Meus Pitacos


Música da semana

Hoje deveria ser feriado nacional.



Escrito por Fabio às 10h20
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Ainda sobre Dias

Vida que segue, mas agora a dor já começa a dar lugar àquela saudade gostosa dos bons momentos. Obrigado a todos pela força e, principalmente, deixo minha solidariedade à família do velho Dias: dona Rosita, Maria Helena, Olga, Samantha, Roberta, Rodrigo e Matheus.

 

Agradeço, também, à enorme generosidade da ESPN Brasil, que ontem deu amplo destaque ao TCC “Dias – A Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” no Pontapé Inicial e no Bate-Bola Primeira Edição. Tenho certeza de que, lá em cima, ele também deve ter ficado bem feliz.

 

Por fim, muito obrigado também a Victor Birner (tem linque aí ao lado), que deu uma colher-de-chá e transcreveu um trecho do livro em seu blog; a Celso Unzelte e a Juca Kfouri, pelas palavras sempre exageradamente elogiosas.

 

Bola pra frente. Descanse em paz, amigo.    



Escrito por Fabio às 10h18
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A carta de Soninha

Para acompanhar toda a torcida deste blog pela chegada de Soninha ao PPS, clique aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Ah, e hoje prometo que falo com ela na "firma", hehehe!

 

--//--

 

São Paulo, 27 de novembro de 2007.

 

Mensagem ao Partido

 

O título me ocorreu espontaneamente; não resisti à tentação de usá-lo... (É o nome da tese que assinei, ou seja, que eu apoiei no Congresso do PT).

 

Pensei em escrever apenas “venho por meio desta solicitar minha desfiliação do Partido dos Trabalhadores”. Mas seria formal demais, frio demais para uma relação de 26 anos.

 

Não, eu não tenho a pretensão de me gabar de ter sido uma das fundadoras do PT (eu tinha 14 anos!). Apenas me identifiquei com o partido desde que ele foi fundado, e sempre me considerei petista e militante. Sem aquela participação “orgânica” que para muitos é a única que vale, mas indo muito além do mero voto na eleição. Pegava material para distribuir, participava das campanhas, entrava em discussões e debates, públicos ou familiares. Essa militância não-orgânica que, acredito, ajudou o partido a crescer em reconhecimento e prestígio na sociedade.

 

Mas agora estou saindo, e se não quero fazer nada muito frio, também não acho que deva ser “quente”, cheio de carga emocional, ódio e ressentimento.

 

Nos últimos meses foi assim: alguns me aconselhavam, exortavam, imploravam para que saísse do PT, cheios de fúria – uma parte deles dizendo “eu também era petista, e o partido me traiu”; outra parte, “sempre odiei esse partido”. Havia também os que suplicavam para que eu não saísse: “não acredite no que dizem da gente, é tudo mentira!” -- ou, coincidindo com que eu decidi fazer, “fica, vamos brigar aqui dentro”.

 

Que nenhum outro partido desperte tantas emoções pró e contra é um fenômeno que não vale a pena discutir agora..

 

Pois bem: sem drama, sem ódio, resolvi sair do PT. Já andava desanimada demais, sem disposição para continuar brigando dentro dele, por ele.

 

Em qualquer relacionamento temos problemas, crises, conflitos, divergências. Eles não precisam determinar a separação. Mas, se ao fim de algum tempo, houver mais divergências que afinidades, mais distância que proximidade, chega-se a um ponto em que não faz sentido “segurar” a relação.

 

Não saio do PT por causa dos erros graves cometidos por integrantes do partido; o desafio de toda instituição é identificar, punir e criar mecanismos para evitar desvios, deturpações, ilicitudes. Nenhuma está imune a isso. Saio porque acho que algumas de nossas inclinações, hoje, são muito diferentes. Onde o partido já foi até intransigente, ficou muito concessivo. Onde eu acho que é o caso de negociar, o PT  se recusa. Quem conviveu comigo nesse tempo de mandato sabe das nossas divergências -- naturais, inevitáveis, mas talvez predominantes hoje em dia.

 

Não vou, de um dia para o outro, renegar o que defendi, só porque saí do partido – se eu nunca deixei de criticá-lo quando estava dentro... Não era defensora fanática, não serei detratora do mesmo tipo. Não sou fanática!

 

Era muito provável que eu saísse do PT para não entrar em partido nenhum. Já tinha decidido que não seria candidata a um novo mandato na Câmara Municipal. Por desistir da política? Não, para me dedicar ao serviço público em outro lugar, sem planos de disputar novo mandato eletivo e sem procurar outra legenda. Sempre disse que partido perfeito não existe; seria bobagem deixar o PT com a esperança de encontrar um lugar sem problemas, desconfortos, atritos.

 

O PPS mostrou interesse em ter em seus quadros alguém “independente” -- o tipo de “problema” que eles querem ter, pelo que entendi. Não se apresentou como o céu, o olimpo, a terra pura, mas uma instituição que quer se qualificar, aperfeiçoar, se tornar sempre mais consistente. E que ofereceu a oportunidade empolgante de disputar no ano que vem a prefeitura de São Paulo; a chance de entabular um debate rico, baseado em visões da cidade, diretrizes, propostas, reconhecendo honestamente boas experiências aqui ou em outros lugares do Brasil e do mundo, estabelecendo um compromisso com algumas metas e não promessas fabulosas.  

 

Continuarei com respeito, admiração e afinidades com muitos petistas... Não torço para que o PT "se dê mal"; enquanto a democracia se basear nesse modelo com partidos (pressinto que em algumas décadas teremos outros modos de organização, mas isso é lucubração para outra hora), ela continuará precisando de bons partidos, para que tenhamos o debate, façamos o bom combate. Espero, agora, que se cumpra a profecia de um colega (do PC do B!): “Vai ser bom pra cidade”.

 

Atenciosamente,

 

Soninha Francine



Escrito por Fabio às 10h14
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Tributo a Roberto Dias

Acabei de chegar do velório, no Salão Nobre do Morumbi. Os torcedores, amigos, familiares e admiradores poderão se despedir pela última vez de um dos maiores ídolos da história do São Paulo até a madrugada desta sexta-feira. Depois, o corpo será cremado no crematório da Vila Alpina.

 

Apesar da enorme tristeza, saí de lá com a certeza de que Dias morreu feliz. Morreu trabalhando pelo clube que aprendeu a amar. Morreu nas dependências do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, por onde desfilou sua técnica por 13 anos. E foi velado ali mesmo, com honras de ídolo, sob a bandeira sagrada das três cores.

 

Compareceram ao velório os zagueiros Alex Silva, Breno e Miranda; o goleiro e capitão Rogério Ceni – sobre quem Dias me falou mais de uma vez ao longo de um ano de entrevistas, sempre de forma elogiosa –; o técnico Muricy Ramalho; ex-companheiros como Terto, Paraná e o uruguaio Pedro Rocha; o ex-presidente Laudo Natel; e garotos, muitos garotos, da escolinha do São Paulo, que tiveram aulas sobre o futebol e a vida com Roberto Dias.   

 

Em pouco mais de um ano de convívio muito próximo, aprendi a admirar um ídolo de infância do meu pai e dos meus tios. Mesmo quando conversávamos sobre os temas mais delicados, duros, árduos, que também marcaram sua trajetória, Roberto Dias não se incomodava. Ao contrário: revelava-se ainda mais, era ainda mais franco e sincero. Foi grande. Sempre será.  

 

Acho que, de certa forma, até por aquilo que os familiares me disseram agora há pouco, o deixei um pouco mais feliz em seu último ano de vida. Fiz jornalismo, sim. Mas também fiz um amigo.

 

Descanse em paz, velho Dias.

 

E obrigado por tudo, em nome do futebol.

 

Foto: Gazeta Press
Foto: Gazeta Press    



Escrito por Fabio às 17h04
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Soninha é do PPS!

Como este blog já informava há meses (veja aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), Soninha é a mais nova filiada ao Partido Popular Socialista (PPS), pelo qual sairá candidata à Prefeitura de São Paulo em 2008.  O anúncio oficial será feito na tarde desta quinta-feira.

 

E, agora, a ESPN Brasil já tem dois funcionários filiados ao antigo Partidão, hehehe.

 

Bem-vinda, Soninha. São Paulo agradece.

 

PS - Para não dizer que só falei das flores, fiquem vocês sabendo que, depois de Ronaldo e Gretchen, agora sou obrigado a agüentar Sabrina Sato... Aqui



Escrito por Fabio às 08h29
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Dor

Foto Gazeta Press
Foto: Gazeta Press

A notícia que sempre torci para nunca dar.

Eu ganhei um ídolo e um amigo. Ele, um fã. Um dia a gente se encontra.  

http://espnbrasil.uol.com.br/noticias/materia.aspx?id=149775 



Escrito por Fabio às 20h42
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Da série "EU JÁ SABIA"

Soninha: "Praticamente não tenho chances"
Foto: Eduardo Nicolau / AE

Este blog vem avisando já há alguns meses. Amanhã é o Dia D. Dia de dedos cruzados por aqui.



Escrito por Fabio às 11h39
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Das pequenas grandes coisas da vida - parte II

Nos últimos dias, um colega de trabalho – figuraça, gente boa demais – vem me enchendo a paciência por conta de algumas, por assim dizer, “diferenças de comportamento” que temos em relação ao outro. É claro que é tudo na boa, na sacanagem, para pegar no pé mesmo... Ou talvez, quem sabe, esteja faltando um pouco de serviço pra gente lá na “firma”, hehehe.

 

Mesmo assim, acho que é o caso de usar este blog para reafirmar, de uma vez por todas, minhas posições e preferências estritamente pessoais. Algo do tipo “sim, sou assim, e daí?”, hehehe... É mais na base do desespero de alguém que gosta e desgosta de algumas coisas não por nenhuma birra ideológica, mas pelo simples e inalienável direito de, ora bolas, ser assim, ué!

 

É isso. Sim, sou assim, e daí? E juro que sou normal! Aí vai o Top 10:

  

1) Gosto de novelas. Via de regra, as da Globo. Sobretudo, as do horário nobre. Basicamente, as de Manoel Carlos.

 

2) Gosto de política e futebol, os dois juntos, ao mesmo tempo, agora. Não acho futebol o ópio o povo. E não me imagino vivendo em um país sem Congresso. Será tão esquisito?

 

3) Não entro no MSN. Não por abominá-lo, ao contrário... Simplesmente porque não consigo falar com duas, três quatro, 12, 67 pessoas ao mesmo tempo! Aliás, como vocês fazem isso, hein?

 

4) Não tenho Orkut. Preguiça pura. Não dá muito trabalho esse treco, não?

 

5) Não gosto da Carta Capital, da Caros Amigos, do Brasil de Fato e da Piauí. E não sou da “elite branca” nem da “mídia golpista”, peloamordeDeus!!!

 

6) Não sou cult. E não gosto do Espaço Unibanco – sempre vou lá, mas acho o clima do lugar meio “over”.

 

7) Sou monogâmico. Plenamente monogâmico. Absolutamente monogâmico. Irrefutavelmente monogâmico – e não, não tenho nada de santinho, não. Acontece que tenho sérias dificuldades de fazer duas coisas ao mesmo tempo, de dividir atenções... Desapaixonou? Termina o namoro, pombas! Tá a fim de outro(a)? Termine! Acha um saco o tal do “relacionamento sério”? Então fique solteiro(a) e vá galinhar, cara-pálida! Tem lógica, não tem? Eis, talvez, a principal diferença entre meu colega de trabalho e eu.

 

8) Gosto de comédia romântica. Gosto, não. Adoro. Quanto mais bobinha, melhor.

 

9) Tá, essa eu admito que é controversa: não, não gosto de beber. Sou péssimo nisso. Um chopinho aqui e ali, vez ou outra, em ocasiões especialíssimas, e olhe lá. Pronto, podem me zoar...

 

10) Acho que o Rio de Janeiro ganha de São Paulo em tudo. Quero viver lá.

  

Nada tão anormal, né? Mas vá tentar explicar a esse meu colega de trabalho, principalmente os itens 1, 3, 4, 7, 8 e 9. Humpf.



Escrito por Fabio às 00h42
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Das pequenas grandes coisas da vida - parte I

Sábado - Despertar mais tarde que o habitual. Almoço meio na raça, sem muitas opções em uma casa vazia. Partida rumo ao Morumbi para assistir a São Paulo 2 x 0 Figueirense com mais 44 mil pessoas. Pizza à noite com o cunhado e a maninha-mais-velha-de-malas-prontas-para-a-nova-casa. Noite linda em ótima companhia.

 

Domingo – Despertar mais tarde que o habitual. Trajeto Pompéia-Vila Olímpia-Pompéia logo cedo, o primeiro do dia. Leitura dinâmica do Estadão de domingo, sempre suculento. Banho rápido. Trajeto Pompéia-Vila Olímpia-Pompéia, parte 2. Almoço pra lá de especial com o aniversariante mais fofo do mundo, Pedrinho, 6 anos. Pela tevê, acompanhamento total de Palmeiras 1 x 0 Corinthians, com direito à torcida para o glorioso Alviverde ao lado do sogrão. Partida rumo à Vila Madalena, no imperdível Boteco Seu Zé. Duas porções de dez pastéis + sorvetão, dois sucos de laranja, dois de abacaxi e um sambinha contagiante, ao vivo. Bandinha simpática que atendeu ao pedido por “Coração em Desalinho”, mas ficou devendo “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”. Partida (mais uma!) rumo à Vila Olímpia e, depois, à Pompéia. Beijo e saudade antecipada.

 

Fim de semana que vem tem plantão, e é quando pago meus pecados. Mas esse já valeu por dois.  



Escrito por Fabio às 00h40
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Música da semana

Deixo aqui um pouco da beleza, da graça e da sensibilidade que só ela tem.

 

“Infinito Particular” não sai da cabeça deste blogueiro há dias. É a música desta e das últimas duas ou três semanas, pelo menos. Salve, salve, Marisa!



Escrito por Fabio às 23h01
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Amor / futebol / política / música / novela / amenidades

Hoje faz oito meses que voltei do México e, sob uma fina garoa, comecei a namorar pela segunda vez a menina-linda-dos-cabelos-cacheados. Juntando os dois namoros, dá 1 ano e 8 meses (que, no fim das contas, já seria o meu namoro mais longo). Há, ainda, uma terceira possibilidade de contagem: 1 ano do primeiro namoro + 1 ano de solteirice em que a gente "namorava" um pouquinho às vezes + 8 meses do segundo namoro = 2 anos e 8 meses. Bah, desisto, isso está muito confuso... Só queria mesmo é dizer TE AMO, amore. Assim, sem aspas ou itálico, em negrito e caixa alta: TE AMO.   

 

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Sei que os amigos corintianos não querem, mas que tal falar um pouco de futebol? Ops, ou melhor: de polícia, né? Vejam bem, meus caros, não foi por falta de aviso... Já havia escrito, em fevereiro de 2005, humildemente, sobre a tal parceria com a tal MSI do tal Kia Joorabchian (aqui). E, agora, deu nisso aqui, ó. Posso levantar um cartaz com os dizeres “EU JÁ SABIA”?

 

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Aliás, em tempo: parece que a chefia da “sofisticada organização criminosa” do mensalão não bastou para José Dirceu. É o que apontam as avançadas investigações da Polícia Federal, que ligam o ex-ministro-chefe da Casa Civil ao magnata russo Boris Berezovski, principal investidor da MSI e foragido da Justiça russa, acusado, entre outras coisas, de assassinato. Que beleza, hein? É a força do povo, Zé!

 

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Agora, sim, um pitaco futebolístico. Repito a pergunta: alguém aí acha que o campeão brasileiro de 2007 não será o São Paulo?, hehehe.

 

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Sério: já passou da hora de o São Paulo Futebol Clube, como instituição, assumir uma posição em defesa do jogador Richarlyson. A "torcida organizada" Independente, em apenas mais um ato covarde e criminoso, passou a não gritar o nome do atleta antes dos jogos – eles gritam os nomes de todos os jogadores titulares e do técnico, e “pulam” o do Richarlyson. Tem mais: no sábado, o zagueiro Domingos, do Santos, foi acusado pelos jogadores do São Paulo de ofender moralmente o colega de profissão por conta de sua suposta homossexualidade. Ou a diretoria do clube vem a público para defender o jogador, ou assinará o atestado de conivência com a homofobia. Vergonhoso.

  

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Do futebol à política. Mais um gol de placa dele, sempre ele, Fernando Gabeira (PV-RJ): “O clima político está péssimo no Brasil porque o Senado decidiu secretamente, escondido, ir contra a vontade popular. Por isso, nos compete iniciar uma campanha na sociedade para derrubar o Renan Calheiros”, disse o parlamentar nesta segunda-feira. Ele resolveu criar na internet a campanha “Se Entrega, Corisco!”, para forçar Renan a renunciar ao cargo de presidente do Senado. O blog apóia, claro.

 

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Por falar em política, viram a pesquisa Estadão/Ipsos divulgada no fim de semana? Agora meus petistas queridos vão gostar do vou dizer: é mais que merecida a lembrança do Bolsa-Família como principal legado positivo do governo Lula – citada por 43% dos entrevistados. Tô falando sério!!! Apesar de ter sérias restrições ao conceito do programa – um tanto quanto distorcido em relação à idéia original, de Cristóvam Buarque, quando governador do Distrito Federal –, não nego a importância do Bolsa. Ao contrário: a ampliação dos programas sociais é, sim, o que de melhor deixará o Barbudo ao Brasil. É uma das poucas, pouquísimas, diferenças dos anos Lula em relação ao antecessor.

 

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A mesma pesquisa fez uma sondagem precoce sobre a sucessão presidencial de 2010. Deu Serra fácil, ganhando em todas as regiões do País (inclusive no Nordeste, reduto lulista), com 34%, seguido por Ciro Gomes (12%), Aécio Neves (10%) e Marta Suplicy (8%). Na verdade-verdadeira, querem saber de uma coisa? O pleito de 2010 será o mais legal e mais bem qualificado desde 1989! Primeiro, porque não teremos o chato do Lula no páreo pela primeira vez desde a redemocratização. Segundo, porque está com pinta de que, como em 1989, a maioria dos grandes partidos terá candidato próprio. Arriscando um exercício de futurologia, prevejo nomes como Serra/Aécio (os dois juntos?), Ciro, Marta, Helô, Roberto Freire, César Maia (pelo DEM), talvez Nelson Jobim pelo PMDB... Não será preciso anular o voto desta vez. Que bom.

 

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Após um longo e tenebroso inverno, e já não sem tempo, Djavan voltou com álbum inédito. Fui a um show dele pela última vez há séculos, em 2002! Maria Rita, então, está mais linda do que nunca, agora enchendo o samba de graça. E Marisa Monte deu uma merecida colher-de-chá aos paulistanos e prolongou a turnê de "Universo Particular". Três boas notícias.

 

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Acabei de me dar conta de que tenho um livro do Manoel Carlos para ler desde quando "Páginas da Vida" estava na metade... "Paraíso Tropical" praticamente acabou, e o livro continua lá, intacto. Lamentável. Perdão, Maneco.

 

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Para terminar, que tô com sono: nem me venham com esse papo de “Duas Caras”. A nova novela das nove não terá minha audiência! Quebrei a cara com o Gilberto Braga, que me surpreendeu de forma bem positiva e tal, mas Aguinaldo Silva já é pedir demais... Novela das nove, depois do dia 28 de setembro, só em 2008.   



Escrito por Fabio às 23h51
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Música da semana

 

Agora uma pitada de humor, vai... Deixo registrada uma homenagem ao ilustre presidente do Senado, o pecuarista ultra-mega-bem-sucedido Renan “Mezenga” Calheiros, e também a uma das melhores novelas da história recente da televisão brasileira.

 

E eu juro que essa não é do Maneco.



Escrito por Fabio às 00h47
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Um pouco de otimismo

Claro que também broxei assim que soube do resultado da votação do relatório do Conselho de Ética que recomendava a cassação de Renan Calheiros. Fiquei puto, xinguei, me enojei, pensei em voltar para o Canadá, etc e tal... Dando uma passada pelos blogs da Thá, da Tainá, da Carol e da Milena, entre tantos outros, fica evidente que a opinião pública sentiu o golpe.

 

Mas não tomo jeito: apesar dos pesares e de ter ficado puto com a vergonhosa absolvição mesmo diante de tantas provas de quebra de decoro, sou um otimista compulsivo. Acreditem, amigos, o mundo não acabou.  

 

Renan está politicamente destruído, embora, agora, um pouquinho menos moribundo. Esperam por ele mais três processos no Conselho de Ética, que podem ir a plenário para novas votações por quebra de decoro. Hipótese mais provável, no entanto, é o próprio Renan renunciar ao mandato, assim que se der conta de que perdeu completamente a autoridade moral para presidir o Congresso brasileiro. Sonho? Não. Otimismo exagerado? Talvez. Mas pode acontecer.

 

A oposição, que às vezes se toca e até acerta de vez em quando, já anunciou que não vota mais nada com Renan na presidência. É isso aí. Espero que cumpram o que dizem, ao menos desta vez. Se assim procederem, até o governo Lula e o PT – que foram decisivos no salvamento do presidente do Senado – vão forçar a barra para que ele renuncie.  Talvez Renan Calheiros não perca o mandato, mas a possibilidade de deixar o comando da Casa não é desprezível.

 

Além do mais, sempre vale a pena ter uma pontinha de otimismo quando se vê que há gente como Raul Jungmann e Fernando Gabeira lutando, literalmente no braço e na raça, pelos interesses da Nação.

 

É por esse pessoal – Jungmann, Gabeira, Cristóvam, Suplicy, Pedro Simon, Jarbas Vasconcellos, Jefferson Péres, Chico Alencar, Ivan Valente, Luciana Genro, Heloísa Helena, Luiza Erundina, Renato Casagrande, e mais uma porrada de gente decente, deputados, senadores ou ex-parlamentares – que não devemos deixar de acreditar.

 

Foi uma derrota doída, é verdade. Mas quem disse que seria fácil cassar o mandato chefe do Legislativo?

 

Não desanimem. Tem muito jogo a ser jogado.

 

Como diria mestre Ivan Lins: "desesperar, jamais".  



Escrito por Fabio às 00h33
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O blog apóia


Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Escrito por Fabio às 23h24
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(Parênteses malvados)

Três posts, contando este aqui, em pouco mais de meia hora, em plena madrugada de terça-feira! Estou hiper-mega-master-ativo hoje!

 

E sabem por que tanta felicidade? Porque estou de folga!!! Há!!!

 

F – O – L – G – A!!!

 

Sim, sim: vocês aproveitaram o fim de semana prolongado de sol, foram à praia, ao cinema, a shows legais e beijaram na boca à beça, né? Ok. Mas é chegada a hora da vingança deste pobre blogueiro!

 

Lembrem-se de que, enquanto estiverem aí, no trabalho, atolados de serviço nesta terça-feira chata, eu estarei é debaixo da coberta, vendo Vídeo Show, Sessão da Tarde, Vale a Pena Ver de Novo,  Sônia Abraão, filminho bobo no Telecine e séries legais na Warner, na Sony e na FOX (não, não, na Fox não, agora que eles tiveram a tosca idéia de dublar a programação. Humpf).

 

Então, fiquemos assim: hoje é feriado, só volto na quarta. Só não vale me mandar pra PQP, tá? Embora eu mereça, admito, depois de um post cretino como este. Hihihihi...   



Escrito por Fabio às 00h44
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Olha ela aí...

Do Jornal da Tarde desta terça-feira:

 

Apesar de dizer que não definiu se deve sair do PT, Soninha já foi sondada por três partidos nos últimos tempos. O PPS fez convite formal, deixando em aberto a possibilidade de ela pleitear candidatura ao Executivo. "A hipótese é tão maluca que cairia do banquinho. Mas seria um doce dilema, com resposta dificílima", afirma ela.

Dois partidos sondaram a vereadora, mas a maior aproximação veio do PPS. Integrantes da legenda alegam que a entrada dela serviria para "requalificar o debate sobre a Cidade". E que estão abertos a discutir uma candidatura da vereadora à Prefeitura. Petistas próximos a Soninha, porém, avaliam que o PPS pode abrir mão de candidatura própria para apoiar o PSDB. Os tucanos, por sua vez, consideram que a entrada da vereadora no páreo pode enfraquecer eventual candidatura da ministra do Turismo Marta Suplicy.

  

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Assisti à última reprise do Saia-Justa, acho que sábado de madrugada, em que a Soninha disse com todas as letras que seu sonho "é ser prefeita de São Paulo, nem que seja por uns dois aninhos". Bem que podiam ser oito, né? Eleita e reeleita! 

 

Acho que já é hora de fazer um apelo pessoalmente, hehehe. O chato é que, por conta do trabalho na Câmara, ela vai muito pouco à ESPN – só as segundas e sextas-feiras. Ainda não trocamos mais que meia dúzia de palavras, mas hoje ela me deu um "tchau" todo fofo e educado. Seria, vejam só, o  meu primeiro xaveco político: "Ah, pensa com carinho, vai?".       



Escrito por Fabio às 00h04
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Falou e disse! - parte II

Do Blog do Juca:

 

por JAMES SCAVONE*

 

"Sou daqueles que acham que não tem cabimento um time estar com mais de 50 pontos e quase 10 pontos de diferença para o segundo time em um campeonato tão nivelado.

 

Sou daqueles que, como o Marcelo Rubens Paiva, já se cansaram de ouvir que o São Paulo é o time mais bem administrado do Brasil.

 

Não somos um país sério, como diria o estadista francês, como pode o São Paulo Futebol Clube levar o Brasileirão tão à sério?

 

Como pode o time do Morumbi pagar salários em dia, ter um centro de treinamento de primeiro mundo e não enfrentar uma única crise durante um campeonato tão longo?

 

Sou corinthiano e sofrer está no contrato que assinamos em cartório no dia em que decidimos torcer pelo alvinegro do Parque São Jorge, mas ultimamente a coisa está pra lá de feia.

 

Meu time e sua história vão pelo ralo e o São Paulo não está nem aí com o rival?

 

Que espécie de rivalidade é esta?

 

Nem derrubar técnicos corintianos os são-paulinos conseguem mais, pois que caem de maduros antes do clássico entre os dois times.

 

É preciso tomar uma medida drástica contra o São Paulo.

 

Mandá-los disputar o título alemão.

 

Mandá-los para a Bundesliga.

 

Na Alemanha, o São Paulo encontrará times mais parecidos com o seu.

 

Organizados, com estádios bem cuidados e criancinhas torcedoras de bem com a vida.

 

Deixem o Brasileirão com quem entende de Brasil.

 

Deixe que times brasileiríssimos como Corinthians e Flamengo se entendam e se enfrentem em clássicos de igual para igual, com parcerias igualmente repletas de dinheiro de origem duvidosa, com técnicos igualmente tampões que estão sempre cai-não-cai e ídolos igualmente medíocres.

 

Quero um campeonato sem o São Paulo para poder torcer para a maior lambança durante o fim de semana: seja ela dos nossos brasileiríssimos juízes ou das nossas brasileiríssimas (e nada cordiais) torcidas organizadas.

 

Já perdi o meu irmão caçula para o São Paulo.

 

Alguém precisa fazer alguma coisa antes que seja tarde demais."

 

*James Scavone é corintiano, publicitário e fundador do Movimento São Paulo na Bundesliga.



Escrito por Fabio às 23h51
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Falou e disse!

Alguém aí ainda acha que o campeão brasileiro 2007 não será o São Paulo? Pois não há nada melhor que o reconhecimento da concorrência...

 

Meu amigo Rafa, flamenguista do Rio, brindou este humilde são-paulino com o e-mail que tomo a liberdade de reproduzir a seguir. Nada a acrescentar:

 

TÍTULO: “Desabafo”

AUTOR: Rafael Lima

ENVIADO ÀS 0H17 DE 09/09/07

 

“Este Brasileiro estaria sensacional, muito emocionante, se não fosse o São Paulo. O São Paulo parece aquele primo chato que chega quando está todo mundo se divertindo e acaba com a brincadeira. Ele se acha muito legal, muito engraçado, mas todo mundo só atura porque tem que aturar mesmo. Na verdade, ele é um tédio.

Então, amigo, meus parabéns por se tornar o segundo pentacampeão do Brasil (embora nós tenhamos 7 títulos nacionais e vocês não).
Vocês são realmente muto bons, fodões mesmo, e todos os outros são uns medíocres, uns merdas.
Parabéns! Esqueçam o Brasileiro e vão disputar campeonato italiano, o espanhol, o interplanetário... Vão pro diabo que os carregue, o São Paulo, o Rogério Ceni, o Richarlyson, o Muricy e toda a cambada de bambis.

O SÃO PAULO É O TIME MAIS CHATO E SEM GRAÇA DO BRASIL!!!!!”

 

Foto:  AP



Escrito por Fabio às 10h27
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Música da semana II - EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA



Escrito por Fabio às 12h45
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Música da semana

 

Dia desses, em um comentário que deixei no blog do Luís Mauro, dizia que não gostava muito de Supertramp. Pois esqueçam o que escrevi, como já falou até um ex-presidente do Brasil...

 

Essa música não sai da minha cabeça há uma semana. Tudo culpa da trilha sonora do filme bobinho “Amor em Jogo”, que está em cartaz no Telecine, e de uma belíssima interpretação do Emerson Nogueira que ouvi no carro, indo para Ubatuba, no fim de semana. Ótima pedida para o feriadão.

 

Aos que poderão aproveitar bem o Sete de Setembro – o que, lamentavelmente, não é o caso deste pobre plantonista –, bom descanso e boa farra.

 

E a todos nós, os que descansam e os que trabalham, deixo um pouco de Supertramp.



Escrito por Fabio às 01h05
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O Grande Chefe

Não tenho nenhuma credibilidade e/ou isenção para comentar qualquer filme do Lars Von Trier – basicamente porque tenho o costume de gostar de rigorosamente tudo o que ele faz.

 

E, adivinhem só, aconteceu de novo com “O Grande Chefe”. O que até me surpreendeu, já que essa bela comédia é tão parecida com “Dogville” ou “Manderlay” quanto eu com o Brad Pitt ou o George Clooney...

 

Enfim, é isso. Juro que tentei não gostar, mas não consegui sair do cinema tendo cravado menos de quatro pitacos (na já tradicional escala até cinco) e com a certeza de que tio Lars é realmente muito-muito-muito-foda. Além de meio maluco, é claro, e surpreendentemente cômico! 

 

Se alguém quiser ver o filme, mas antes encontrar uma crítica realmente digna do nome, indico o excelente “E Digo Mais”, da cinéfila Luísa Pécora, recomendado na seção de linques aí ao lado. Facilmente identificável como “Lui 2. Viram?

 

A garota entende muito de cinema, ao contrário deste humilde pitaqueiro. Não, não é mera coincidência o fato de estar situada, entre os linques, imediatamente antes de Luiz Carlos Merten e Luiz Zanin.

 

Leiam lá e vejam o filme, então! 



Escrito por Fabio às 12h18
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E o Pan, hein!?

Ah, os Jogos Pan-Americanos de tanta gente...

 

Como foi mesmo o desempenho do atletismo brasileiro no Rio? Arrasador, respondo eu: nove medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze.

 

Pois veio o Mundial de Osaka, no Japão, e sabem o que aconteceu? O País levou uma mísera medalhinha, de prata, com Jadel Gregório.

 

E o basquete, minha gente? Tricampeão pan-americano, em julho, no Rio!

 

Pois veio o Pré-Olímpico de Las Vegas, valendo vaga para Pequim, e o que houve? Um amargo e realista quarto lugar, após uma campanha pífia que teve cinco derrotas, sendo DUAS para a Argentina, DUAS para Porto Rico e outra, normal, para os Estados Unidos. E a seleção masculina de basquete do Brasil não disputa uma Olimpíada desde 1996, em Atenas.

 

Viva o Pan!



Escrito por Fabio às 12h16
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