cineasta João Batista de Andrade, que fez aquele belo documentário sobre o Vlado em 2005. Coitada da Thá, que saiu pela metade...
E tentamos, de novo sem sucesso, “caçar” a Erundina por lá, mas ela deve ter ido embora quando todo mundo começou a correr atrás do Serra. Humpf.
Aliás, um pitaco interno: é cada vez maior a aproximação entre Erundina e o PPS. Praticamente todo o grupo ligado à ex-prefeita no PSB já mudou de partido, e ela não esconde o descontentamento pela subserviência da sigla à base aliada do governo Lula e pelo possível apoio à candidatura de Marta Suplicy em São Paulo. A conferir.
Do Fidel que pôs fim a à sanguinária ditadura de Fulgencio Batista; que encantou a esquerda e deu novas esperanças ao mundo com a Revolução de 1959; que fez de Cuba referência quase heróica na lista de nações por Índice de Desenvolvimento Humano da ONU; que proporcionou a seu país uma taxa de alfabetização de 99,8%; que ajudou a construir uma ampla rede de saúde com 70.594 médicos para a população de 11,2 milhões de pessoas; que pode orgulhar-se por deixar Cuba com um índice de mortalidade infantil de 5,3 para cada mil nascidos vivos; que bate no peito ao falar dos cartazes de boas-vindas estampados em Havana: “A cada ano, 80 mil crianças morrem vítimas de doenças evitáveis. Nenhuma delas é cubana” e “Esta noite, 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma é cubana”?
Ou do Fidel que fuzilou entre 7 mil e 10 mil pessoas só nos anos 1960, primeira década da Revolução; que criou os campos de concentração chamados de Unidade Militar de Apoio à Produção (UMAP), formados por mais de 30 mil prisioneiros políticos; que perseguiu implacavelmente opositores, religiosos, prostitutas e homossexuais; que obrigou os gays a reconhecer seus “vícios” publicamente, em sessões realizadas na Universidade Havana; que matou, ao todo, mais de 17 mil pessoas nos últimos 50 anos e prendeu mais de 100 mil nos “centros de reabilitação”; que calou as vozes da oposição, anulou a democracia na ilha e controlou toda a informação?
De que Fidel falar aqui?
Não sei. Pessoalmente, posso dizer que já tive muito mais apreço pelo Comandante do que tenho hoje... Afinal de contas, se condeno Lula simplesmente por aventar a hipótese do terceiro mandato e rompi com Chávez por tentar perpetuar-se eternamente no poder, o que dizer de um alguém que renuncia após MEIO SÉCULO como Presidente de Cuba?
Sem encontrar palavras, opto pela música. E a música da semana não poderia deixar de aludir à trajetória deste grande personagem do século XX.
Descanse agora, Comandante, que já é passada a hora. E que Cuba encontre, enfim, um novo caminho.
Mais ou menos nessa época, no meio de fevereiro do ano passado, tomei uma decisão que já vinha amadurecendo há tempos, a de me filiar a um partido político. Após a enorme decepção com o PT e, em escala (bem) menor, até com o próprio PSOL, optei pelo PPS.
Devo admitir, contudo, que sou um militante meio fajuto, bem “light”, do tipo “Fabinho e paz e amor”, para usar expressão ao gosto presidencial. Na Conferência Caio Prado Júnior, em agosto do ano passado, em Brasília, passei mais de 50% do tempo tirando fotos em frente ao Palácio do Planalto, hehehe... Juro que gostaria até de ser mais assíduo junto ao partido, mas infelizmente não tenho essa folga toda na agenda, pelo menos não neste momento.
Justamente para justificar um pouco os 12 reais que pago ao PPS por ano, vou participar do 1º Encontro Estadual da legenda, neste sábado, dia 23 de fevereiro, a partir das 9h, na Assembléia Legislativa de São Paulo. É aberto a militantes de outros partidos e a não-militantes e, acreditem, tem toda a pinta de que será um evento bem interessante. Como estou de folga na "firma" no fim de semana, lá vamos nós!
Como companhia, é claro, arrastarei comigo a heróica namorada, que também esteve em Brasília no meio do ano passado (coitada, é muito amor mesmo, né? hehehe). Àqueles que tiverem interesse, a programação completa está aqui.
- Da agência EFE, reproduzida pelo portal Terra no fim de semana:
Scarlett Johansson e Natalie Portman são destaques em Berlim
Scarlett Johansson e Natalie Portman apresentaram uma versão sexy à tortuosa vida das irmãs Bolena e o veterano Andrzej Wajda mostrou sua versão sobre um fato histórico em Katyn no sprint do Festival de Berlim, que neste sábado realizará a entrega dos Ursos.
The other Boleyn Girl e o filme de Wajda, sobre o massacre de oficiais poloneses pelos soviéticos, chegaram a Berlim fora de competição, mas com um potencial midiático superior a Ballast, o filme que fechou nesta sexta a apresentação dos 21 concorrentes.
Scarlett e Natalie, Mary e Ana Bolena, respectivamente, mais Eric Bana no papel do rei Enrique VIII da Inglaterra, que tem filhos com uma e outra, em detrimento da genuína rainha Catalina - vivida pela atriz Ana Torrent - , foi um desfile de beleza ideal para o tapete vermelho.
"Qualquer um se sente como um rei trabalhando com elas", afirmou Eric Bana, explicando que sua personagem se envolve com Mary, "um doce raio de sol", e Ana, "um desafio".
Da delicadeza da primeira, Enrique VIII passa à provocação de Ana, que primeiro obriga o Rei a mandar Mary outra vez ao campo, apesar de ter acabado de dar à luz, depois a desfazer-se de Catalina e finalmente romper com Roma.
"É um filme de mulheres poderosas, cada uma à sua maneira, que rompem os planos manipuladores impostos pelos homens", resumiu Natalie Portman. De gravidez em gravidez, Ana faz intrigas, até acabar decapitada.
O filme sobre as irmãs Bolena retrata as leis ainda medievais, que possibilitavam às Bolena entregarem cada filha que vinha ao mundo em troca de um descendente masculino no palácio.
O novato Justin Chadwick, diretor do filme, levou ao tapete vermelho seu trio de estrelas, enquanto Andrzej Wajda impactava a platéia com sua recriação de um capítulo importante da História mundial: o massacre de 22 mil oficiais poloneses, após a invasão do Exército nazista à Polônia pelo oeste e do Exército soviético pelo leste.
"Os poloneses estavam totalmente desorientados e não reagiram. Não sabiam sobre o pacto entre Hitler e Stalin", explicou Wajda.
Enquanto os soviéticos capturavam os oficiais e os matavam um a um, os nazistas enviavam os intelectuais poloneses aos campos de extermínio.
"É a história de mulheres como minha mãe, que durante anos confiaram no retorno do marido, enquanto os soviéticos apagavam provas de seu massacre", explicou Wajda.
De viúvas que esperam por maridos que nunca voltarão, mães que vêem o filho em outro soldado que conseguiu retornar, irmãs que lutam para colocar na lápide a data exata em que seu irmão foi assassinado, compõe-se Katyn, candidato ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira.
"Durante os anos da Cortina de Ferro foi impossível fazer esse filme. Somente anos depois reuni o material e as forças", explicou.
Katyn segue levantando polêmica na Rússia atual, visto que o filme não estreará no país até o fim da campanha eleitoral. Até a dissolução da União Soviética, Moscou sustentou que os autores do massacre foram os nazistas, enquanto a propaganda de Hitler instrumentalizou a tese do horror soviético.
Entre os densos filmes apresentados, Ballast, um drama familiar passado no Mississpi e dirigido por Lance Hammer, quase passou despercebido. A produção é considerada por muitos como séria candidata ao Urso de Berlim.
Hammer foi premiado no Festival de Sundance pelo mesmo filme, que conta a história de três personagens - uma mãe, um filho adolescente envolvido com gangsters e o proprietário e vizinho da casa onde vivem. Um ato violento desencadeia velhos e novos conflitos.
Espera-se que o júri presidido pelo diretor Constantín Costa-Gravas dedique a Ballast (que em português significa "lastro") a atenção que merece.
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- Da Folha Online:
Atriz Scarlett Johansson lançará CD com versões de Tom Waits
A atriz Scarlett Johansson, 23, considerada uma das mulheres mais sexys de Hollywood, decidiu se aventurar na música, e finalizou as gravações de seu primeiro álbum, "Anywhere I Lay My Head".
O CD conterá dez versões para músicas originalmente lançadas pelo cantor Tom Waits, e uma inédita, "Song for Jo", informa hoje a revista musical americana "Billboard" em seu site.
Johansson divide os vocais em duas faixas com o cantor David Bowie. O disco também conta com a participação de Nick Zinner, guitarrista da banda Yeah Yeah Yeahs e com a produção de David Sitek, guitarrista do TV On The Radio.
A atriz, musa recente de Woody Allen em filmes como "Match Point" e "Scoop", decidiu, segundo a publicação, gravar um disco baseado na obra de Tom Waits por "considerar suas melodias belas e sua voz, diferente".
Johansson então enviou algumas gravações a Waits, que aprovou a iniciativa e lhe deu o sinal verde para seguir em frente. Segundo a "Billboard", a cantora ainda não tem planos para atuar ao vivo, embora garanta que "não perderia a oportunidade" de participar de algum festival no futuro.
Comentário do blogueiro: os leitores dos meus pitacos já sabiam, desde novembro do ano passado, da veia musical de Scarlett Johansson. No aniversário de 23 aninhos da musa, ela foi até música da semana. Aqui.
Quem avisa, amigo é. E sou capaz de arriscar, como bom noveleiro (apesar de não se tratar, neste caso, de uma novela), que “Queridos Amigos”, que estréia nesta segunda-feira na Globo, é trabalho de primeiríssima qualidade.
Maria Adelaide Amaral é autora de mão cheia, Dan Stulbach – antigo colega da minha irmã no Grupo de Teatro do Rio Branco –é um baita protagonista, o elenco conta com gente do quilate de Matheus Nachtergale, Drica Moraes, Denise Fraga, Débora Bloch e do são-paulino Tato Gabus Mendes, e a trama é boa.
Desde o fim de “Paraíso Tropical”, andava mesmo com saudades de um bom folhetim global... Querem saber mais? Aqui.
"Dedico este troféu ao blog ‘Meus Pitacos’, de um tal Fábio Matos, que vem metendo o pau em nosso filme desde o ano passado. O senhor é um molque. Invejoso. Invejoso e incompetente. Invejoso, incompetente e frustrado – isso é o que o senhor é. Minha resposta está aqui. Berlim me aplaude e o mundo te ignora, seu fanfarrão. Se eu pudesse, pegava o saco e te dava uma lição agora mesmo. Perdeu, irmão! Pede pra sair!”.
(José Padilha, diretor de Tropa de Elite, achincalhando publicamente este blogueiro minutos após o receber o Urso de Ouro de Melhor Filme do Festival de Berlim)
Comentário do blogueiro: me reservo o direito de não baixar o nível e me recuso a responder a José Padilha ou ao Capitão Nascimento. Sobre Berlim, que um dia já premiou o exuberante Central do Brasil, só posso dizer: “Perdoai, pai, eles não sabem o que fazem”. Uma lástima. Quem quiser saber o que penso do filme, clique aqui.
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Falando agora de coisa boa, que tal correr ao cinema e admirar mais uma bela produção independente americana? Na verdade, "Juno" é uma produção também canadense - o que, vocês já devem imaginar, atraiu de antemão minha simpatia. Muito legal ver imagens de Vancouver (onde passei três semanas antes de ir para Toronto), as folhinhas vermelhas caídas pelo chão e até a neve que infelizmente não pude conhecer... Ai, ai.
A Lui, que entende muito mais de cinema do que eu, não gostou muito, não... De qualquer forma, feito o aviso, não posso deixar de dar a cotação máxima de cinco pitacos ao filme que entra em cartaz no próximo fim de semana. Assisti à pré-estréia na madrugada de sábado para domingo no Reserva Cultural e adorei. E, senhoras e senhores, surge uma nova estrela, Ellen Page (a charmosa grávida precoce da foto aí embaixo). Não deixem de ver.
Não sai da minha cabeça "Reconstruindo a Natureza, Recriando a Vida: O Sonho Vira Realidade", samba-enredo de 2008 da Portela, quarta colocada no Carnaval do Rio de Janeiro, composição de Júnior Scafura, Diogo Nogueira, Ciraninho, Ari do Cavaco e Celsinho de Andrade. Ah, que orgulho da escola de Madureira... Coisa linda!
A taça da UEFA Champions League, a nossa boa e velha Liga dos Campeões, é um dos objetos mais cobiçados do mundo do futebol. Certamente trata-se do troféu mais importante do Velho Continente, levantado pelo Milan em 2007 após a vitória sobre o Liverpool na decisão.
Ela ficará exposta em algumas das principais cidades do nosso continente nas próximas semanas: em São Paulo, neste sábado e domingo; no Rio, dias 23 e 24; e depois em Buenos Aires, Santiago do Chile, Cidade do México, Monterrey, entre outras. Prato cheio aos loucos por futebol.
Acontece que alguns privilegiados – os humildes trabalhadores da ESPN Brasil, emissora que transmite o campeonato para as bandas de cá – tiveram a chance de ver antes o portentoso troféu bem de pertinho e registrar esse momento histórico para a posteridade. Não podíamos nem encostar nela, coitadinha, mas tá valendo... Não é todo dia, afinal, que a taça da Champions aparece dando sopa por aqui, né?
Eis aí. Ela e o blogueiro, lado a lado. Não é, assim, digamos, uma Taça Libertadores (que também já “conheci” pessoalmente, em 2005, no “day after” do tri do São Paulo...), mas até que dá para o gasto, hehehe.E aí, ficamos bem na foto?
O blogueiro e a taça, lado a lado; abaixo, Kaká levanta o troféu conquistado pelo Milan em 2007
Cara (e cartão) de um, focinho de outro - parte II
O melhor vídeo de todos os tempos da história do Universo. Vejam até o fim, porque quando a única opção é rir para não chorar, o melhor é sempre rir. Genial!
Gastos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o cartão corporativo em 2007: R$ 177,5 milhões.
Sim, distinto leitor, é o nosso rico dinheirinho: CENTO-E-SETENTA-E-SETE-MILHÕES-E-QUINHENTOS-MIL-REAIS.
Gastos do governo de José Serra (PSDB) com o cartão corporativo em 2007: R$ 108, 4 milhões.
Pois é, vocês não leram errado, não: CENTO-E-OITO-MILHÕES-E-QUATROCENTOS-MIL-REAIS.
Resultado da farra tucano-petista com o dinheiro público: R$ 177,5 milhões + R$ 108,4 milhões = [estômago embrulhado e ânsia de vômito do blogueiro] 285,9 milhões.
Sou péssimo em matemática, mas essa gente tem é muita habilidade com números: DUZENTOS-E-OITENTA-E-CINCO-MILHÕES-E-NOVECENTOS-MIL-REAIS.
Ver petistas e tucanos, o sujos e os mal-lavados, se digladiando publicamente para saber quem é o mais cara-de-pau e irresponsável com o meu, o seu, o nosso dinheiro: NÃO-TEM-PREÇO!
Em tempo: votei em Heloísa Helena para Presidente da República e em Plínio de Arruda Sampaio para Governador do Estado em 2006. Quem pariu Mateus, que o embale! Tô fora.
Gustavo Kuerten começou a se despedir das quadras ontem à noite, na Costa do Sauípe, pedindo desculpas, vejam só!, por não ter mais condições físicas de jogar em alto nível.
Desculpas do quê, cara-pálida??? Nós é que devemos agradecer pelas inesquecíveis manhãs, tardes e noites em que VOCÊ – e só VOCÊ, unicamente por conta de seu enorme talento, só VOCÊ! – fez do Brasil um lugar um pouquinho mais feliz para se viver. Obrigado é muito pouco a esse “manézinho da ilha”, Guga, um dos maiores gênios da história do esporte brasileiro.
Quem viu, viu. Quem não viu, provavelmente nunca mais verá algo parecido. Guga é Pelé, Guga é Senna, Guga é Maria Esther Bueno, Guga é Ademar Ferreira da Silva, Guga é Éder Jofre, Guga é Robert Scheidt, Guga é Mané Garrincha. E mané da ilha, mané de Floripa, mané do Brasil e do mundo.
Não chore, Guga, sorria. Você é eterno.
Em tempo: eu vi, e vi bem de pertinho, lá em Toronto. Entrem aqui e procurem pelo dia 29 de julho de 2004. Meninos, eu vi Guga.
Variety classifica "Tropa de Elite" de "celebração de violência" para "delinqüentes fascistas"
SÃO PAULO - A revista Variety, uma das mais respeitadas publicações sobre cinema do planeta, publicou nesta segunda-feira uma crítica demolidora de "Tropa de Elite". A resenha saiu logo depois da exibição do filme brasileiro no Festival de Berlim.
A resenha, assinada por Jay Weissberg, diz que o longa de José Padilha é uma "monótona celebração da violência que funciona como um filme de recrutamento para delinqüentes fascistas".
Na opinião do crítico, trata-se de uma produção com um "inescapável ponto de vista direitista". A única qualidade do filme, segundo Weissberg, é o honesto retrato da violência nas favelas do Rio de Janeiro e da corrupção policial da cidade.
"Tropa de Elite" foi exibido para a crítica na manhã desta segunda-feira em Berlim. À tarde, foi a vez do júri do festival assistir ao longa. O filme é um dos 21 concorrentes ao Urso de Ouro, prêmio máximo do evento.
Leia aqui a crítica da Variety na íntegra (em inglês)
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Comentário do blogueiro: Wagner Moura que me desculpe, mas... Chupa, Tropa! Tenho certeza de que Berlim, que já consagrou o primoroso Central do Brasil, não vai me decepcionar. Nota dez à "Variety" e ao tal Jay Weissberg pela oportuna crítica, que a meu ver é até um tanto tolerante com o filme. Pede pra sair, José Padilha!
Após um merecido descanso, o blog volta à vida normal nesta segunda-feira. Não dizem, afinal, que o ano no Brasil só começa depois do Carnaval? Pois aqui estamos, mais uma vez lamentando a perda do título pela Portela... Já são 24 anos sem conquistas da tradicional escola da Águia na Sapucaí – não ganhamos nada, curiosamente, desde que este pobre portelense veio ao mundo, no fim de 1983. Pé-frio pouco é bobagem, né? Perdão, mestre Paulinho e Velha Guarda...
Mas Carnaval já é passado, o ano já começou faz tempo, e não posso deixar de tentar traçar uma perspectiva do que nos espera em 2008. Com raras e honrosas exceções, costumo me dar melhor em anos ímpares, mas nunca é demais reforçar a convicção de que a escrita será quebrada desta vez.
Assunto é o que não faltará por aqui. Querem saber por quê?
Porque, em 2008, teremos eleições presidenciais estadunidenses. E, independentemente de quem será o próximo ocupante da Casa Branca, o mundo já pode comemorar uma excepcional notícia: este é o último dos oito longos anos de George Walker Bush no comando da maior potência mundial. Convenhamos, não é pouca coisa. Não há mal eterno, principalmente em democracias consolidadas, né? Ainda bem.
Este blog, como vocês devem imaginar, apóia o candidato do Partido Democrata – Hillary Clinton ou Barack Obama– contra o candidato republicano – provavelmente o forte John McCain. Se pudesse votar nas primárias democratas (aliás, todos os cidadãos do mundo deveriam poder votar nas eleições dos EUA, não acham?), optaria por Hillary, sem pestanejar. Sempre gostei da mulher do tio Bill. Aliás, dele também.
Na verdade, o democrata de que mais gosto é Al Gore, mas o bobão abdicou da disputa que provavelmente lhe renderia uma vitória fácil em tempos de preocupação com o meio ambiente. Humpf. Hillary é excelente, mas também gosto muito do já desistente John Edwards – o vice de John Kerry em 2004, mas claramente à esquerda do então “cabeça” da chapa àquela altura – e não desprezo o que representaria para os EUA e para o planeta uma vitória de Barack Obama. Seria um tesão mesmo! Enfim, o Partido Democrata está muito bem servido. Que os estadunidenses percebam isso no dia 4 de novembro, é o que espero.
Por essas bandas, a política também estará no centro das atenções com o chamado “primeiro round” de 2010 – as eleições municipais de outubro. Em São Paulo, vou de Soninha, no meu primeiro voto como filiado ao PPS. Mas temo que a disputa fique novamente entre PSDB/DEM x PT... Se fosse para arriscar um palpite, diria que o favorito é o tucano Geraldo Alckmin, se topar sair candidato. Caso o PSDB resolva preservá-lo para o Palácio dos Bandeirantes em 2010, aí o caminho fica aberto para Marta Suplicy. No fim das contas, acho que Alckmin não concorre, Kassab e Marta disputam o segundo turno e a atual ministra do Turismo leva a melhor. A conferir.
Ah, em tempo: num eventual segundo turno Marta x Alckmin ou Kassab, eu taparia o nariz, relaxaria, gozaria e cravaria meu voto nela (em quem já votei em 2000 e 2004, diga-se de passagem). Neste caso, ao contrário do embate entre Lula e Alckmin em 2006, quando anulei o voto, ainda consigo ver boas diferenças entre um possível novo governo Marta e a administração PSDB-DEM em São Paulo. Votaria nela. Mas ainda sonho com a Soninha no segundo turno, quem sabe...
Ano agitado também no futebol, com o São Paulo lutando pelo tetracampeonato da Libertadores e do Mundial (oxalá, oxalá!) e a Eurocopa movimentando o Velho Continente em meados de julho. Trata-se do segundo maior torneio de seleções do planeta – praticamente uma Copa do Mundo, só que sem Brasil e Argentina. E ainda tem a Liga dos Campeões da Europa, sempre atraente aos que acompanham o esporte bretão.
Aliás, só para continuar nessa brincadeira de palpitar, aí vão meus chutes sobre quem ganha o quê no futebol. Lá vai: CAMPEONATO PAULISTA: Palmeiras; CAMPEONATO CARIOCA: Flamengo; COPA DO BRASIL: Internacional; COPA LIBERTADORES: São Paulo; LIGA DOS CAMPEÕES DA EUROPA: Manchester United; MUNDIAL DE CLUBES: São Paulo; EUROCOPA: Itália; CAMPEONATO BRASILEIRO: Flamengo.Que tal?
Por falar em esporte, o que dizer, então, do segundo maior evento esportivo do planeta, os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto? Como nossos amigos chineses não estão para brincadeira, esta tem tudo para ser a maior Olimpíada da história – e alguém duvida de que os anfitriões brigarão com os estadunidenses pelo primeiro lugar na classificação geral? Difícil, mas não improvável. Só espero que os Repórteres Sem Fronteiras não tenham motivos para reclamar de censura à imprensa durante os Jogos... Embora esteja na moda pagar pau para a China nos dias que correm, é revoltante o que fazem com os jornalistas por lá. Inacreditável. Não há crescimento econômico que justifique a ausência de democracia.
Ah, em 2008, se tudo der certo, devo tirar férias depois das Olimpíadas, lá pelo fim de agosto, começo de setembro. E já tenho destino certo – e, o melhor de tudo, recursos financeiros já disponíveis após um enorme esforço econômico nos últimos meses, hehehe. Vou para o Canadá!!! Sim, sim, o retorno a Toronto, quatro anos depois, agora só a passeio!!! Já pensaram que legal?
Algo mais? Hum, devo ter esquecido muita coisa, mas deixemos os outros assuntos para os próximos textos. Que venha 2008! É bom voltar a blogar.