1) ao Pink Floyd; 2) ao maior jogador da história do São Paulo; 3) a João Carlos Albuquerque, jornalista e cantor nas horas vagas (atração de todas as terças-feiras no Boteco Seu Zé, na Vila Madalena. Não percam!); 4) à "firma", que é pra fazer uma média depois de um mês de serviços prestados, né?
Tá bom, eu sei, essa daí já foi a música da semana uma vez... Mas, convenhamos, quem é Roger Waters perto de Rogério Ceni? Hein? Hein?
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Vou tomar chuva em Ubatuba e já volto, agora pra valer!
Eu deveria estar prestando atenção nas duas partidas que complementaram a 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, no jogo da seleção masculina de basquete contra o Uruguai e nos confrontos que encerraram o quarto dia do Aberto dos Estados Unidos de tênis. Deveria.
Porque não dava para perder a morte da Taís, a gêmea do mal, no capítulo de “Paraíso Tropical” desta noite, né? Aliás, me penitencio mais uma vez: Gilberto Braga fez mesmo uma novela fabulosa, mais bem escrita e dinâmica que “Páginas da Vida” do Maneco, contrariando minhas expectativas iniciais.
E essa aí em cima, a bela Sra. Otto, foi outra que calou os críticos. Que show de atriz!
Agora chega de papo e vamos ao que interessa, de fato:
O BLOG PERGUNTA: QUEM VOCÊ ACHA QUE MATOU A GÊMEA DO MAL???
Numa semana em que tive orgulho de ser brasileiro, deixo registrados meus cumprimentos aos integrantes da CPI dos Correios de 2005; ao Ministério Público; ao Procurador-Geral da República, Antônio Fernando de Souza; ao relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa; e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheram a denúncia contra todos os envolvidos.
Pois é, gente. Agora não dá mais pra falar em "conspiração das elites" ou golpe da "imprensa burguesa", né? Muito menos em "suposto mensalão"... Ainda não temos culpados, mas já há 40 réus indiciados por uma série de crimes comprovados por farta documentação. Além de uma retumbante sinalização da Justiça de que o Brasil tem jeito, sim.
O mensalão não pode – e não vai – virar “piada de salão”, como um dia previu o poeta Delúbio Soares.
Não simpatizo muito com a tal da revista Piauí e confesso já estar meio de saco cheio do ar “cult” do Espaço Unibanco. Mas sempre achei o João Moreira Salles um baita cineasta.
Depois que vi “Notícias de uma Guerra Particular”, de 1999, tive a certeza de que ele provavelmente jamais faria algo melhor – não por incapacidade, pelo contrário, mas porque o documentário é bem acima da média mesmo.
Pois quebrei a cara, felizmente. Chupa, Fábio!
Afinal, veio “Entreatos”, de 2004, um documentário sobre os bastidores da campanha do Lula em 2002 que, acho eu, ainda não ganhou o devido reconhecimento. Arrisco a dizer que, daqui a algum tempo, o filme será apontado como um dos mais importantes registros históricos da vida nacional. É o mínimo que poderá se dizer dele.
Pois não é que agora chega aos cinemas “Santiago”? Um documentário sobre o antigo mordomo dos Moreira Salles, sobre um gênio na acepção da palavra, sobre a vida, sobre a morte, sobre a solidão e, principalmente, um filme sobre um filme que estava para nascer há 15 anos, desde 1992, quando João Moreira Salles rodou as primeiras imagens e fez as entrevistas. E que, felizmente, só nasceu agora.
Cheio de humildade e provando que o ser humano invariavelmente fica mesmo melhor à medida que o tempo passa, João Moreira tem a grandeza de reconhecer que, se o filme tivesse sido lançado naquela época, provavelmente se transformaria na maior frustração de sua carreira.
Sábio como o tempo – e como Santiago –, o cineasta amadureceu e encontrou-se novamente com suas próprias origens. O resultado final é melhor que “Notícias”, melhor que “Entreatos”, melhor que “Nelson Freire”...
De zero a cinco, quatro pitacos.
E querem saber? Duvido que ele faça algo melhor que isso, hehehe.
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Sobre "Os Simpsons", me recuso a tecer qualquer comentário por uma questão ética. Afinal, pega mal falar de um filme do qual participei, né? Deixo a tarefa para os críticos especializados.
Só posso dizer que gostei muito de minha primeira experiência no cinema, embora ache que a direção deveria ter aproveitado um pouco mais o carisma do meu personagem e o meu inegável talento como ator. Mas, enfim, tudo bem, tá valendo...
Ah, e até o terceiro filme da trilogia, eu ainda pego a Liza, vocês vão ver!
Só com beijo técnico, é claro. Profissionalismo acima de tudo.
Do site do PPS: “Partido terá candidato a prefeito em 20 capitais brasileiras”.
Seriam elas: Rio Branco (AC), Manaus (AM), Macapá (AP), Goiânia (GO), Maceió (AL), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), João Pessoa (PB), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Aracaju (SE), São Paulo (SP) e Palmas (TO).
Espero que a notícia da candidatura própria em São Paulo se confirme. Mesmo que seja só para marcar posição (no caso de Geraldo Alckmin e/ou Marta Suplicy entrarem na disputa), é fundamental o PPS se descolar logo dessa imagem de proximidade com o PSDB fortalecida após as eleições de 2006. Ponto para o partido.
Em um eventual cenário sem Alckmin e Marta (os dois podem desencanar da Prefeitura e se resguardar para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2010), o candidato do PPS, a depender do nome escolhido, passa a ter chances reais ao menos de ir para o 2º turno. Afinal, Gilberto Kassab, embora favorito, seria um adversário bem mais frágil que os outros dois, né?
Destaque também para as prováveis candidaturas de Raul Jungmann no Recife e Denise Frossard no Rio de Janeiro. Sorte de pernambucanos e cariocas.
Agora, uma informação. Em São Paulo, o nome mais forte era o de Zulaiê Cobra Ribeiro, ex-PSDB, mas ela acabou indo para um tal de PHS... Se o PPS tiver êxito na antiga tentativa de tirar minha colega de empresa Soninha do PT, é ela quem será candidata. Caso contrário, Arnaldo Jardim é o mais cotado. Roberto Freire será mesmo candidato a vereador.
Ainda falta um ano, mas as eleições municipais prometem ser divertidas.
Sábado: almoço a dois + "Santiago" + pizza com a Sra. Romanelli (mas sem a Sra. Mezzato, snif...) + arrumar as malas + filminho. Domingo: café da manhã a dois + estrada + Ubatuba + Praia do Lázaro + filminho. Segunda: café da manhã a dois + estrada + volta a São Paulo + volta ao trabalho após um merecido fim de semana de folga.
Não há nada melhor do que as pequenas coisas da vida, né não?
***ATUALIZAÇÃO ÀS 10H30 DE DOMINGO, 26/08***: “Santiago” e a pizza com o casal Romanelli rolaram e foram ótimos; mas perdemos a hora no domingo e a viagem a Ubatuba foi automaticamente adiada para o próximo fim de semana. Ah, e prometo que depois falo do filme!
Por falar em Brasília, e já que o assunto voltou à ordem do dia nesta semana, que tal recuarmos um pouco no tempo, rumo ao nem tão distante 2005?
A impagável animação aí em cima é dedicada, do fundo do coração, a Anderson Adauto, Anita Leocádia, Antônio Lamas, Ayanna Tenório, Bispo Carlos Rodrigues, Breno Frischerg, Carlos Alberto Quaglia, Cristiano Paz, Delúbio Soares, Duda Mendonça, Emerson Palmieri, Enivaldo Quadrado, Geiza Dias, Henrique Pizzolato, Jacinto Lamas, João Cláudio Genu, João Magno, João Paulo Cunha, José Borba, José Genoino, José Janene, José Luiz Alves, José Roberto Salgado, Kátia Rabello, Luiz Gushiken, o carequinha Marcos Valério, Paulo Rocha, Pedro Corrêa, Pedro Henry, Professor Luizinho, Ramon Hollerbach, Roberto Jefferson (o Bob Jeff), Rogério Tolentino, Romeu Queiroz, Silvinho “Land Rover” Pereira, Simone Vasconcelos, Valdemar Costa Neto, Vinícius Samarane...
...e, é claro, em especial ao companheiro Zé, a quem já prestei homenagens aqui por conta de seu aniversário. Lembram?
A todos eles, membros de uma "sofisticada organização criminosa" - segundo a denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República, Antônio Fernando de Souza -, dedico a Melô do Mensalão!
Ao todo, tiramos 158 (!) fotos da capital federal. Separei dez para o blog. Divirtam-se:
Pôr-do-sol na Praça dos Três Poderes, com os Ministérios ao fundo. Que tal?
Agora com o dia claro e o sol forte iluminando a Câmara e o Senado. Bonito...
A Câmara dos Deputados vista quase pelo "buraco da fechadura": mas entramos lá dentro, viu? E no Senado também! Enquanto isso, a Conferência rolava...
Vocês acreditam que o Niemeyer pensou nisso quando teve a idéia do tal do "espelho d'água"? Foda, né? Até um Zé Mané como eu faz uma foto bonita!
Esse daí sou eu, em frente ao glorioso Palácio do Planalto, onde trabalha o Sr. Luiz Inácio da Silva. Juro que não sou de direita nem golpista nem tucano, tá?
Nunca-antes-neste-país alguém tirou uma foto tão criativa: a idéia e o crédito são de Thais Arbex Pinhata! E o cheiro estava forte mesmo, sem brincadeira...
Momento romântico no ar: o casal apaixonado em uma das plenárias da CCPJ
Tio Cristóvam Buarque, que merecia ter recebido meu voto nas eleições de 2006. Ele não é a cara do Getúlio Vargas? Jóia rara da política brasileira
O notável Raul Jungmann e mais uma foto-tiete do casal. E o cara é enorme!
Olha o homem aí! Da esquerda para a direita, os comunistas Thais Arbex e Roberto Freire, e o social-democrata à francesa Fábio Matos. Hehehehe...
- Como bem alertou o Emanuel, em Brasília TUDO é muito longe. O que significa dizer que, mesmo que se consiga avistar o Congresso da janela do quarto, não é possível chegar lá, andando, em menos de uma hora. Aquilo parece um deserto cheio de miragens: você anda, anda, anda, mas não chega nunca! É bonitinho, até simpático, mas pegar táxi toda hora é um porre.
- O sol escaldante e o clima seco. No começo é legalzinho, mas depois enche o saco.
- A frase antológica que deixei escapulir: “Nossa, como é lindo esse lugar (a Praça dos Três Poderes)... Imagina como deve ter sido bonita a posse do Lula”. Nem preciso dizer que fui zoado durante toda a viagem. Humpf. Mas, cá entre nós, a festa de 1º de janeiro de 2003 deve ter sido linda mesmo, né?
- A baixa adesão de representantes de outros partidos à Conferência. Das “estrelas” de fora do PPS que haviam confirmado presença, só vi a Luiza Erundina e o Cristóvam Buarque. Nem o Gabeira foi.. FHC, então, passou longe (aliás, quem teve a brilhante idéia de convidá-lo, hein? Credo!). No fim das contas, o que o PPS mais temeu aconteceu: o evento foi muito mais um Encontro Nacional dos militantes do próprio partido do que um espaço suprapartidário para que se discutisse a esquerda. Uma pena.
- A cobertura quase nula da imprensa. Fora o site e o blog do PPS e o site da Conferência, só encontrei reportagens – muito tímidas e superficiais – no Estadão e no Correio Brasiliense. Pouco, quase nada, para quem esperava chamar a atenção para uma questão importante. Faltou competência na divulgação.
- O pior dos piores 1: o apagão aéreo no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. Primeiro, fomos enxotados do Terminal 1 – o mais bonitão e confortável – para o Terminal 2, onde ficam os guichês da BRA e, conseqüentemente, as pessoas que não têm grana suficiente para viajar de TAM e/ou GOL. Lá, encontramos um cenário típico de rodoviária de cidade grande em véspera de fim de semana prolongado. Filas intermináveis, desorganização, falta de informação e, de quebra, uma lanchonetezinha vagabunda que não dava conta da demanda. Quase perdemos o vôo – que atrasou, é claro – e ainda presenciamos o desespero de uma passageira que embarcou conosco mas deveria ter pego o vôo para... o Rio de Janeiro! Enfim, um retrato do horror. E tem gente que diz que só a “elite” sofre com o apagão aéreo... Ai, ai.
- O pior dos piores 2: o pouso do vôo 1103 da BRA no Aeroporto de Congonhas, no fim da noite de domingo. Não encontro palavras para descrever o drama. Se eu pudesse abrir a janelinha segundos antes da aterrissagem e estendesse a mão, certamente conseguiria tocar a antena do prédio do cafetão Oscar Maroni!!! Assim que o avião “tocou” o chão, o estrondo foi tão grande que sentimos toda a tripulação prender a respiração. O Boeing 737 da BRA literalmente saiu do chão, como se estivesse em um show da Ivete Sangalo, e demorou séculos para frear. Felizmente, em nosso caso, imagino que o reverso tenha funcionado e o manete tenha sido colocado na posição correta. São Pedro também colaborou, não mandando uma gotinha de água sequer. Mas, como diria Galvão Bueno, “haja coração, amigo”...
- A capital do Brasil é bela, rica em um tipo de beleza diferente, ao melhor estilo Oscar Niemeyer de proporcionalidade. Tudo é tão certinho, tão exato, tão preciso, que é impossível não se encantar com o que se vê. As curvas, as retas, o encontro entre as Asas Sul e Norte, a cidade em formato de avião... Enfim, tudo é tão precioso e, ao mesmo tempo, tão simples, que até passa a idéia de que foi fácil erguer aquela capital. Lindo demais.
- A Praça dos Três Poderes. Imponente, marcante, inesquecível.
- A Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. Deslumbrante, capaz de emocionar até os não-religiosos.
- Os belos plenários da Câmara e do Senado, tão castigados nos últimos anos por mensaleiros, sanguessugas e vermes de plantão – mas tão bem cuidados, tão bem conservados, como se quisessem resistir bravamente à picaretagem da vez. E, pelo menos esteticamente, jamais se contaminarão com a sujeira.
- O interior do Congresso Nacional, com suas alamedas e corredores intermináveis, além dos vários plenários onde são realizadas as reuniões das comissões.
- O conforto surreal do hotel em que nos hospedamos. As duas noites de “marajás” que passamos por lá, hehehe... Os lanchinhos noturnos, mais do que fartos, devidamente saboreados em frente à tevê, diante de mais um capítulo imperdível da novela.
- A iniciativa da Conferência Caio Prado Júnior, tardia e absolutamente necessária. E a realização de um evento que, de um lado, procurou contribuir para a discussão do real papel de uma verdadeira esquerda democrática no País e, de outro, mexeu com os brios do PPS para que o partido saia do marasmo dos últimos anos e assuma de vez uma posição de vanguarda e independência. Que a CCPJ não pare por aí.
- A intervenção final de Raul Jungmann, que deu o mais delicioso puxão de orelhas no PPS de que se tem notícia nos últimos tempos: “Nós precisamos andar com as nossas próprias pernas. Precisamos confiar mais em nós mesmos”. Traduzindo: chega de alianças com o PSDB, pelamordeDeus! Nota dez. Que o apelo seja atendido já para 2008 e 2010. Até porque não estou nem um pouco a fim de votar no Kassab! Éca!
- A companhia essencial da garota mais apaixonante do mundo, que tirou o namorado militante do plenário e o levou a um passeio ensolarado na tarde de sábado. Graças à Thá, não deixamos que a Conferência frustrasse nossos planos de conhecer Brasília de verdade. Adorei não ter sido um participante tão ativo nas discussões, hehehe... Sem a moça linda dos cabelos cacheados, os três dias em Brasília não teriam sido tão legais.
Além do novo emprego, agosto trouxe mais novidades por aqui: depois de 23 anos e meio de vida, finalmente vou conhecer a capital federal. Brasília, aqui vou eu!
Como vocês devem ter percebido pelo banner que coloquei aí ao lado há algumas semanas, trata-se da Conferência Caio Prado Júnior, que acontece entre os dias 17 e 19 de agosto, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.
Apesar de idealizado e organizado pelo PPS, o evento é aberto a não-militantes e mesmo a filiados de outros partidos. Tanto que já confirmaram presença o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (iécati!), os senadores Cristóvam Buarque (PDT-DF) e Jéferson Perez (PDT-AM), e os deputados Geraldo Magela (PT-DF), Fernando Gabeira (PV-RJ) e Gustavo Fruet (PSDB-PR), entre outros.
A idéia do encontro é discutir o atual momento daquela coisinha chamada esquerda (lembram dela?) no cenário político brasileiro. Muito bem acompanhado por essa linda moça aqui, acompanharei os debates que estiverem rolando nas mesas “A Reforma Democrática do Estado e a República que queremos” e “O Poder Local e o desafio da democracia”. Quem quiser ver a programação completa, clique aqui.
Mas o tom que pretendo dar ao post é um pouco mais sombrio, temeroso e apreensivo do que pode parecer. Eu diria, até, que é mais realista do que sombrio. Infelizmente.
Afinal, pegaremos um vôo na manhã desta sexta-feira, 17/08 (exatos 30 dias após o trágico acidente com o Airbus da TAM), e voltaremos a São Paulo na noite do próximo domingo, dia 19, também de avião. Ah, sim, não deu para trocar a passagem: o trajeto será Congonhas-Brasília-Congonhas. Humpf.
Assumidamente assustado com as duas tragédias aéreas recentes, e em busca de um pouco mais de tranqüilidade, procurei declarações das nossas autoridades que pudessem, vá lá, me acalmar antes do embarque. O melhor que encontrei foi isso aqui, ó:
Legal, né? Entrego na mão de Deus também. E peço aos dois leitores do blog e a todos os amigos, religiosos ou não, que rezem muito por nós. Espero voltar para dar uns pitacos sobre a Conferência e trazer as minhas impressões do Planalto Central.
E, até sexta, deixo alguma música da semana por aqui. Inté!
Com um pequeno atraso, este blog homenageia o aniversariante da semana. Tcharãn!
Já escrevi sobre ele – que completou 65 anos na última terça-feira – aqui mesmo, no dia 13 de maio, por ocasião de um show que vi no Citibank Hall. Também recomendo o vídeo do Youtube aí de cima e o belo post da Tainá em “Escravo da Rosa”.
Na verdade-verdadeira mesmo, recomendo tudo que venha de Caetano Veloso. É o meu top 1 e pronto, nem sei explicar direito por quê. Parabéns, obrigado por tudo e "alegria, alegria!".
Vocês acompanharam o noticiário envolvendo o jogador Richarlyson, do São Paulo? Pois aqui vai um breve resumo: Richarlyson fez uma queixa-crime contra o diretor de futebol do Palmeiras, José Ciryllo Júnior, que debochou publicamente, em um programa de televisão, da condição sexual do atleta.
E não é que o tal juiz encarregado do caso, o senhor Manoel Maximiniano Junqueira Filho, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, escancarou seu preconceito contra os gays em uma inacreditável sentença? Ao que eu saiba, homofobia é crime no Brasil... Vejam alguns trechos da inaceitável decisão do excelentíssimo juiz:
5. Já que foi colocado, como lastro, este Juízo responde: futebol é jogo viril, varonil, não homossexual.
7. Quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando, jamais conceberia um ídolo seu homossexual.
8. Quem presenciou grandes orquestras futebolísticas formadas, inúmeros craques, não poderia sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol.
9. Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas, forme o seu time e inicie uma Federação. Agende jogos com quem prefira pelejar contra si.
14. O que não se mostra razoável é a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicariam a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal...
16. Precisa, a propósito, estrofe popular, que consagra: cada um na sua área, cada macaco em seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho.
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Em tempo: felizmente, como nem tudo está perdido por essas bandas, o senhor Manoel Maximiniano Junqueira Filho foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Que seja processado e preso, é o mínimo que se exige. E parabéns ao CNJ, que respondeu rapidamente a esse absurdo dos absurdos.
Em tempo: não, este blog não apóia os movimentos “Cansei” e “Fora, Lula!” que tomaram as páginas dos jornais e as ruas (algumas poucas, é verdade) nas últimas semanas.
Primeiro, porque não estou “cansado” diante de “tudo-isso-que-está-aí”, como bradam os organizadores do “Cansei”, OAB à frente. Estou, isso sim, é muito disposto a criticar os desmandos do atual do governo, a incompetência, a irresponsabilidade das autoridades petistas. O cansaço, neste caso, só serviria aos próprios interesses daqueles aos quais me oponho.
Além do mais, o tal do “Fora, Lula!” exala o odor de um golpismo escancarado – para dizer o mínimo. Votei em Lula em 2002, me arrependi amargamente e me considero vítima do maior estelionato eleitoral de que se tem notícia na história do País. Mas não quero que Lula deixe o Planalto pelo golpe, mas pelo voto. E, lamentavelmente para mim e para boa parte dos brasileiros, 58 milhões de pessoas votaram em Lula em 2006. Democracia é isso, goste-se ou não do resultado.
Em suma: não quero que Lula deixe o governo antes do fim de seu mandato. Ao contrário: quero que ele assuma o cargo ecomece, enfim, a governar. Espero por isso, sem sucesso, há quase cinco anos. E continuarei cobrando, sem cansaço e com muito vigor, até o último dia de seu governo.
Numa semana em que o cinema perdeu os gênios Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni e o Brasil ainda chora pelas vítimas da tragédia da TAM, que tal celebrar um pouco a vida?
Parabéns, Zoé. Parabéns, Nando.
“A Zoé é muito esperta. Um dia ela chegou para mim e falou: “Quando é que você vai fazer a música ‘O mundo é bão, Zoézinha’?” (ele havia feito uma música para o irmão mais velho dela, ‘O mundo é bão, Sebastião!’). Eu dei uma enrolada mas ela não caiu. Daí fiz essa música (‘Espatódea’). Diferente dos outros filhos, há em nosso caso uma peculiaridade: ela é ruiva. E a música aborda esse nosso laço. ‘Espatódea’ é uma árvore que dá uma flor laranja. Zoé tem um laranja intenso porque é toda branquinha.”
(Nando Reis, em entrevista à Istoé Gente, edição 353, de maio de 2006)