Meus Pitacos


Em tempo

A Soninha acaba de escrever em seu blog (tem linque aí ao lado) sobre a notícia publicada pelo Jornal da Tarde – e, dias depois, também pela Folha de S.Paulo – de que estaria trocando o PT pelo PPS.

 

E desmentiu: “Ainda não desisti do PT”, diz com todas as letras. Passem lá e leiam o post completo em que ela trata do assunto. Não há espaço para dúvidas.

 

Como militante do PPS, é claro que lamento... Eu já estava fazendo festa por aqui, como no post “Em boa companhia – e eu juro que não tenho nada a ver com isso!!!”, do dia 21 de março, um pouco mais aí embaixo. Paciência, né?

 

Mas, enfim, o registro está feito.      



Escrito por Fabio às 20h44
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Música da semana

 

Como ando meio sem criatividade, cheguei à quinta-feira sem nenhuma música em mente... Então, resolvi apelar ao Google-nosso-de-cada-dia: digitei “30 de março” e, vejam só, descobri que amanhã (sexta-feira) Bi Ribeiro completa 46 anos, e Eric Clapton, 62 primaveras.

 

Aí, sabem como é, bateu aquela dúvida cruel: Bi ou Clapton, Clapton ou Bi, santa heresia, eu sei, mas foda-se, Bi ou Clapton, Clapton ou Bi...

 

E, tudo bem, podem começar os protestos, mas pensei bem cá com meus botões e, hummmmmmm, escolhi o Bi!!! Há!

 

Eu suporto todas as reclamações, vá lá. Mas entre os Paralamas e qualquer outra coisa – Los Hermanos e novela do Maneco inclusos –, eu fico com o trio. Sempre!

 

Por falar em novela do Maneco, escolhi “Óculos” como trilha da semana. “Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim....EU USO ÓCULOS!!!”.

 

Chega de bobagem, vai. Bom fim de semana aos três leitores do blog, cuidem-se e aproveitem, e semana que vem voltamos à  nossa programação normal. E assunto é o que não vai faltar: mil gols do Romário, jogo do São Paulo na Libertadores, final do Big Brother Brasil, feriadão... Aguardemmmmmmmmmmm. 



Escrito por Fabio às 18h17
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A sociedade reage

Iupi, boas  novas!

Nesta quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, recebeu um presentinho dos líderes da oposição... Trata-se de um abaixo-assinado com os nomes de 20 mil brasileiros que exigem a criação da CPI do Apagão Aéreo.

Segundo os oposicionistas, mais 10 mil assinaturas estão a caminho e também serão entregues a Chinaglia – devem ter parado em algum aeroporto do país, sabem como é...

Mas o melhor da história é que também existe um manifesto pró-CPI criado pelo Fernando Gabeira correndo a internet. Nem preciso dizer que eu assinei, né? Hehehe... Quem quiser, pode fazer o mesmo no endereço www.apagaoaereo.com.br: é só entrar lá, procurar o abaixo-assinado e fornecer nome completo, RG, e-mail e a cidade onde mora.

Ah, outra coisa: não postei aqui porque ia ficar muito grande, mas quem quiser conferir os nomes dos 308 infelizes que votaram CONTRA a CPI pode acessar o blog do Reinaldo Azevedo, o popular Reinaldão (tem linque aí ao lado). Lembrem-se deles sempre que estiverem parados em algum aeroporto do país, ou quando assistirem pela tevê às tristes imagens do acidente do Legacy com o boeing da GOL... As famílias dos 154 mortos na tragédia certamente jamais se esquecerão dessa turma.

No grupo, há 77 votos petistas contra a CPI. O PMDB vem logo a seguir, com 65. O que prova que não se trata de um "bloco" governista, mas de uma  verdadeira placa tectônica!!! Hehehe...

Curiosidades: entre os votantes anti-CPI do PCdoB, por exemplo, estão Aldo Rebelo e a linda Manuela D'Ávila. Ah, Manu... E para não dizerem que não falo mal do meu partido, digo que votaram contra a CPI os deputados Airton Rovedo e Alexandre Silveira, do PPS. A todos eles, fica o meu repúdio.

ATUALIZANDO: O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, acaba de conceder liminar que abre caminho para a criação, enfim, da CPI do Apagão Aéreo!!! Vivaaaaa!!! O plenário do STF, agora, se reunirá em maio para ratificar a decisão de Mello ou não. O negócio é ficar na torcida – e pressionar.



Escrito por Fabio às 17h58
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Copa do Mundo no Brasil: não caia nessa!


O estouro nas contas do orçamento dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro dá a pista do que nos espera em 2014, por conta da possível Copa do Mundo no Brasil.

É simples: imaginem toda a picaretagem do Pan 2007 – seriam gastos, inicialmente, R$ 950 milhões, e os custos já batem atualmente nos R$ 4 bilhões!!! – e a multipliquem por, sei lá, mil... É a diferença do tamanho de um Pan para um Mundial de futebol. Imaginaram? Então... 

O Brasil não pode receber a Copa de 2014 por milhões de motivos. Somos um país com outras tantas prioridades, com tanta coisa básica para fazer na Saúde, na Educação, na Segurança Pública, no combate à desigualdade social...

Além do mais, essa gente que se responsabiliza pela candidatura brasileira foi investigada por duas CPIs recentemente. E o que consta do calhamaço de páginas das duas Comissões Parlamentares de Inquérito é suficiente para pôr na cadeia Deus e o mundo. Só não pôs, até agora, exatamente porque estamos... no Brasil.

Lamentável é o governo Lula dar mais uma prova – como se isso ainda fosse necessário – de que realmente não está, nem nunca esteve, comprometido com a moralização do esporte brasileiro. Ricardo Teixeira, presidente-imperador da CBF desde 1989, anda rasgando elogios ao barbudo nos bastidores. A verdade é que “nunca-antes-neste-país” o governo federal teve uma relação tão cordial com a CBF. É carta branca total aos responsáveis pela falência do futebol brasileiro. Um nojo, em resumo. 

Triste também é ver a recém-nomeada ministra do Turismo, Marta Suplicy, entrar na patifaria da Copa no Brasil. Nem bem assumiu o Ministério, e já teve longas conversas com Teixeira e sua trupe... Encampou o projeto, como costuma se dizer. Quer trazer a Copa ao país em 2014 – e espera que, no período do Mundial, esteja, aliás, no último ano de seu próprio mandato no Planalto. Ai, ai...

 

A vergonha que o Brasil proporcionará ao mundo no Pan do Rio será muito maior na Copa de 2014. O rombo no orçamento – e o inevitável déficit – também. Essa turma que jogou o futebol do Brasil na lama vai lucrar uns bons milhões, ao custo do sepultamento definitivo da imagem do Brasil no exterior.

 

O Brasil não pode receber a Copa de 2014. Se há mesmo o tal rodízio de continentes da Fifa, que o Mundial vá para os Estados Unidos ou, melhor ainda, o Canadá!!! Aqui, não. Temos mais, muito mais, com o que nos preocupar.



Escrito por Fabio às 18h31
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Alckmin, o ‘bom gerente’

Do Jornal da Tarde:

Auditoria de Serra. Na gestão Alckmin

Tucano determina apuração de convênios do Trabalho de 1999 a 2006, que inclui governo do colega de partido

O governador José Serra (PSDB) determinou a apuração de todos os convênios feitos pela Secretaria Estadual do Trabalho entre 1999 e 2006, período quase todo dominado pela gestão do tucano Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes. Ele governou de 2001 a 2006 - e de 1999 a 2001 era vice de Mário Covas.

A averiguação ocorre após o Ministério do Trabalho ter inscrito no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) as contas da pasta de 2002, 2003 e 2004, por suspeita de irregularidades no gasto de verba federal. Está sendo investigada a aplicação de R$ 7,3 milhões.

A inclusão no Siafi poderia impedir o governo de receber recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Mas, de acordo com a assessoria do ministério, decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) permite o repasse, apenas para áreas de educação, saúde e ação social (trabalho e emprego são incluídos nessa última categoria), se o governo apurar responsabilidades pelos fatos irregulares encontrados.

Para tucanos, a auditoria cria atrito entre Serra e Alckmin. No início de sua gestão, Serra anunciou revisão de contratos e servidores, para reduzir custos e achar funcionários-fantasmas, o que atingia Alckmin, seu antecessor.O ex-governador é cotado como candidato à Prefeitura em 2008, mas aliados de Serra querem que o partido apóie reeleição do prefeito Gilberto Kassab (PFL).

A Secretaria do Trabalho informou que, quando o ministério apontou imprecisões nas prestações de contas sobre a aplicação de recursos do FAT, o secretário Guilherme Afif (PFL) pediu a Serra a criação de grupo para analisar os documentos. No dia 14, o tucano assinou decreto determinando a apuração, que também será feita pela Fazenda, Procuradoria do Estado e Corregedoria da Administração.

Em parte da gestão Alckmin, a secretaria foi controlada pelo PTB. Um dos ex-ocupantes da pasta, Francisco Prado de Oliveira, nega irregularidades, mas diz que as entidades conveniadas para dar cursos de qualificação profissional 'têm dificuldade em prestar contas'.

-//--

Comentário do blogueiro: mas será possível que nem o Serra acreditou na fama de “bom administrador” do colega tucano??? Isso, sim, é o que se pode chamar de “herança maldita”... Pobre Serra. Pobres de nós.



Escrito por Fabio às 18h28
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Órfão

E não durou nem um mês minha experiência como “filho da PUC”. Não sou mais aluno da Pós Graduação Lato Sensu “América Latina – Economia Social e Desenvolvimento”. Snif.

 

O curso é legal demais, devo dizer. Vale a pena. Mas acho preciso de pelo menos um ano sem provas, trabalhos, notas, matérias, milhões de textos... Sabem como é? A (falta de) grana e o cansaço também pesaram – no bolso e na cabeça, respectivamente. Quem sabe, em 2008, por que não?

 

Mas fica a pergunta: por que nunca consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo? Ano passado, saí do trabalho por causa do TCC. Agora, saio da Pós por causa do trabalho. Óh, vida cruel.



Escrito por Fabio às 18h26
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Cinema II – o ralo

Falando em cinema, não é só a propaganda da Dove que deve empolgar o distinto público a gastar uns troquinhos a mais com a sétima arte. O novo filme de Heitor Dhalia, “O Cheiro do Ralo”, também.

 

Dhalia parece ter aprendido com os erros de “Nina” (2004), e não os repetiu agora. O filme é ótimo, com sua frenética mistura entre o cômico e o chocante. Mais chocante que cômico, talvez. 

 

E o são-paulino Selton Mello, interpretando um dos personagens mais repugnantes de que se tem notícia por essas bandas ultimamente, está fabuloso. Tinha que ser são-paulino mesmo... Não pelo personagem repugnante, mas pela atuação fabulosa, é bom deixar claro.... Hehehe.

 

O melhor filme nacional do ano, até agora. De 0 a 5, quatro pitacos.    



Escrito por Fabio às 00h25
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Cinema I – o sabonete


Alguém aí já assistiu à nova propaganda da Dove, que faz parte da Campanha pela Real Beleza?

 

Pois eu vi pela primeira vez no cinema. E depois pela segunda, pela terceira, pela quarta vez... E agora praticamente só vou ao cinema para assistir de novo, hehehe. Quem ainda não viu, veja.

 

Pela música, pela causa, pela graça – não necessariamente nesta ordem –, só merece aplausos.



Escrito por Fabio às 00h22
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Música da semana

 

Providencial a humilde homenagem deste blog ao tio Roger e ao eterno Pink Floyd. Essa apresentação que encontrei no You-tube aconteceu no Rock in Rio Lisboa, em 2006 ("Rock in Rio Lisboa" é ótima, né? Parece piada de português...).

Aos sortudos que assistirão ao show - como a Tainá -, admito uma pontinha de inveja. Mas depois da frustração por não ter ido ao U2, já nem sofro mais... Hehehe. Ah, e só mesmo um palco como o Morumtri, ops, Morumbi, para receber a lenda Roger Waters.  

Agora parem de ler e cliquem lá em cima. É deleite total ou o seu dinheiro de volta!

 

Eu garanto: é de arrepiar.



Escrito por Fabio às 22h20
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Ai...


Foto: Beto Barata / AE

“Nunca fui inimigo dele [Lula]. Quem está na vida pública, sabe diferenciar muito bem o que são passagens no calor e no fragor de uma campanha e o que são passagens de um tempo normal que estamos vivenciando. Então, ele sabe, como eu sei, e isso já colocamos: é como se fosse uma coisa que não tivesse sequer existido.”

Fernando Collor de Mello


 

"Ele [Collor] pode dar uma grande contribuição ao país com sua experiência de ex-presidente."

Luiz Inácio Lula da Silva 



Escrito por Fabio às 21h30
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Em boa companhia – e eu juro que não tenho nada a ver com isso!!!

E não é que, bem na semana em que resolvo rasgar elogios à Soninha no meu blog, pinta a notícia de que ela pode trocar o PT pelo PPS!!!??? Viva!!!

 

Hum... Conheço bem esse caminho do 13 para o 23, hehehe. E o partido da estrelinha continua perdendo, uma por uma, todas as suas pessoas bacanas. Só falta o Suplicy, coitado. Aliás, não são os poucos os que, dentro do PT, querem vê-lo pelas costas. Turma estranha essa, viu... Azar o deles.  

 

Mas, enfim, querida Soninha, seja muitíssimo bem-vinda! Tomara que os rumores se confirmem, e não demore muito. Leiam a reportagem assinada por Roberto Fonseca no JT desta quarta-feira. Destaquei algumas partes em negrito:

 

 

PPS articula para tirar Soninha do PT

"Já de olho na eleição de 2008, o PPS articula para tirar a vereadora Soninha do PT. As conversas começaram há um mês e meio. Pela lei eleitoral, candidatos devem trocar de partido no máximo um ano antes da disputa, ou em outubro deste ano. A petista diz que houve contato extra-oficial, e que, por ora, não deve mudar de legenda.

Segundo um vereador com trânsito na Casa, a troca seria vista com bons olhos pelo governador José Serra (PSDB). 'Mas é pouco provável que ela se transfira para lá com a atual bancada', diz um petista, citando a Edivaldo Estima e Myryam Athiê. Os dois, porém, também estão sendo convidados a ir ao PDT.

Para dirigentes do PPS, a ida de Soninha ao partido é estratégica para fortalecer a chapa de vereadores na eleição. O partido também estuda lançar seu presidente, Roberto Freire, na disputa da Capital. Ele está mudando domicílio eleitoral de Pernambuco a São Paulo, e avalia se disputa Prefeitura ou Câmara.

Questionada pelo JT sobre as chances de mudar de partido, Soninha respondeu: '40%. É mais improvável que provável'. 'Quando me perguntam se vou sair, digo 'ainda não'', afirma. 'Ainda não desisti do meu partido, mas isso não quer dizer 'até que a morte nos separe'.'

Segundo ela, sempre que há polêmica envolvendo seu nome, partidos a sondam. 'O PPS me procurou duas vezes, mas nada consistente'. Ela negou que Serra tenha pedido que mudasse de partido. E disse não ter relacionamento com Estima e Myryam."

--//--

Voltei! Só mais um comentário: Roberto Freire candidato a prefeito em 2008??? Jesus, e eu já estava sofrendo por antecipação com o provável - e ainda possível - apoio do PPS ao Kassab ou ao Alckmin... Há luz no fim do túnel, graças ao bom Deus!

Freire prefeito, Soninha vereadora... Tô começando a gostar desse trem, sô!  



Escrito por Fabio às 21h22
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Aniversário do Zé

Que falta de atenção imperdoável deste blog... Sexta-feira passada, dia 16 de março, foi aniversário do Zé, que completou 61 anos de serelepe existência. A comemoração regada a mensaleiros e sanguessugas aconteceu ontem, segunda-feira 19, no bar Avenida Club, em São Paulo.  

 

Para me penitenciar por tão lamentável esquecimento, publico neste espaço a homenagem que o blog deixa para o ex-ministro da Casa Civil, ex-deputado federal, ex-presidente nacional do PT, ex-guerrilheiro, ex-revolucionário, ex-honesto (o Zé é o cara mais “ex” da história do mundo!): para conferir, é só clicar aqui.

 

Trata-se de um cartãozinho especial de aniversário para o Zé, com direito a várias assinaturas de gente tão querida. Uma delas é minha, evidentemente. Quem também quiser participar do presentinho, sinta-se à vontade.

 

Além de minha assinatura no cartão, fiz questão de mandar para o endereço pessoal do Zé dois DVDs de que gosto muito: “O Poderoso Chefão”, de Coppola, e o “Os Infiltrados”, de Scorsese. Além deles, ainda mandei um ingresso Cinemark para a pré-estréia de “Caixa Dois”, de Bruno Barreto. O Zé vai gostar.

 

Para completar o pacotão de bondades, ainda tem o livro “Como Destruir Sua Biografia”, escrito pelo francês mestre em auto-ajuda Marc-Valerie Delubê Soárs, amigo pessoal do Zé. Os dois se conhecem há tempos. Acho até que Delubê deve ter ido ao Avenida Club para a festa.

 

Enfim, é o mínimo que este blog pode fazer por você, Zé.

 

Parabéns!



Escrito por Fabio às 06h50
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(Entre parênteses)

Ei, vocês, muito obrigado pelos comentários, viu? Já estou até botando fé nessa bagaça: acho que consigo vender uns 15 exemplares quando o livrinho sair! Se ele sair um dia, é claro...

 

Mas não criem muita expectativa: não consegui falar de um monte de coisa nos 10 minutos de entrevista. Não contei, por exemplo, que Roberto Dias era corintiano quando moleque (tá bom, vai, essa parte eu omiti propositalmente...) nem que ele saiu do São Paulo tendo o mestre Telê Santana como desafeto.

 

E, além do mais, odeio com todas as forças a minha voz ao telefone... Coisa horrível!



Escrito por Fabio às 06h50
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Ô, TCCzinho "enjoado"...

Se o trabalho de conclusão de curso “Dias – A vida do maior jogador do São Paulo nos anos 1960 vai virar um livro de verdade algum dia na vida, só o futuro dirá. Mas infelizmente devo admitir que, do jeito que anda o mercado editorial brasileiro – e o “futebolístico”, sobretudo –, as perspectivas são bem menos animadoras do que todos gostaríamos.

 

O fato é que, apesar dos pesares, pelo menos como TCC o trabalhinho anda bem chique ultimamente... Primeiro, foi o prefácio do Juca Kfouri, que muito me honrou com palavras exageradamente bondosas sobre a qualidade do trabalho. Depois, o Celso Unzelte – meu orientador – deu uma baita colher-de-chá ao mostrar o livro no “Loucos por Futebol” da ESPN Brasil.

 

E agora, para completar a boa maré “chique-no-úrtimo”, como diriam no interior, é a vez do Marcelo Duarte entrevistar o autor de “Dias” no “Fanáticos por Futebol” da Rádio Bandeirantes (AM 840KHz e FM 90.9 MHz). A entrevista foi gravada na semana passada e vai ao ar no programa desta quinta-feira, dia 22, às 22h.

 

E até agora não caiu a ficha: depois de ter passado 2006 inteiro entrevistando Deus e o mundo, agora sou eu que estive do “lado de lá” do microfone, respondendo às perguntas... Negócio esquisito, esse. Mas bacana, né? A conferir.

 

O problema é o horário, 22h, bem no meio da aula... Ah, não quero nem saber, nunca mais vou dar nenhuma entrevista! Chávez, Lula, Kirchner, Evo, Correa, Bachelet, Vásquez, Ortega, Garcia, Calderón e outros que me desculpem, mas sou mais Roberto Dias Branco. 



Escrito por Fabio às 22h12
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De como eu gosto da Soninha

Sempre tive muita simpatia pela Soninha Francine, desde os tempos de MTV. Aliás, acho que comecei a parar de assistir à MTV quando essa simpática palmeirense deixou o canal. E passei a lê-la semanalmente na Folha – e agora, mesmo assinando o Estadão, sempre dou umas olhadas em seus textos pela internet – e a acompanhar seu trabalho na ESPN Brasil.

 

Aliás, indiretamente devo à Soninha minha entrada na Faculdade Cásper Líbero, em 2002. A redação era sobre a barbaridade cometida pela revista Época naquela fatídica reportagem de capa, e eu tirei 10. Como fui mal pra caramba no resto da prova – eu fui muito mal em todos os vestibulares que prestei, diga-de passagem –, o 10 da Soninha me salvou. Apesar dos pesares, e da própria Cásper, não tenho do que reclamar: conheci lá pessoas incríveis, ganhei amigos para sempre, tive paixões avassaladoras... Tudo culpa da Soninha.

 

Em 2004, quando ela se candidatou à vereadora pelo PT (e foi eleita com uma votação estrondosa), só não votei nela porque estava bem longe, no Canadá, e só cheguei a tempo de votar na Marta no 2º turno. Em 2006, ela saiu para deputada federal e não foi eleita. Não votaria mesmo nela, daquela vez. Mas continuei sendo seu grande admirador.

 

Tudo isso, só para dizer que a Soninha tem em mim um leitor assíduo de seus dois blogs. O melhor deles, na verdade, nem é o mais conhecido – o da Folha Online –, mas o mais “íntimo”, o Gabinete da Soninha, em que ela sempre fala de política. Os dois estão aí do lado, entre os linques. Divergências à parte entre um filiado ao PPS e uma vereadora do PT, quase sempre gosto do que leio ali.

 

Um bom exemplo é o último texto, "(A gente) Não tem jeito ou Detesto Política, capítulo 100", sobre como, muitas vezes, as discussões políticas entre diferentes partidos acabam se transformando em mera birra partidária...

 

Porque no fim das contas, as diferenças entre cada um deles são bem menores do que os próprios partidos querem fazer crer. Se em Brasília o governo Lula faz de tudo para impedir a CPI do Apagão Aéreo, em São Paulo o governo Serra (apoiado pelo meu PPS, infelizmente, aliás) tenta a todo custo evitar a CPI do Buraco do Metrô... Cada um na sua, lamentavelmente. E pobres de nós, é claro.

 

Vale a pena ler: www.gabinetesoninha.zip.net. 



Escrito por Fabio às 21h59
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Música da semana

 

 

Morto há nove anos, Tim Maia reclamou do som até o último show

MARCELO NEGROMONTE
Editor de UOL Música


No dia 8 de março de 1998, um domingo, Tim Maia subiu pela última vez ao palco. O cantor morreu uma semana depois, no dia 15, há nove anos.

O último show do Síndico seria um espetáculo acústico gravado pelo canal pago Multishow no Teatro Municipal de Niterói, no Rio. Mas esse foi um show que não aconteceu, afinal duas músicas, sendo só uma delas com a presença do cantor, não configuram um show propriamente.

Famoso pelo não comparecimento a inúmeros espetáculos e pelos atrasos, Tim Maia demorou a aparecer também no último show de sua vida.

O evento era especial. Na platéia lotada estavam convidados, artistas, celebridades, atores, músicos e jornalistas. Era a reabertura do pequeno e charmoso Teatro Muncipal de Niterói, que havia passado por uma reforma e cheirava a tinta fresca.

Mais de uma hora depois do início programado, a banda Vitória Régia, que acompanhava o músico havia uns 20 anos, finalmente deu início ao show apenas com os backing vocals. Cadê o Síndico? Nada.

Na segunda música, "Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)", aplausos. Eis o carioca da Tijuca, 55 anos, imenso, terno azul claro, camisa branca, suor no rosto.

Reclamou do "ré menor" e intrerrompeu a música --outra característica marcante do cantor era a eterna insatisfação com os técnicos de som a quem pedia sempre o "retorno" e mandava tirar o "reverb" ou qualquer outra coisa que o incomodasse.

A música começou novamente. "Vou pedir...", "Vou pedir...", cantou Tim, e a platéia completava os versos que todo mundo conhece. Com sinais claros de que daquele jeito não dava mais para continuar, Tim Maia deixou o palco sob risadas do público, que imaginava se tratar de mais um episódio temperamental do cantor.

Não era possível, ele iria dar o cano num especial de TV ao qual ele havia comparecido? A banda terminou a música pouco depois da saída do cantor.

"A semana inteira fiquei te esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver cantando", cantou a platéia com palmas, pedido claro para que Tim retornasse. Não houve retorno --cadê o retorno?

"Tim Maia não está passando bem. Tem algum médico na platéia?", foi o que saiu do sistema de som do teatro para perplexidade geral. Até havia um, Drauzio Varella, acompanhado de sua mulher, a atriz Regina Braga.

A partir daí, foi o caos. Vários minutos depois, chegou a ambulância do Corpo de Bombeiros, que entrou no átrio do teatro, ocupado agora pelos convidados que haviam saído da sala de espetáculo.

Amparado dos dois lados e com máscara de oxigênio, o hipertenso Tim Maia subiu na ambulância com pés trêmulos. Fotógrafos, cinegrafistas e curiosos dificultavam o trabalho de resgate do rei do soul brasileiro.

Às 23h, o cantor foi encaminhado ao hospital Antônio Pedro, em Niterói, que parecia mais uma delegacia, com grades na entrada a impedir a entrada de quem fosse. Aflita, só se via a secretária particular do cantor, Adriana Silva, ao celular.

Uma semana depois, Sebastião Rodrigues Maia morria no mesmo hospital de infecção generalizada em conseqüência de um edema pulmonar, seguido de parada respiratória.



Escrito por Fabio às 19h43
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O filme do ano (por enquanto...)

Esse era tiro certo: Woody Allen e Scarlett Johansson (suspiros...) sempre valem o ingresso. E morram de inveja: eu vi a pré-estréia, lá lá lá lá lá lá!

Avaliação: 4 pitacos (numa escala de 0 a 5).

**********

Ah, também assisti (na mesma noite e na mesma sala do Villa-Lobos, aliás) ao tal do “Borat”. E sabem de uma coisa? Saiam de casa já sabendo que o negócio é na base do “ame ou odeie”. E estou na primeira categoria: trata-se da mais brilhante crítica aos Estados Unidos da América desde “Fahrenheit 9/11”. Muito mais inteligente do que o vandalismo de quinta-feira passada na Paulista…Divertidíssimo, impagável mesmo.

Avaliação: 3,5 pitacos.  



Escrito por Fabio às 18h20
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Um protesto bobo de uma esquerda boba contra um presidente bobo

Cerca de 10 mil pessoas pararam a maior avenida de São Paulo nesta quinta-feira para protestar contra a visita de George Walker Bush a Luiz Inácio Lula da Silva. Antes mesmo de o presidente dos Estados Unidos chegar ao território brasileiro, milhares de manifestantes do PSOL, do PSTU, do PT e de movimentos sociais ocuparam praticamente todas as faixas da Avenida Paulista, atacaram o Mc Donalds, atiraram pedras contra veículos que passavam pelo local, gritaram “Abaixo o Imperialismo!” e foram embora para casa.

 

São uns bobos.

 

É claro que todo protesto é válido – eu sou da turma do “se hay gobierno, soy contra” –, ainda mais quando se trata de um presidente comprovadamente genocida e mentiroso como Bush. Até aí, estamos de acordo: eu também odeio Bush com todas as minhas forças e já estou "em campanha" pela Hillay, pelo Obama ou pelo Al Gore em 2008. Ok.  

 

O problema começa quando a turma dita engajadinha passa dos limites. Sim, gente, sou obrigado a informá-los de que o convívio social em um ambiente democrático também tem suas regras... Os mesmos que atacam, corretamente, a violência do governo estadunidense no Iraque, depredam lojas que representam o “império ianque” (afe...) e sobem em cima dos carros que tentam transitar pelo local. Criticam a barbárie e a intolerância de Bush e são bárbaros, intolerantes e irresponsáveis até mesmo no momento de reivindicar.

 

Além do mais, essa “revolta nacional” contra a visita do presidente da “potência imperialista” à nossa humilde Republiqueta me passa uma certa impressão de orgasmo reprimido, sabe? É um pessoal que precisa se engajar em alguma causa "cool" para dar uma satisfação ao aparelho esquerdista tupiniquim – e Bush no Brasil, convenhamos, é um prato cheio para essa demonstração de virilidade intelectual e política –, como se estivessem pagando pelos próprios pecados. Entre eles, o pecado do silêncio recente em relação às mazelas, digamos, internas... Vocês me entendem, companheiros???

 

Explico: onde estavam os militantes do MST, por exemplo, em outubro de 2006, no auge das eleições presidenciais? Calaram. No segundo turno, saíram do muro e defenderam fervorosamente o governo estelionatário de Luiz Inácio – que assentou menos famílias que o anterior e manteve a ortodoxia da política econômica dos tempos tucanos – contra o candidato da “direita”, Alckmin. A UNE e os tais “movimentos sociais” – que, sabemos, hoje não passam de instituições completamente controladas, financeiramente inclusive, pelo PT – também não deram um pio sobre a sucessão de escândalos de corrupção do governo em questão. Emudeceram. E agora resolveram abrir o berreiro contra Bush e o Império do Mal... Ah, me poupem, vai!  

 

Amanhã Bush se reúne com Lula, conta meia dúzia de piadas, fala sobre o etanol e Hugo Chávez, pára a maior cidade do Brasil e continua seu passeio pela América Latina. Lula, o “esquerdista”, o candidato “do povo” contra “as elites”, continua fazendo seu governinho tucano até 2010. E os militantes que hoje estiveram na Avenida Paulista gritando, brigando e depredando o patrimônio público, voltam à rotina diretório-faculdade-passeata-bares-da-Vila-Madalena. E, em 2010, é claro, novamente se calarão diante de mais quatro anos de estelionato eleitoral, diante do assassinato brutal do menino João Hélio, diante da ausência de uma reforma agrária decente, diante do pífio crescimento econômico do país, diante do desemprego, etc.

 

Essa é a esquerda brasileira? Não, felizmente. Mas é a esquerda que o Brasil merece, lamentavelmente.

 

Sorte de Bush, que sempre encontra esses bichos-grilos em todo canto que vai e deve se divertir um bocado. E sorte de Lula, que nada de braçada diante de uma platéia tão firme nas críticas ao tal do imperialismo, mas tão mansa quando o buraco é mais embaixo... Nosso presidente sabe bem como manter a boiada sob controle. E o gado, pelo visto, gosta de ser dominado.  

 

Quem quiser ler outro texto sobre o assunto, infinitamente melhor do que o meu, devia passar no blog da Carol. Ah, é claro, esqueci de dizer: eu e ela somos agentes do imperialismo ianque, vocês não sabiam? Jesus... 



Escrito por Fabio às 23h28
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Música da semana

  

Com base em dados fidedignos de uma pesquisa do Instituto DataMatos, chegamos à conclusão de que 61,7% dos leitores deste blog são, na verdade, leitoras. Nos comentários, elas também dão de goleada: de cada cinco pitacos da audiência, três são femininos! Sabem como é, né? Homem que é homem acha que blog “é coisa de viado”... Coisa profunda.  

 

Acontece que achei essa jóia rara no You-tube – agora pareço aquelas crianças fofas que descobrem alguma “novidade” e não conseguem se desgrudar dela (é o meu caso com o You-tube) – e resolvi publicar por aqui nesse Dia Internacional da Mulher. Apesar da Condolezza Rice, vale muito a pena pela voz da Marisa e pelo vídeo mesmo, que é muito bem feito. Com direito a merecidos créditos, ao final.

 

Ficamos assim: essa edição extraordinária da "Música da Semana" é dedicada a Aline Osiro, Amanda Romanelli, Bárbara Mayumi, Bruna Gomes, Carolina Canossa, Daniela Dias, Fernanda Quinta, Helena Buarque, Julianas Mezzato e Destro, Kênia Rabelo (Kênia, quem é você?), Marianas Albanese e Marcondes, Mayra Reis, Milena Dib, Natália Fontes Garcia, Rachéis Fumo e Giunco Alexandre, Tainá Tonolli, Talita Mochiute Cruz, Thaís Giunco Alexandre, Verônica Mambrini e, evidentemente – e principalmente – à minha garota, à minha pequena, ao meu amor, Thais Arbex Pinhata. Obrigado pelos pitacos de cada uma de vocês nesses quase cinco meses de vida do blog, viu?   

 

A verdade-verdadeira é que, sem vocês, isso daqui não teria a menor graça... E agora não falo só das amigas e do blog. Falo de todas as mulheres e do mundo.   



Escrito por Fabio às 23h06
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COLUNISTAS - Política

Maioridade penal é discussão da letra morta

por Fabrício Vasselai*

Anda faltando um pouco de lógica e de bom senso no debate sobre a tal maioridade penal. Em princípio, não vejo porque não se possa prender uma pessoa de 16 anos que cometa crimes bárbaros. Aliás, em tese, seria plausível prender mesmo uma de 14 anos, ou de qualquer idade, se ficasse claro que ela teria condições de discernir sobre o ato cometido. Mas não tão rápido: sendo justo prender alguém com 15 anos, não significa que confinar junto e sob o mesmo modelo punitivo dos de 30 anos também o seja. Acontece que resta ainda muito a saber, começando até mesmo por perguntar se o debate sobre a maioridade penal é útil exatamente no que se propõe miraculoso salvador: diminuir a criminalidade.

Quanto porcento dos crimes envolvem jovens com menos de 18 anos? Quais são os crimes em que eles mais atuam? Essas são etapas inescapáveis para se decidir sobre o que se espera de efetivo com a diminuição da idade penal. É preciso qualificar melhor qual o peso e qual o perfil dos crimes que seriam mais freqüentados pela juventude. Que tipos de crimes seriam supostamente atenuados? Países que recorreram a tal diminuição sentiram bons resultados? Aliás, como no caso da pena de morte, estudos comparativos entre países nas áreas de direito e sociologia da criminalidade vêm sugerindo que não foram medidas eficazes para além do imaginário popular. Mas há outras questões: o que aconteceria com os novos detentos? Iriam para as mesmas prisões dos outros? Teriam prisões diferenciais - segundo a idade, ou segundo o crime cometido, por exemplo? Uma opção seria prender qualquer idade quando houvesse crimes hediondos, mas em presídios especiais. Outra seria separar os criminosos, para impedir a suposta "universidade do crime".

Ok. Mas vamos lá: ninguém está discutindo nada disso. E mesmo assim muitos já começam a aceitar a tal da diminuição, mesmo que ela venha desacompanhada de um pacote de questões cruciais para que possa ser implantada. É verdade que achar ou não correto prender pessoas de 16 anos não é um julgamento de momento, como corretamente defendeu o deputado carioca Fernando Gabeira. O que ele e muitos esquecem é que o frenesi causado em casos como o do menino supliciado faz-nos, isso sim, esquecer desse leque de "detalhes" e passar direto ao ponto central. Nessas horas, queremos mudança já, de roldão. Mas, como no dito popular, o diabo mora nos detalhes. E sinceramente, se já hoje não conseguimos mudar esse cenário, temo que diminuída a minoridade, apenas joguemos pessoas mais cedo no aparelho penitenciário sabidamente inaceitável.

O pior de tudo, porém, é uma outra cegueira. Alguém já se perguntou quanto porcento dos criminosos atuais são efetivamente presos? Quantos casos são de fato resolvidos pela polícia? Dizem os próprios políticos e os números das pesquisas que saem na própria imprensa, que em geral não chegam a 10%! Ora, se não conseguimos prender os presos com mais de 18 anos e nem temos onde colocá-los, qual a panacéia da idade penal? Essa discussão toda pode mudar apenas uma coisa: a lei. Ou como dizem os juristas, a letra da lei. Nada fala sobre mudar a realidade. Diminuir a idade penal, por si mesmo, é mudar para permanecer como está. Afinal, o problema do Brasil, há muito, não são suas leis, que no geral avançam exemplarmente desde a Constituição de 1988. O entrave é a não aplicação delas. E nós continuamos discutindo apenas direitos e deveres no papel. Permitir que aos 16 anos uma pessoa seja presa não a intimidará, como hoje os de 18 não se intimidam. Porque leis e seus papéis não ameaçam ninguém. Suas execuções é que as tornam concretas e eficazes.

Alguém pode objetar: certo, mas pode ser simplesmente justo fazer tal alteração legal. Insisto: pode mesmo, contanto que não seja feita a despeito de uma série de questões outras que implica. O problema é a idéia toque-de-caixa que se vem tanto disseminando quanto engolindo sem delongas. E enquanto gastamos toda a atenção para esse tipo de debate, esquecemos mais uma vez de simplesmente cobrar que as leis que já existem sejam cumpridas.

O Brasil não precisa tanto de mudanças nas leis. Mas de novas práticas. E já está mais do que provado que uma não traz a outra.

*FABRICIO VASSELAI ( fabriciovasselai@gmail.com) é Cientista Político e Mestrando pela USP. Isso não significa muita coisa, mas nessa profissão eterna candidata ao desemprego, o título é a chance de soar sério e importante.



Escrito por Fabio às 23h02
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Novos companheiros


Agora que descobri as maravilhas do tal do You-tube – e, principalmente, como postá-lo aqui no blog –, ninguém me segura!

 

Este post é um tributo à mais nova amizade da paróquia política tupiniquim, entre o PT de Marta Suplicy e o PP de Paulo Maluf. Explico.

 

É que, na última semana, os deputados Cândido Vaccarezza, do PT paulista, e Paulo Maluf, do PP, se encontraram efusivamente em um dos mais caros restaurantes de Brasília. Segundo reportagem do “Estadão”, a pauta do encontro foi a eleição municipal de 2008 em São Paulo. Os dois estavam negociando o apoio incondicional do PP de Maluf ao PT de Marta, caso a ex-prefeita fique de fora do Ministério-que-não-sai-nunca do Lula e seja a candidata petista nas próximas eleições.

 

O jornal ainda informa que os deputados praticamente selaram a jogada: Maluf teria direito a indicar o candidato a vice-prefeito na chapa de Marta! Nada como corações puros sempre dispostos ao perdão... Coisa bonita.

 

Com essa decisão, caso seja mesma confirmada pelos acontecimentos futuros de 2008, o PT perde um possível eleitor – eu mesmo. Sim, sim: apesar de filiado ao PPS (e depois quero falar mais sobre isso) e da promessa feita em 2005 de nunca mais votar no partido da estrelinha, sempre abri duas exceções, justamente para o ex-casal Suplicy, a Marta e o Eduardo. No Eduardo, já votei com orgulho em 2006. Na Marta, em quem votei em 2000 e 2004, poderia perfeitamente votar em 2008. Não mais, baby...

 

Os meus pitacos, orgulhosamente, então, homenageiam a amizade fraterna entre Marta e Maluf com um vídeo impagável do You-tube: o próprio doutor Paulo cantando em prosa e verso esse sentimento lindo, um dos  mais belos, se não o mais belo, da humanidade... Viva a amizade entre os novos companheiros. Viva!!!

 


Maluf e Vaccarezza: Até tu, Marta??? 



Escrito por Fabio às 12h24
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A ABRADEFILBO recomenda


Como membro ativo e convicto da Associação Brasileira de Defesa dos Filminhos Bobos (ABRADEFILBO), este blogueiro não tem pudores em recomendar uma preciosidade em cartaz nos principais cinemas brasileiros: “Letra e Música”, com Hugh Grant e Drew Barrymore (a ex-garotinha de “E.T.”).

 

Aliás, Hugh Grant é um dos símbolos da ABRADEFILBO. Ele e Julia Roberts são verdadeiros patrimônios dos filminhos bobos... Atire a primeira pedra quem não assistiu a “Notting Hill” pelo menos umas três vezes!

 

“Letra a Música” tem várias partes fofas, românticas e meigas como um bom filminho bobo que se preza. Mas escolhi o impagável clipe “Pop! Goes My Heart”, de uma banda da qual fazia parte o personagem do Hugh Grant nos anos 1980, para brindá-los aqui no blog. Dois minutos e meio hilariantes. Confiram.    



Escrito por Fabio às 12h16
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Música da semana



Escrito por Fabio às 23h02
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"Vou te contar..."

Maneco pode ter errado a mão na reta final, deixando cansados os telespectadores e os próprios atores, que recebiam os capítulos em cima da hora. Mas isso não impediu que ele escrevesse a melhor novela de sua vida, que já assumiu a ponta no meu Top 5 Leblon (deixando para trás “Por Amor”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas” e “História de Amor”).

 

Mesmo com o desgaste de alguns personagens e umas “barrigas” básicas que o Maneco deixou aqui e ali no meio da trama, “Páginas da Vida” vai deixar saudade. Fico triste ao me imaginar sem os ataques histéricos e as malvadezas da Marta (Lília Cabral, você é muito foda!!!), sem o Alex, sem o fantasma da Nanda, sem a Telminha, sem a Leandra Leal (ah, Leandra Leal...), sem a Clara, sem o Francisco, sem a Helena, sem o Tide... Querem saber? Acho que vou sentir falta até da música brega da Tânia Mara... Pode?   

 

Que o Maneco descanse bem e volte logo. E que o "Vale a pena ver de novo" de 2010 (2011? 2012?) também não demore muito a chegar. Aliás, eu sempre me sinto muito-muito-muito velho quando percebo que as minhas novelas favoritas já estão "em cartaz" no horário vespertino... É meio assustador.  

 

Nesta sexta-feira, 2 de março de 2007, quando o Rio de Janeiro completa 442 anos e um dia (meu plano de vida: estar morando no RJ antes dos 30), só há uma pergunta a fazer: o que será de minhas noites pelos próximos meses sem a novela do Maneco??? Óh céus, óh vida...

 

Se bem que, cá entre nós, essa novelinha nova do Gilberto Braga está com uma cara boa, não tá não? 

 

Hum...



Escrito por Fabio às 23h00
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