A equipe de reportagem do “Meus Pitacos” estará presente na sabatina com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEMO...cratas!, a partir das 15h desta quinta-feira, no Teatro Folha do Shopping Pátio Higienópolis.
Mesmo não sendo mais assinante do jornal, consegui me inscrever no evento graças à simpatia e à compreensão de um dos atendentes. Disse a ele que se tratava de uma cobertura jornalística deste renomado blog e, imediatamente, tive a presença liberada. "Reportagem do Meus Pitacos, aquele blog que apareceu no Noblat? Mas é claro, senhor! Pode ficar na área vip!", disse o funcionário folhístico. É, meus amigos, ainda vou dominar o mundo, hehehe.
Costumo dar sorte nas sabatinas da Folha e geralmente tenho minhas perguntas lidas. O cara que seleciona as questões da platéia é um sujeito alto e cabeludo que, sei lá por que, simpatiza com as indagações deste pobre jornalista. Veremos se isso se repete nesta tarde.
Só espero que, independentemente da questão que formule ao prefeito, não seja agredido nem chamado de vagabundo pelo ilustre mandatário municipal... Vocês se lembram disso aqui?
Amanhã, ou hoje à noite, se der, comento a sabatina.
“Roupas, documentos, lembranças. Põe tudo na mala, parte pro aeroporto e segue teu rumo. Livros, guias e mapas se misturam com pequenos presentes de amigos especiais, algumas cartas e fotos. Saudade aliviada pela imagem. Distância encurtada. Legião, Paralamas, Los Hermanos, Skank, Chico, Tom, Tim, Vinícius, Toquinho, Milton, Maria Rita, Djavan, Nando Reis, Marisa Monte. Guarda tudo na sacola que sempre tem um lugar sobrando. Deixa um pouco de lado a apreensão, o medo ou a dúvida em relação ao desconhecido. Antes que o avião decole, dá uma última espiada pela janela, deixa escapar um sorriso e fecha os olhos. Pensa: quando eles se abrirem de novo, nada será como antes. Voa.”
(Texto escrito em 30 de maio de 2004, há exatos três anos. Para saber mais sobre as aventuras do blogueiro na terra da folhinha vermelha, desconsidere a falta de acentuação – o teclado de lá era todo esquisito – e clique aqui).
Acreditam que costumo encontrar Nando Reis até com certa freqüência ao longo do ano? Sempre vejo esse ilustre são-paulino na Praia do Lázaro, em Ubatuba (ele tem uma bela casa por lá), e nas cativas e numeradas do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi.
Mas o melhor lugar para trombar com o ex-titã, evidentemente, não é nenhum dos citados acima. O cenário ideal para uma ocasião como essa tem a gente na pista, pulando, e ele no palco, fazendo bonito ao violão, como no vídeo do Youtube aí em cima. Não vejo a hora de chegar amanhã à noite.
PS - Aliás, amanhã tem Nando e quarta-feira que vem tem Beatles 4Ever. Nada mal, vai...
Este blogueiro jamais perderia a decisão da Champions League, nesta quarta-feira, em Atenas, entre Milan e Liverpool, nem mesmo se o “Vale a Pena Ver de Novo” exibisse um pout-pourri com os melhores momentos de todas as novelas do Manoel Carlos.
Tá bom, tá bom... Nesta situação, admito, até faria um pingue-pongue entre ESPN e a Globo, vai... Mas não é o caso hoje. Até porque “Da Cor do Pecado”, como toda novela das 7 à exceção de “Andando nas Nuvens”, é chata demais.
Aos que estiverem no trabalho e não quiserem perder a final da temporada 2006/2007 do maior campeonato do Velho Continente – e, conseqüentemente, do mundo –, uma boa dica é a cobertura em tempo real do impagável site Trivela. Garantia de muita informação e boas risadas, no mínimo.
Outra opção é o site da Rádio Eldorado/ESPN, que acaba de anunciar, para a felicidade geral da Nação, a transmissão ao vivo da peleja. Aos que, como eu, estiverem no aconchego do sofá, o negócio é ligar na ESPN mesmo. Morram de inveja, hehehe.
Apesar do meu aproveitamento de 0% nas semifinais – arrisquei que Manchester United e Chelsea fariam a decisão –, insisto em dar um pitaco sobre o duelo que começa daqui a menos de uma hora no Estádio Olímpico de Atenas.
Acho que a tragédia de 2005 em Istambul (quando o Milan vencia por 3 a 0, cedeu o empate e foi derrotado nos pênaltis) não se repetirá. Aposto nos rossoneri e, mais que isso, torço por Kaká. E não venham dizer que só dou palpite errado: porque fui um dos poucos são-paulinos que, de forma muito antecipada, previu a eliminação na Libertadores diante do Grêmio... Motivo pelo qual, aliás, o Tricolor não enfrentará Milan ou Liverpool, dois de nossos maiores fregueses, no Mundial do Japão em dezembro. Humpf!
A pipoca e o guaraná já estão aqui. Só falta a bola rolar.
O fato de participar, a partir de junho, da cobertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro não me faz, felizmente, abrir mão do tal do senso crítico. Até porque, ao contrário do que fazem crer alguns “figurões” da imprensa brasileira, jornalista esportivo não é animador de auditório nem palhaço de circo. É jornalista.
Já escrevi aqui sobre o escândalo que é a realização do Pan 2007 no Brasil. E, agora, a negligência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), do Comitê Organizador dos Jogos (CO-Rio) e do Ministério do Esporte – personificada nas figuras de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB e do CO-Rio, e Orlando Silva Júnior, ministro do Esporte – ganhou contornos oficiais.
O Blog do Juca (tem linque aí ao lado) publicou, na última semana, trechos estarrecedores de um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) assinado pelo ministro Marcos Vinicios Vilaça sobre as obras do Pan-Americano. Um estrondo que, definitivamente, não surpreende. Vejam:
“1. Primeiro, as instalações e a infra-estrutura foram superdimensionadas.
Os Jogos são continentais, mas a estrutura que se está construindo é praticamente olímpica.
Seria possível realizar o Pan com menos obras, aproveitando ou adaptando a infra-estrutura esportiva já existente na cidade do Rio de Janeiro.
2. A segunda falha que identifico na concepção dos Jogos foi que os organizadores subestimaram ou ignoraram a multiplicidade de ações necessárias para realizar um evento desse porte.
A evidência mais clara dessa imprevisão é a superlativa diferença entre o orçamento inicial dos Jogos e os custos já contabilizados ou reconhecidos que, na esfera federal, chega a ser dez vezes superior ao que foi inicialmente pressuposto.
3. Curioso notar que o Ministério do Esporte, que sempre reclamou da dificuldade na obtenção de dados das obras cuja execução está sob a responsabilidade das outras esferas de governo, não esteja fornecendo, tempestivamente, ao TCU, informações confiáveis sobre a única obra financiada e executada pelo próprio Ministério.
Alerto para esse fato para que não se diga depois que o TCU não agiu tempestivamente, quando na verdade o fiscalizado omitiu informações ao Tribunal.”
Comentário do blogueiro: Imaginem o que vem por aí na Copa de 2014...
Meu filho vai se chamar José Gomes Temporão – ah, vai, Zezinho fica até bonitinho... Como já escrevi neste blog, o ministro da Saúde é o que de melhor produziu o segundo governo Lula até aqui.
Virei fã número um do homem desde a entrevista concedida recentemente ao Roda Viva, da Cultura, em que Temporão teve a grandeza – tão incomum às autoridades do governo lulista desde o primeiro mandato – de reconhecer erros e apontar caminhos, com a sobriedade típica de gente que sabe do que está falando.
Mas a verdade é que Temporão conquistou meu coração, definitivamente, quando teve a coragem de colocar em pauta o espinhoso tema da descriminalização do aborto. E o melhor de tudo: fez isso em meio à visita do Papa Bento XVI ao Brasil!!!
A quebra da patente do remédio anti-aids Efavirenz, peitando um dos mais poderosos laboratórios dos Estados Unidos e reafirmando a soberania nacional, apenas completou o serviço. José Gomes Temporão subiu ao meu Top 3 dos ministros de Lula, em um notável empate técnico com Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Marina Silva, do Meio Ambiente.
Sim, há vida inteligente até no governo do Barbudo. Que bom.
Foto: Tasso Marcelo / AE
Por outro lado, como nem tudo são flores e eu ando elogiando até demais o governo Lula ultimamente, é impossível não constatar que Silas Rondeau não tem a menor condição de continuar ministro das Minas e Energia após a denúncia de envolvimento na máfia desbaratada pela Polícia Federal.
Tio Silas teria recebido uma portentosa propina de R$ 100 mil da construtora Gautama, segundo investigações da Operação Navalha – teve até um vídeo exibido ontem pelo Fantástico que, dizem, complicou anda mais a situação do ministro.
Aí não tem jeito. De duas, uma: se ele é inocente, precisa se afastar do cargo para provar que nada tem a ver com o esquema e, ao mesmo tempo, não causar turbulência ao governo; se é culpado, a porta da rua é a serventia da casa.
Espero que Lula, assim que voltar da viagem ao Paraguai, faça o que se espera de um chefe de Estado numa situação dessas. Será?
Muito, ou quase tudo, já foi dito sobre o gol mil de Romário. Inclusive por este blog, no dia 2 de abril de 2007. Se quiser ler de novo, clique aqui.
Mais do que mil palavras, 11 gols como os escolhidos no vídeo aí em cima ajudam a entender um pouco por que o Baixinho é um dos personagens mais importantes da história do futebol.
Aproveitemos bem esses quatro minutos. E os que ainda virão depois.
O que alguém, como eu, que acabou de deixar o trabalho e ainda terá duas semanas de descanso antes de voltar à labuta, pretende fazer até o dia 4 de junho de 2007:
Café da manhã demorado regado a muito Estadão, Pontapé Inicial da ESPN Brasil, Arena Sportv, Everwood, Friends, Anos Incríveis, Seinfeld, Batismo de Sangue, Baixio das Bestas, Hércules 56, Proibido Proibir, Invasão de Domicílio, Homem-Aranha 3, Ó Pai, Ó, Sônia Abraão-Leão Lobo-e todos os programas vespertinos de fofocas, se esbaldar em Paraíso Tropical, finalmente terminar O Melhor do Roda Viva e começar A Arte de Reviver – do Maneco –, devorar CDs e DVDs esquecidos em alguma gaveta qualquer, ir ao show do Nando e ao Parque Ibirapuera e, last but not least, encarar o mosquito da dengue e dar um pulo em Ubatuba.
Ah, prometo que vou me lembrar de passar por aqui também, hehehe.
Há quatro décadas, os Beatles deixaram ao mundo “Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band” – ou, simplesmente, a Banda do Clube de Corações Solitários do Sargento Pimenta, hehehe. Era 1967.
Aqui vai a minha favorita do álbum, “With a Little Help From My Friends” – jóia rara criada por John Lennon e Paul McCartney e cantada, vejam só, por Billy Shears... Ops, Ringo Starr!
Agora chega de papo. Aliás, muito sinceramente, espero que ninguém tenha perdido tempo lendo essas linhas. Aproveitem. O fim de semana também!
“Mas você trocou um emprego fixo, com carteira assinada, por um freela de 2 meses?”
É, basicamente é isso. E acho que vai ser bem legal.
Ontem foi dia de despedida na editora. Desejos de boa sorte, até logo, não suma, nos vemos por aí, e-mails e telefones devidamente anotados, um Mill House colado na tela do computador ao lado da minha foto... Bacana. É legal sentir que deixo as portas abertas. Dá uma sensação, sei lá, de dever cumprido.
Agora, vem aí um descanso providencial antes que a maratona da cobertura do Pancomece – o que irá acontecer exatamente no dia 4 de junho. Se for como o freela da Copa, não terei vida social até agosto. Mas, querem saber?, era mesmo isso o que eu queria... Como diria Zé Simão, "nóis sofre, mas nóis goza". Hehehe.
Não, infelizmente não vou ao Rio – nada seria tão perfeito. Ficarei por aqui, firme e forte. Que venha o Pan!
Todo mundo já deve ter assistido umas mil vezes – eu mesmo já perdi a conta por aqui –, mas sempre é bom rever “Encontros e Desencontros”, o melhor filme de Sofia Coppola.
Tomei um susto quando soube que a Record exibiria essa jóia rara, hoje, às 23h. “Mas já na televisão aberta?”, indaguei. “E a Globo não comprou? Que idiotas!”. Azar o deles, sorte a nossa: eu sei que é dublado e tem intervalo, mas dá para relevar todos esses detalhes chatos quando se trata de Bill Murray e, principalmente, de Scarlett Johansson.
A verdade é que prometi a mim mesmo que não escreveria “Ah, Scarlett...” nesse post. E juro que vou me segurar!
Mas nem é por ela, não. O filme é bom demais mesmo, acima da média, um dos melhores que vi nos últimos 5 anos. Bendita eliminação do São Paulo na Libertadores, hehehe. Agora posso me deliciar com cinema de primeira qualidade nesta aprazível noite de quarta-feira. Valeu, Muricy!
Caetano Veloso de volta a São Paulo para a continuação da turnê do “Cê” foi um presente para fechar o fim de semana. Ótima pedida àqueles que, como eu, não tiveram a oportunidade de assistir às primeiras apresentações, no final de 2006.
Meu negócio com o Caetano, sei lá, é meio esquisito... Sempre fico imaginando, por exemplo, que se eu tivesse nascido trinta anos antes do que nasci – não em 1983, mas em 1953 –, certamente teria sido um adolescente que preferiria o balanço da Tropicália ao engajamento da turma do Chico na época dos festivais dos anos 1960. E fatalmente teria feito parte da turma dos tropicalistas xiitas, aqueles que vaiavam os "adversários" ditos mais politizados mesmo que, no fundo-no fundo, gostassem também deles.
Considero Chico Buarque de Hollanda um dos Top 3 da história da música popular brasileira. Fui a um dos shows da turnê de "Carioca" no ano passado. Mas sou Caetano Futebol Clube. Vai entender, né? A verdade é que somos todos abençoados por não precisar escolher entre um e outro. Temos os dois, firmes por aí, e teremos sempre.
Caetaneei no comecinho de noite deste domingo, e estava mesmo com saudade de caetanear... O último show havia sido em 2005, ele o Milton juntos, no Via Funchal. Que o próximo não demore tanto.
No último sábado, meus pitacos ficaram, digamos assim, um pouco mais “enjoados”... Este humilde blog foi recomendado na seção “Vale a pena acessar” do Blog do Noblat (tem linque aí ao lado).
Aquele espaço é destinado aos blogueiros interessados em indicar suas próprias páginas na internet – ou as de outras pessoas – para que figurem na listinha de recomendações do site. E é lá que está o “Meus Pitacos” desde o último fim de semana. Coisa chique, né?
Agradeço ao Noblat pela gentileza de ter lido o e-mail que mandei e, principalmente, por ter incluído o blog no “Vale a pena acessar”. Nem preciso dizer que é uma honra, por se tratar de um espaço que aprendi a respeitar ao longo dos últimos anos. Sou leitor diário do Blog do Noblat ao menos desde o começo de 2005, quando estourou a crise do mensalão. De lá para cá, sigo firme como internauta assíduo. Eu e a torcida do Flamengo, aliás.
Aos “novos leitores” que deixaram seus comentários aqui – corteses ou ásperos –, sejam todos muito bem-vindos. E se quiserem voltar, fiquem à vontade: o espaço também é de vocês.
E à fidelíssima audiência, tão pequena quanto inteligente – a famosa meia dúzia de três ou quatro leitores que prestigia este espaço desde outubro de 2006 –, digo que vamos continuar tocando o barco. O “Meus Pitacos” completou recentemente 6 meses de vida e, enquanto vocês tiverem saco para lê-lo e eu para escrevê-lo, seguirá adiante.
Mas confesso uma coisa: se eu soubesse que essa foto do Maracanã ficaria tão famosa, teria caprichado um pouco mais – e JAMAIS usaria os óculos que o pai do Rafa gentilmente me emprestou, hehehe. Ainda bem que a beleza da Thá e da Martinha ajudou a salvar a imagem.
Sei que já cravei Tim Maia há alguma semanas nesta seção do blog, mas nunca é demais chamar o síndico. Principalmente, quando a viagem ao Rio de Janeiro não quer sair da cabeça de jeito nenhum...
Essa gravação preciosa já tem 15 anos, é de 1992, para o programa “Ensaio”, da TV Cultura.
Tomem um guaraná, um suco de caju, goiabada para sobremesa, e aproveitem os deliciosos três minutos e meio que vêm por aí. Porque, do Leme ao Pontal, não há mesmo nada igual.
Medo de Sarkozy, elogio a Lula e um pouco da novela...
Nem deu para acompanhar o domingo de eleição na França – e confesso que o assunto não esteve entre as minhas preocupações lá no Rio, hehehehe.
Mas a vitória de Nicolas Sarkozy com cerca de 53% dos votos válidos foi avassaladora, infelizmente. Li que foi a terceira maior votação da história do país – atrás apenas de De Gaulle em 1965 (55,2%) e François Miterrand em 1988 (54%). Portanto, não há o que discutir. Há muito, sim, a lamentar.
Se temos mil motivos para criticar o conservadorismo da dupla dinâmica PT-PSDB nos últimos 12 anos, confesso que tenho pena dos franceses condenados a aturar o direitista-que-odeia-imigrantes Sarkozy pelos próximos tempos. Acho que todos teremos saudade do tio Jacques Chirac... É de assustar.
Também torço para que a derrota de Ségólene Royal sirva de lição definitiva para o decadente Partido Socialista francês. E para as esquerdas em geral, que não devem ter vergonha, pasmem, da agenda da própria... esquerda!
Quando as forças progressistas se escondem e abdicam do programa que sempre defenderam, não há como não dar merda! De duas, uma: ou perdem a eleição de forma retumbante, como Ségólene, ou vencem e governam atendendo aos anseios da direita, como faz um barbudinho em certo país da América do Sul...
Sarkozy tem todos os defeitos do mundo, mas um mérito indiscutível deve ser atribuído a ele nesta campanha eleitoral: não abriu mão daquilo em que acreditava. E isso ainda funciona, embora muita gente duvide.
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Para não dizerem que só xingo o Lula, que sou um petista frustrado, que ainda não superei o desencanto que tive com o PT, etc etc etc, aqui vai um elogio ao governo brasileiro: a quebra da patente do remédio anti-aids Efavirenz é digna de aplausos.
O presidente foi corajoso e responsável, mesmo sob todas as pressões internacionais que conhecemos bem. O governo brasileiro tentou negociar com o laboratório norte-americano, que se mostrou irredutível. Além do mais, a possibilidade de quebra de patente está prevista em tratados de direitos de propriedade intelectual relacionados ao comércio, da Organização Mundial de Saúde (OMS), e também na lei de propriedade industrial do Brasil. Não há nada de ilegal nem de escandaloso. É uma decisão soberana.
A postura do Ministério da Saúde no início do segundo governo Lula é um alento. Gosto muito do novo ministro, José Gomes Temporão, que também demonstra ao menos responsabilidade ao reconhecer o caos da dengue nos principais centros do país e ao levantar publicamente a questão da descriminalização do aborto, por exemplo, entre outras coisas.
Como nada no mundo é 100% ruim, deixo aqui meus cumprimentos.
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Só para o post não ficar muito "sério": justiça seja feita ao Paraíso Tropical de Gilberto Braga. A novela começou chatinha demais, mas algumas atuações notáveis – Camila Pitanga, Alessandra Negrini, Vera Holtz, Wagner Moura e Toni Ramos – fizeram com que a coisa melhorasse bem. Agora que o Daniel finalmente encontrou a Paula, então...
Gilberto Braga não é um Maneco, mas tem momentos brilhantes. O cenário da cidade mais linda do mundo ajuda. A música é de primeira, como nos folhetins do velhinho do Leblon. Hmmmmmmm, já viciei.
- Em todo o mundo, 46 milhões de gravidezes terminam em aborto. De todas elas, 20 milhões – ou 44% do total – são abortos clandestinos. Fonte: Documento "Abortamento Seguro: Orientação Técnica e de Políticas para os Sistemas de Saúde" (OMS/2003 - http://portugues.iwhc.org/docUploads/WHO%20Guidance.%20Cap1%2D4.doc )
- Nos países em desenvolvimento, acontecem cerca de 182 milhões de gestações por ano. Algo em torno de 36% delas não foram planejadas, entre as quais 20% terminam em aborto. Fonte: Instituto Alan Guttmacher (IAG - www.agi-usa.org)
- 21% das mortes maternas relacionadas à gravidez, ao parto e ao pós-parto (cerca de 6 mil ao ano) têm como causas complicações decorrentes do aborto realizado de forma insegura. Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)
- No Brasil, 31% das gestações terminam em aborto. Acontecem cerca de 1,4 milhão de abortamentos no País – 3,6 abortos para 100 mulheres de 15 a 49 anos. Fonte: Documento Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Ministério da Saúde/2004)
- Cerca de 140 garotas por dia têm a gravidez interrompida no Brasil. Seis entram em processo de abortamento a cada hora. Fonte: Agência de Notícia dos Direitos da Infância (ANDI).
- Atualmente, quase 40 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus HIV no mundo. A África Subsaariana é a região mais afetada, com 66% de todos os casos do planeta (25,4 milhões de pessoas com aids). Fonte: Programa Conjuntos das Nações Unidas sobre HIV/aids
- Já foram indentificados, no Brasil, cerca de 433 mil casos de aids – de 1980 a 2006. Em 1998, a taxa de incidência alcançou 19 casos por 100 mil habitantes (a maior desde que o registro oficial foi iniciado). Fonte: Ministério da Saúde
- Entre 1996 e 2005, houve uma tendência de crescimento da epidemia nas pessoas acima de 50 anos. Nos homens entre 50 e 59 anos, a taxa passou de 18,2 para 29,8; entre as mulheres, de 6 para 17,3. No mesmo período, a taxa nos homens com mais de 60 anos passou de 5,9 para 8,8; nas mulheres, de 1,7 para 4,6. Fonte: Ministério da Saúde
- Mais de 94% da população brasileira de 15 a 54 anos cita o uso de preservativo como forma de prevenção da aids. Cerca de 38% dos sexualmente ativos usou camisinha na última transa, independentemente da parceria. Entre os jovens de 15 a 24 anos, o primeiro índice é de 57%, e o segundo, de 67% (dados de 2004). Fonte: Ministério da Saúde
- Até o fim de 2005, o País teve 183 mil mortes por aids. A partir de 2000, houve uma estabilização em cerca de 6,3 óbitos por 100 mil habitantes – contra 9,7 por 100 mil em 1995. Entre 1993 e 2003, a vida média de um infectado com o vírus aumentou em cinco anos tanto para os homens quanto para as mulheres. Fonte: Ministério da Saúde
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Comentário do blogueiro:
O Papa Bento XVI veio a São Paulo para reforçar as mesmíssimas posições conservadoras da Igreja Católica às quais nos acostumamos: o aborto é um crime contra a vida, a camisinha é um ultraje, a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo é o absurdo dos absurdos, etc...
Dizem que o Vaticano anda preocupado com a perda de fiéis pelo mundo. Na boa: enquanto a Igreja continuar na contramão da história – ignorando a necessidade do uso de preservativos e se recusando a assumir a questão do aborto como um problema de saúde pública e não de moral cristã –, não trará nenhuma contribuição relevante à sociedade.
Eu acredito em Deus, rezo sempre – seja para jogo do São Paulo ou para entrevista de emprego –, tenho minha crença e minha fé, mas não caio na paupérrima cantilena da Igreja Católica. Em que mundo vive Bento XVI? No mundo real, certamente não é.
Poderia escrever um texto falando da cinematográfica chegada ao Aeroporto Santos Dumont. Eram os olhos que não conseguiam dar uma piscadela sequer, era o coração que batia acelerado seguindo o ritmo do samba do avião, era a expectativa que só aumentava à medida que nos aproximávamos do solo, era a felicidade por deixarmos para trás a chatice do apagão aéreo que nos fez embarcar com mais de uma hora de atraso em Congonhas... Era um pouco de tudo.
Poderia escrever um texto sobre o bondinho que nos levou ao Pão de Açúcar poucos minutos depois do desembarque. E sobre como, lá em cima, de novo beijando o céu, nos divertimos em um dos cartões-postais do mundo, encantados que estávamos com o que víamos bem de longe: Copacabana, Ipanema, Leblon, o Cristo...
Poderia escrever um texto sobre a longa caminhada durante a tarde pelo bairro do Manoel Carlos. De como o Leblon lembra um pouco Higienópolis, cheio de verde e de prédios mais antigos, mas com a sutil e fundamental diferença de que, ao dobrar a esquina, damos de cara com a praia... De como, no recanto do autor global, foi possível cruzar com as “celebridades” Letícia Sabatella, Preta Gil e Ney Latorraca. Curioso.
Poderia escrever um texto sobre a beleza do Arpoador – mesmo em plena madrugada –, sobre Copacabana e a estátua de Drummond, Ipanema, Méier, e sobre a Praia do Leme, onde passamos uma tarde agradável tomando água de côco e jogando conversa fora.
Poderia escrever um texto sobre o passeio no domingo pela manhã pela Lagoa Rodrigo de Freitas ou sobre o ritmo peculiar dos cariocas que vão ao trabalho tendo o privilégio de contemplar logo cedo um dos mais belos cenários do planeta... Já imaginaram como deve ser essa sensação?
Poderia escrever um texto que falasse, também, do trânsito caótico ou da (in)segurança pública que assolam o Rio de Janeiro. Mas nem precisaria me dar ao trabalho de fazê-lo, já que esses últimos problemas são rigorosamente os mesmos que enfrentamos na Paulicéia desvairada – que o diga a Virada Cultural 2007. A diferença é que a Cidade Maravilhosa possui intermináveis qualidades que São Paulo infelizmente não tem. Nem pode ter, porque Deus não seria tão perfeito duas vezes, hehehe.
Poderia escrever um texto, por fim, sobre o melhor da festa: o inesquecível 6 de maio de 2007, meu primeiro domingo de Maracanã. Falaria da chegada ao estádio com cheiro de decisão no ar, da primeira olhada ao gramado, da torcida rubro-negra lotando as arquibancadas, dos gols, dos abraços, do sufoco, dos pênaltis... E da festa final.
Poderia escrever um texto detalhando essas 72 horas que jamais sairão da minha memória. Poderia dizer que sou um dos felizardos da face da Terra que teve a chance de conhecer as três cidades mais bonitas do mundo – Paris (1998), Vancouver (2004) e Rio (2007) – e, mais precisamente, a mais bonita delas, o Rio. Poderia contar a vocês, em primeira mão, que o sonho de viver lá para sempre ganhou contornos de desejo número 1 para depois dos 30.
Poderia dizer “que pena, acabou, óh vida, óh céus”. Mas prefiro pensar que essa brincadeira está só começando.
Ao casal Rafa e Martinha, um muito obrigado é pouco.
À Thá, todos os beijos são insuficientes.
Ao Rio, todas as reverências são clichês deliciosamente bem aplicados.
Abaixo, na geral do Maraca, Rafa, Martinha, Thá e eu, comemorando o título do Flamengo.
Não fiquem assustados: eu estava com os óculos que o pai do
Rafa gentilmente me emprestou - quebrei o meu antes de sair.
Não tive feriado no 1º de maio. Para me vingar do mundo após tremenda injustiça, decidi que tinha mesmo de aproveitar bem o inusitado descanso desta sexta-feira, dia 4. Um fim de semana prolongado que viria em ótima hora merecia, por que não?, um cenário muito especial.
Minha paixão pelo Rio de Janeiro tem um quê de inexplicável. Estive lá algumas poucas vezes na vida, todas elas ainda antes que eu completasse 5 aninhos de serelepe existência. Não me lembro, portanto, de quase nada – exceção feita ao dia em que ventou tão forte, mas tão forte, que eu quase saí voando, carregado pela brisa, enquanto minha mãe e minha irmã davam risada da minha cara. Essa é minha única lembrança do Rio.
No final dos anos 1980, era quase certo que meu pai teria de se transferir, por conta do trabalho, para a capital fluminense. Minhas duas irmãs chegaram a fazer testes em uma escola e foram aprovadas. Meus pais acertaram a compra de um apartamento, pasmem, na Barra da Tijuca (!!!!!!, na época o bairro não era hiper-mega-super valorizado e caro como hoje) e estávamos todos preparados para uma vida carioca.
Na última hora, deu um pepino com o antigo dono do apê, que não pôde mais sair de lá. Voltamos para São Paulo e daqui nunca mais saímos. Às vezes, eu fico imaginando como teria sido a nossa vida se tivéssemos ficado por lá... Eu não teria conhecido vocês, e isso seria muito triste. Eu não teria namorado quem eu namorei. Eu teria sotaque? Eu teria feito jornalismo? Eu teria ido ao Canadá? Mil perguntas malucas...
Pois bem. O tempo passou, fui crescendo, me encantei pelas novelas do Maneco e por Paralamas do Sucesso. Só virei são-paulino por livre e espontânea pressão da família – acho que, se dependesse só de mim, teria sido mais um ilustre representante da nação flamenguista de 35 milhões de torcedores. Mas jamais voltei à Cidade Maravilhosa, embora ela nunca tenha saído dos meus melhores pensamentos.
É por isso que esta sexta-feira, dia 4, é um dia pra lá de especial. Pego o avião 1506 da GOL que sai de Congonhas às 8h35 e só volto no 1535 que deixa o Aeroporto Santos Dumont às 20h40 de domingo. E nem o apagão aéreo do Lula vai atrapalhar meus planos...
A companhia, é claro, não poderia ser mais adequada: ela. Só podia mesmo me apaixonar por alguém que também amasse o Rio e, como eu, quisesse viver lá para sempre depois dos 30...
Agradecimento especial também ao Rafa, amigo de já longos anos, que nos recebe tão bem em sua aprazível residência em Botafogo.
Por falar em Botafogo, aliás, além de tudo, a viagem me fará assistir pela primeira vez a um jogo no Maracanã. Flamengo x Botafogo. Final de campeonato. Mereço tanto?
Feriado? Que feriado? Trabalhei normalmente hoje e sigo assim até quinta-feira. Mas a vingança será maligna no dia 4, aguardemmmmm... E, no fim das contas, o fim de semana foi bem proveitoso: horas e horas e horas de sono + casa vazia só pra gente + chuvinha lá fora + filminhos + chocolate... Hmmmm, acho que já escrevi esse post em algum lugar...
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Por falar em 1º de maio, que saudade dos tempos em que nossas centrais sindicaisaproveitavam a data histórica para fazer protestos e encher o saco do governo. Agora não dá mais, né? Todas aderiram ao velho companheiro do Planalto... Quanta vassalagem, quanto peleguismo. Que pena.
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Eu não estou brincando quando digo que meus filhinhos vão se chamar Evo e Huguinho... Vocês viram o que tio Chávez aprontou nesse 1º de maio na Venezuela? Mais uma lição ao amigo Lula. Há um ano, era a vez de Morales dar uma aula de soberania na Bolívia. Esses governos verdadeiramente de esquerda dos nossos vizinhos me dão uma baita inveja, sabiam? Ai, ai... Um dia chegamos lá. Será?
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Tá bom, tá bom, tá bom, podem me sacanear... Gretchen no PPS é hilário mesmo. Nhá.
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Morreu Octávio Frias de Oliveira. Vocês viram a fotoda primeira página da Folha de hoje? Ao lado do corpo, José Alencar, Marta Suplicy, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e José Serra. O atual presidente, o vice-presidente, um ex-presidente e dois candidatos potenciais a presidente. Pouco influente o rapaz...
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Volto ao Morumbi amanhã à noite dividido entre dois sentimentos antagônicos. O meu lado mais “torcedor” confia em uma atuação redentora do São Paulo contra o Grêmio. O lado “racional” – mais realista – não bota mais tanta fé na classificação. Mas diz uma amiga minha, a Rachel (que irá comigo ao jogo), que quando estou otimista com o São Paulo, é mau sinal. Oxalá.
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Por falar em palpite errado, comecei mal nas semifinais da Copa dos Campeões. O Liverpool eliminou o Chelsea, dramaticamente, nos pênaltis, como em 2005 – e ao contrário do que eu previ aqui. Amanhã, é a vez de Manchester e Milan decidirem a última vaga na final. Querem saber? Espero que eu erre de novo e dê Milan. Porque sou Kaká Futebol Clube. O rapaz está jogando muito.
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Quem me conhece bem, já nem se espanta mais: sou mesmo muito chegado no mundo das celebridades. Vocês viram que a Isabeli Fontana terminoucom o Henri Castelli porque ele é são-paulino demais??? Pois é... E eu achava que Henri e eu só éramos parecidos fisicamente, hehehe... Mas espero, sinceramente, que esse negócio de terminar namoro porque o amado é são-paulino demais não vire moda por aí...