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Música da semana
While my guitar gently weeps (George Harrison) – PARA OUVIR, CLIQUE AQUI
I look at you all See the love there that's sleeping While my guitar gently weeps
I look at the floor And I see it needs sweeping Still my guitar gently weeps
I don't know why nobody told you How to unfold your love I don't know how someone controlled you They bought and sold you
I look at the world And I notice it's turning While my guitar gently weeps
With every mistake We must surely be learning Still my guitar gently weeps
Look at you all Look at you all Look at you all Look at you all
I don't know how you were diverted You were perverted too I don't know how you were inverted No one alerted you
Look at you all Still my guitar gently weeps
Look at you all Look at you all Look at you all Look at you all Still my guitar gently weeps
Escrito por Fabio às 23h24
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2002-2006
Não que isso signifique muita coisa, mas acho até legal pelo lado do tal “rito de passagem”: sou jornalista.
Pisei pela primeira vez no 5º andar daquele prédio numa noite chuvosa de fevereiro de 2002, para fazer a matrícula. Fui um dos últimos, no último dos dias possíveis. À minha frente, uma garota muito bonita acompanhada pelo pai também debutava na burocracia do local: a Ju, futura colega de classe e, mais adiante, futura amiga. Meu RA, 202308. O dela, 202307.
Algumas coisas boas aconteceram comigo naquele lugar. Tive o privilégio de ter duas turmas diferentes: a primeira, que guardo com carinho especial, entre 2002 e 2004; e a segunda, em 2005 e 2006. Os amigos, ah, os amigos... São a melhor lembrança dos quase cinco anos de faculdade. E, convenhamos, que bom que seja assim, né?
Justiça seja feita, não dá para reduzir a faculdade só à burocracia infernal, aos egos inflamados, às picuinhas intermináveis, às filas em tudo quanto é canto, aos elevadores entupidos, às salas de redação ou à xérox... É tudo isso, e tudo isso é mesmo muito chato, mas não é só... Ali, afinal, tive amores e me apaixonei profundamente, oras! Duas vezes! Não é pouco. Como só reclamar de um lugar que me deu dois amores e um bando de amigos para sempre? Oras...
Confesso que meu ímpeto “revolucionário” do primeiro ano – no auge da crise que se configuraria um ano depois, com a saída de vários professores do curso de Jornalismo – amansou depois de 2004. O desgaste com a sucessão de barracos contra a Direção talvez tenha me impulsionado a pedir um tempo. Em 2004, veio o Canadá. Tranquei a matrícula e fui embora. Quando voltei, foi difícil retomar tudo de novo... Deu uma preguiça, um desânimo, uma vontade de sair dali logo, sabem como é? Quase veio o ponto final, mas reuni forças para a segunda metade do curso. Neste momento, me apaixonar foi fundamental... Ela me deu todas as forças. Me animou de novo. Me passou um pouquinho daquele brilho. Me encantou.
Mas, grosso modo, amores à parte, assim foram os dois últimos anos universitários: muito cansaço e uma imensa falta de paciência com as pequenas “coisinhas” daquele lugar estranho – elas me irritam muito, mas tanto, tanto, que nem vou entrar em detalhes aqui. Felizmente, em 2006, tirei sorte grande ao escolher um tema prazeroso para meu TCC. Gostei demais de fazer o trabalho. Foi um ano cansativo, mas gratificante. Até deu para esquecer um pouquinho da própria faculdade... Ainda bem.
Nesta quinta-feira, dia 30 de novembro de 2006, peguei a última nota que confirmou a aprovação final. Fim. Como aconteceu naquela noite de fevereiro, choveu bastante em São Paulo. O cenário da Paulista molhada era rigorosamente o mesmo de 2002 – só o personagem em destaque, no caso eu mesmo, era alguém bem diferente. Ah, e a Ju, aquela do RA 202307, não estava lá desta vez... Mas continua por perto, sempre.
No fim das contas, querem saber? Valeu a pena. Pelos amigos queridos, que seguem firmes e seguirão sempre, pelas duas paixões (a última não foi só paixão; foi amor mesmo), pelas centenas de botecos e também, por que não, pelas aulas do Cláudio Arantes, do Flosi, do Luís Mauro, do Clóvis e do Welington. As aulas do Welington, aliás, são muito fodas, é preciso deixar registrado.
Para encurtar o papo, é o seguinte: deixo a faculdade sem uma única pontinha de saudade dela (pelo menos por enquanto). Mas com muito carinho e uma enorme gratidão pelas pessoas que tornaram inesquecíveis meus cinco últimos anos.
PS: Mas, por favor, para a(s) próxima(s): muitas árvores e nada de elevadores, fazendo o favor...
Escrito por Fabio às 23h12
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Cinco anos sem George Harrison
 25/02/1943 - 29/11/2001 (foto de 1964)
Sem querer ser chato ou herege, mas ele sempre foi o meu favorito...
Alguém arrisca a "Música da Semana" deste blog?
Escrito por Fabio às 10h03
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Da série "nunca-antes-neste-país", by Lula
De Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na última terça-feira (ele não sai do palanque!) em Barra do Bugres (MT), sobre os caminhos para "destravar a economia":
"Eu vou me dedicar até o dia 31 de dezembro para destravar o país. E não me pergunte o que é ainda, que eu não sei, e não me pergunte a solução, que eu não tenho, mas vou encontrar, porque o país precisa crescer." (Folha de S.Paulo, 25/11/06)
Bacana, né?
Lula passou os últimos 17 anos, desde 1989, tentando convencer os brasileiros de que tinha capacidade para ser presidente da República. Por três vezes, não conseguiu. Em duas, se deu bem e teve uma estrondosa votação. E, agora, diz que não sabe o que fazer para o país crescer, mesmo após todo o primeiro mandato e às vésperas do início do segundo?
Que legal.
Como diria o próprio mandatário número 1 do Brasil, "nunca-antes-neste-país" um presidente foi tão sincero ao admitir sua própria incompetência...
Escrito por Fabio às 18h58
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TCC na TV!
Buemba, buemba, buemba, como diria o Macaco Simão: o livrinho "Dias: A vida do maior jogador do São Paulo nos anos 1960" apareceu na TV, que chique!
Como não sei se um dia vai virar livro de verdade (tomara que vire, tenhamos fé!), não resisti e acabei gravando o programa... Ah, agora vou ficar insuportável, né? Hehehe.
Celso Unzelte (eu amo esse cara), PVC, Marcelo Duarte e Nasi (!!!), muito obrigado pela colher-de-chá no "Loucos por Futebol" de sábado. O mais legal foi o PVC dizendo que tem um capítulo "Dias de Luta" (na verdade, é o título de uma das quatro partes do livro), que também é nome de uma música do Ira ("Se hoje eu canto essa canção, o que cantarei depois...", lembram?)... Hahaha, sensacional! O Nasi podia ter cantado um pouquinho nessa hora...
Aproveitando o embalo, reproduzo aqui os agradecimentos da página 7 do trabalho, que estava para postar desde o dia da banca. São palavras modestas, diante da imensa ajuda que recebi de cada uma dessas pessoas:
"Agradeço pela fundamental colaboração de Roberto Dias Branco, personagem riquíssimo, que primou pela simplicidade ao atender este jovem jornalista durante todo o ano; dona Rosita, ex-esposa, Samantha e Roberta, filhas, e Maria Helena e Olga, irmãs de Dias, que não esconderam a emoção em seus depoimentos; Celso Unzelte, meu orientador e referência profissional absoluta, sem o qual este trabalho jamais seria possível; Rogério Callamari Macadura e Celso Andrade, responsáveis pelo projeto gráfico do livro; Thais Arbex Pinhata, amiga de sempre, que acompanhou este projeto da idéia inicial à última linha; Luiz Casimiro de Queiroz, Ivo Camanzano, Antonio Carlos Cottet, Alessandro Ramos e Walter Pimentel, do Gazeta Doc, que aturaram minhas intermináveis horas de pesquisa no arquivo de A Gazeta Esportiva; Lia Coldibelli, fotógrafa cheia de talento; Giuseppe Dioguardi, médico do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese; Laílton Alves, ilustrador responsável pela caricatura na contracapa do livro; Fernando Gallupo, historiador do futebol; Juca Kfouri, que muito me honrou com o prefácio; Amanda Romanelli, minha repórter preferida; Guy Almeida Jr., Maria Consolação da Silva e Talita Mochiute Cruz, amigos formandos de 2005 que sempre se dispuseram a oferecer ajuda; meu pai, Antônio Carlos, minha mãe, Maria Antonieta, minhas irmãs, Carolina e Cynthia, e todos os familiares e amigos, que tiveram paciência permanente e me incentivaram em todos os momentos."
Escrito por Fabio às 18h57
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Voltando do Morumbi...
 Foto: Agência Lance
Tá resolvido: o nome do meu primeiro filho (a outra vai ser uma menininha) será Rogério.
Já avisei vovô e vovó. Só falta combinar com a mãe da criança...
Rogério L. F. Matos. Ah, bonitinho, vai!
Escrito por Fabio às 18h54
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Música da semana
Meu Erro (Os Paralamas do Sucesso) – PARA OUVIR, CLIQUE AQUI
Eu quis dizer Você não quis escutar Agora não peça Não me faça promessas Eu não quero te ver Nem quero acreditar Que vai ser diferente Que tudo mudou
Você diz não saber O que houve de errado E o meu erro foi crer Que estar ao seu lado bastaria Ah, meu Deus Era tudo o que eu queria Eu dizia o seu nome Não me abandone jamais
Mesmo querendo Eu não vou me enganar Eu conheço seus passos Eu vejo seus erros
Não há nada de novo Ainda somos iguais Então não me chame Não olhe pra trás
Escrito por Fabio às 23h21
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Paralamas e as boas energias de fim de ano*
*escrito ainda no "calor" do show, minutos após a chegada do Via Funchal
Todo cidadão brasileiro deveria ter direito constitucional a pelo menos um show dos Paralamas por ano. Hoje, então, ainda veio a Maria Rita de "brinde". E de graça!
Tudo isso graças à generosidade da Thá, que deu a mim e à Ju dois ingressos novinhos em folha. Foi meu primeiro show com a "menina dos cabelos amarelos", essa garota que vale ouro. E começamos bem, muito bem.
Quando a maré está boa, é bom aproveitar... Entre sexta-feira e hoje, já teve TCC aprovado pela banca, bar com amigos queridos para matar a saudade e comemorar, noite/madrugada apaixonadamente mágica, jogo e título do São Paulo no Morumbi lotado, pizza com a Amanda e o Daniel enquanto o mundo desabava sobre a cidade e Via Funchal com Bi, Barone, Herbert e a filha da Elis. Nada mal, hein?
Ah, só para completar: amanhã, sexta-feira, pego meu visto mexicano e a viagem de janeiro começa a sair do papel. No dia seguinte, sabadão, o meu livrinho, todo chique, vai aparecer no programa "Loucos por Futebol", da ESPN Brasil (começa às 22h30), no último bloco, graças ao gente boníssima Celso Unzelte. E no domingo, é claro, tem São Paulo no Morumbi para a entrega das faixas. E da taça.
Isso sem falar no mês de dezembro, o meu favorito dos 12, que promete show do Los Hermanos logo no dia 1º, churrasco da Dani, fim "oficial" da faculdade, capítulos e mais capítulos de "Páginas da Vida" em noites sem aula, Natal, festinhas de aniversário (duas, como sempre: a riobranquina e a casperiana), sessãozinha de Anos Incríveis, virada em Ubatuba e mochila nas costas rumo ao aeroporto...
Se esse for meu "inferno astral" pré-aniversário, tô doidinho para ver como será o paraíso!
Escrito por Fabio às 00h55
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É hoje, porra!
 Foto: Maurício Valadares
Eu e a Ju fomos "premiados" com um inesperado par de ingressos... Morram de inveja.
Já disse que amo esses caras?
Pois é. Amo esses caras.
Escrito por Fabio às 09h05
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O melhor fim de semana de 2006 - parte II
77/86/91/06
Escrito por Fabio às 23h03
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O melhor fim de semana de 2006 - parte I
Começou com um pequeno e delicado “gole de carinho” que chegou em casa logo nas primeiras horas da tarde.
À noite, ainda na sexta-feira, o ato final de uma trajetória casperiana de quase 5 anos (contando o ano em que estive fora, hehehe). Mas o melhor nem foi a nota, 9.5, ou a apresentação em si, mas a força desses seres especiais que insistem em fazer a vida da gente mais feliz: os amigos.
Veio gente do Rio Branco, sempre eles, sempre próximos, só para dar aquele “oi” que bastava para me deixar mais seguro. Veio gente que se formou no ano passado, que passou por isso “ontem” e sabia muito bem que, no fim das contas, tudo daria certo. Veio gente da turma deste ano, que ainda vai passar por esses pequenos momentos de angústia (e pela imensa felicidade que vem depois). Veio o meu pai, "a quem devo, entre tantas coisas boas, minha paixão por esse esporte", como escrevi na dedicatória.
E, pasmem, vocês não podem acreditar: veio até o Guilherme, que conheço desde 0 anos. Crescemos juntos, fomos melhores amigos em tudo, e nos perdemos por aí na correria maluca. Na sexta-feira, dia da minha banca, do nada, completamente do nada, cruzei com ele na faculdade. Não tinha sequer seu e-mail. Ele nem estuda mais na Cásper, mas, acidentalmente, estava lá naquela hora em que passei em frente à sala de redação. Ele também veio.
Podem me chamar de emotivo (sou mesmo!), manteiga-derretida, chorão, mas não sei como consegui não derrubar nenhuma lágrima naquela sexta-feira. Porque a vida só tem graça por esses momentos, quase mágicos, em que sua amiga atravessa a cidade para vê-lo, seu melhor amigo da infância surge como um fantasma e te apóia, sua ex-namorada te dá um abraço apaixonante e abre aquele sorriso encantador, e tudo termina bem numa mesa de bar.
Querer mais o quê?, eu pergunto.
Eu gostei da nota, gostei do prefácio do Juca, gostei dos elogios e das críticas, mas gostei mesmo foi de ver cada um de vocês lá, torcendo de perto, ou mesmo mandando boas energias de longe, como fez a Amanda duas vezes, uma na correria da redação, horas antes da banca, e outra dez segundos depois de eu ter ligado novamente o telefone celular, já depois do resultado.
E só para completar, como se alegria pouca fosse bobagem: fui campeão brasileiro neste domingo, comemorei o título no Morumbi (mais uma vez) na companhia do meu pai e da Amanda querida, para depois comer uma pizza deliciosa com a ajuda, além deles dois, também do Daniel e da minha mãe.
Querer mais o quê?
Escrito por Fabio às 23h01
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Música da semana
Bizarre Love Triangle (New Order) - PARA OUVIR, CLIQUE AQUI
Every time I think of you I feel shot right through with a bolt of blue It's no problem of mine but it's a problem I find Living a life that I can't leave behind There's no sense in telling me The wisdom of a fool won't set you free But that's the way that it goes And it's what nobody knows While every day my confusion grows
Every time I see you falling I get down on my knees and pray I'm waiting for that final moment You'll say the words that I can't say
I feel fine and I feel good I'm feeling like I never should Whenever I get this way, I just don't know what to say Why can't we be ourselves like we were yesterday I'm not sure what this could mean I don't think you're what you seem I do admit to myself That if I hurt someone else Then I'll never see just what we're meant to be
Every time I see you falling I get down on my knees and pray I'm waiting for that final moment You'll say the words that I can't say
*Este blog abre espaço, todas as sextas-feiras, à "música da semana", com letra e áudio.
Escrito por Fabio às 23h03
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Boa desculpa para o boteco
Quem tiver uma energia positiva sobrando por aí, é muito bem-vindo(a) às 19h na Sala Aloysio Biondi, no 5º andar do prédio da Fundação Cásper Líbero, nesta sexta-feira.
Noite de banca de TCC.
Noite de bar.
Escrito por Fabio às 23h00
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Obrigado, Senhor!
Desde 2002, não passei um ano sequer sem assistir a algum show dos Paralamas. E, desde 2003, o mesmo vale para Los Hermanos.
Pois não é que, quase no fim deste 2006, com a cortina já se fechando, tenho a chance de manter a escrita? Iupi!
Alguém se habilita?

"A Alpha FM realiza no dia 22 de novembro o show em comemoração ao seu aniversário. Impulsionada pelos novos talentos e comprometida com os nomes já consagrados da música, a rádio convidou para este show de aniversário a cantora Maria Rita e os Paralamas do Sucesso. Esta será a primeira vez que Maria Rita e Paralamas do Sucesso se encontrarão no palco."
Fonte: site da Rádio Alpha FM

"No dia 1º de dezembro, a capital paulista terá uma festa simultânea com Londres e Nova York, promovida pela revista "Jungle Drums", que é publicada há quatro anos no Reino Unido por Juliano Zappia.
Batizada de "City Jam Festival", a balada internacional vai acontecer na Academia Brasileira de Circo e comemorará os quatro anos de existência da publicação, que vai lançar oficialmente seu website no Brasil.
A edição paulistana terá shows das bandas Los Hermanos, Clube do Balanço, Hurtmold e discotecagem de Lúcio Ribeiro.
Os mineiros do Pato Fu estarão na filial britânica da noite."
Fonte: site Obaoba
Escrito por Fabio às 23h09
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Presidente comunista
 Foto: Antonio Cruz/ABr
Com Lula na Venezuela para dar uma força ao amigo Hugo Chávez e o vice-presidente José Alencar nos Estados Unidos por conta de um tratamento médico, o presidente "interino" do Brasil nas próximas 24 horas é Aldo Rebelo.
Trata-se do primeiro comunista a assumir o posto máximo da República em toda a história, exatos 17 anos depois da queda do Muro de Berlim (em 9 de novembro de 1989).
Não é nada, não é nada, mas vale, no mínimo, como registro interessante. Ou não?
 Foto: Ricardo Duarte/AE
E, por falar no PC do B, como não louvar a deputada federal mais votada do Rio Grande do Sul, tchê!?
É a bela Manuela D'ávila, de 23 aninhos, que carimbou o passaporte para a Câmara dos Deputados com 271.939 votos em 1º de outubro. Em 2004, essa bela jornalista formada pela PUC-RS já havia sido eleita vereadora com 9.498 votos.
Ah, claro: Manuela apóia Lula incondicionalmente e, numa entrevista recente, chegou a dizer que os militantes do PSOL "têm uma visão messiânica da política, pois acham que sempre estão certos"... Ai.
Tudo bem, vai. Ela pode. Ela pode tudo. Pela Manu, eu viraria cabo eleitoral número 1 do Lula! Ah, Manu...
Escrito por Fabio às 16h56
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"Ai, ai, ai, ai... Tá chegando a hora..."
É CAMP....
No dia 14 de julho de 2005, uma quarta-feira à noite, estive no Morumbi para acompanhar a vitória do São Paulo por 4 a 0 sobre o Atlético-PR, que valeu ao Tricolor seu terceiro título da Copa Libertadores da América. Doze anos depois.
No dia 19 de novembro de 2006, próximo domingo, à tarde, estarei no Morumbi para acompanhar a vitória do São Paulo sobre o Atlético-PR, que valerá ao Tricolor seu quarto título do Campeonato Brasileiro. Quinze anos depois.
Feliz de quem nasceu são-paulino.
Escrito por Fabio às 16h52
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Música da semana
Three Little Birds (Bob Marley) - PARA OUVIR, CLIQUE AQUI
Don't worry about a thing, Because every little thing is gonna be all right. Singing: "Don't worry about a thing, Because every little thing is gonna be all right!"
Rise up this morning, Smiled with the rising sun, Three little birds Each by my doorstep Singing sweet songs Of melodies pure and true, Saying "This is my message to you-ou-ou"
Singing: "Don't worry about a thing, Because every little thing is gonna be all right." Singing: "Don't worry (don't worry) about a thing, Because every little thing is gonna be all right!"
Rise up this morning, Smiled with the rising sun, Three little birds Each by my doorstep Singing sweet songs Of melodies pure and true, Saying "This is my message to you-ou-ou"
Singing: "Don't worry about a thing, worry about a thing, oh! Every little thing is gonna be all right. Don't worry!" Singing: "Don't worry about a thing" - I won't worry! Because every little thing is gonna be all right."
*Este blog abrirá espaço, todas as sextas-feiras, à "música da semana", com letra e áudio.
Escrito por Fabio às 11h06
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Noite de Morumbi - como foi
Saí de casa até que bem cedo, depois das 17h e antes das 17h30, confiante de que poderia chegar ao Estádio Cícero Pompeu de Toledo em pouco mais de uma hora.
Tolinho, tolinho: demorei 120 minutos no trajeto casa-Morumbi. Que saudade de quando morava na Zona Sul... E o pior de tudo foi ter ido com o carro sem rádio! Toda vez que pego aquele Paliozinho sou obrigado a desenvolver meu lado “cantor”, sabem como é? Esgotei, ontem, todo meu repertório de Los Hermanos. Já cheguei ao estádio sem voz.
Por volta das 19h30, depois de estacionar a um custo nada aprazível de 30 reais (tudo bem, na Libertadores já chegou a 50...), fui traído pelo confortável costume de logo me dirigir à portinha da sala de imprensa. Sim, foram praticamente dois anos vendo jogos do São Paulo de graça, podendo escolher à vontade o lugar do estádio para ficar... Bons tempos. Mas, felizmente, me dei conta da besteira que ia fazer antes que o fiscal pedisse minha carteirinha da ACEESP. Dei meia-volta e, contrariado (por que foi pedir demissão, burrão?), segui o rumo do portão 16. Numerada amarela.
Às 19h50, a quarenta minutos do início da peleja, enquanto ainda esperava a Rachel, o Carlos e o Fernando, minha queridíssima irmãzinha me ligou no celular. “Oi, você está no Morumbi?”, ela perguntou antes de falar “alô. “Sim, por que?”, respondi de bate-pronto. “É que eu também estou aqui! No camarote! Com o Felipe Massa!”. Ai, ai... Explico: minha maninha é amiga da Dani, que é filha do Reginaldo Leme, que, além de são-paulino, é comentarista de Fórmula 1 da Globo. Ela sempre dá um jeito de ir nos eventos “automobilísticos” da vida. E, ontem, foi com a amiguinha no camarote VIP do Morumbi e conheceu pessoalmente o último vencedor do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. “Ah, legal”, tratei de responder. E eu com isso?
Às 20h20, depois de já ter atendido umas três ligações da minha irmã (na última ela havia dito “estou te vendo, estou te vendo!”), finalmente chegou a Rachel, são-paulina de velhas jornadas, amigona dos tempos de colégio. Cumprimentei o Carlos, irmão dela, e o tão badalado Fernando, por quem anda batendo forte o coraçãozinho de minha melhor amiga. Como eu sou muito legal – e o Fernando, aparentemente, também –, nos demos muitíssimo bem! Foi "aprovado", com louvor. Amiga minha tem bom gosto, oras!
Às 20h30, começou o jogo. Primeiro tempo duro, difícil, disputado sem brilho de parte a parte. Eu imagino que tenha sido assim, porque, confesso, não prestei muita atenção no que rolava lá embaixo... O bom de ir a jogos do São Paulo com a Rachel é a companhia, sempre agradável; o ruim (que nem é tão ruim assm) é que geralmente ficamos conversando sobre a vida e esquecemos de prestar atenção na pelota. Quase não vimos o gol do Leandro, aos 46 minutos, que nos tirou do sufoco.
Às 21h35, o juiz apitou o início do segundo tempo, e tive a impressão de que o time voltou melhor, mais ligado, disposto a liquidar a partida de vez. E não deu outra: Souza fez 2 a 0, aos 25, e Leandro, de novo ele, de novo nos acréscimos, marcou o terceiro. Antes do fim da partida, em meio aos gritos de “é campeão”, minha irmã me ligou dando a notícia: “Fala para a Rachel que peguei um autógrafo do Massa para ela”. Em tempo: a Rachel é absolutamente viciada por Fórmula 1. O autógrafo está aqui comigo, mas só vou entregar se ela e o Fernando começarem a namorar, de fato, oficialmente. Hehehe, como eu sou mau.
Depois disso, rolou uma caroninha básica para os três voltarem para casa e pronto. Fim de jogo, fim de noite, fim de campeonato. Podem secar à vontade, mas o São Paulo já é o campeão brasileiro de 2006. Só falta oficializar.
E tem mais Morumbi nos dias 19, contra o Atlético-PR, e 26, diante do Cruzeiro. Com a Rachel de novo, muito provavelmente. Talvez com a minha irmã e também com meu pai, que se arrependeu por não ter ido ontem. Mas sem o chato do Felipe Massa.
Escrito por Fabio às 10h52
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Noite de Morumbi

Quinta-feira, 9 de novembro, São Paulo x Botafogo, às 20h30, no Morumbi. Eu vou.
Quando voltar, se não estiver muito cansado (e em caso de vitória do São Paulo), tento postar alguma coisa.
E o Inter acabou de empatar com o Santos. Chupa, Inter!
É o tetra chegando...
Escrito por Fabio às 23h37
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COLUNISTAS - Política
Seria o eleitor brasileiro um alienígena?
por Fabrício Vasselai
Duraram décadas as afirmações abertas de que o brasileiro não sabia votar. De que não tinha memória. Trocava voto por comida. Votava sem partido, votava sem ideologia. Já se afirmou, no caso Collor, que muitos eleitores votavam no mais bonitinho. Já se disse que o eleitor votava no que falava melhor, e depois afirmou-se que escolheria a fala mais popular. O eleitor brasileiro já foi chamado de burro, ou na versão mais palatável, inculto ou deseducado. Talvez já tenha sido chamado de quase tudo.
Hoje, há um discurso oficial diferente de analistas, jornalistas, acadêmicos, articulistas: de que o eleitor é "soberano" (e o que mais poderia ser?), é "responsável pela mudança", "é ele quem decide" (dã!). As eleições são, na versão Global, a "festa da democracia". E o Brasil sempre dá o show democrático. Mas não nos enganemos: esse discursinho furado carece de significado e, exatamente nesse sentido, é apenas uma roupagem acanhada para os discursos de sempre. O Brasil, aprendemos a pensar, tem algum mal congênito. Nada aqui dá certo. É a terra das avessas. Nada muda "há quinhentos anos neste país", como gosta o presidente reeleito. Isso vem de longe...
Mas é tudo bobagem. O país muda e mudou sim. Pra melhor e pra pior. Reconhecer as nossas desgraças não pode significar pintá-las como épicas. Do ponto de vista eleitoral, não somos burros, nem cegos, nem surdos, nem mudos. Como qualquer povo, erramos e acertamos - e aprendemos com o tempo. A lamentável ascensão de FHC após o lamentável Plano Real, apesar de tudo, continha um voto bem racional, do tipo aprovo-e-voto. Sua vida melhorou no prazo curto? Recompensa-se com o voto (afinal, em qualquer lugar do mundo prazo longo só considera quem pode esperar). Os eleitores paulistanos elegeram o execrável Pitta, que é negro, porque bem avaliar o escroque Maluf era mais importante do que raças e etnias. E não tiveram pudor em trocá-lo por Marta, mulher, uma petista arrogante que ainda tinha o contraditório defeito de ser madame. No plano nacional, elegemos Lula em 2002, a despeito da mídia que, dizia-se, escolhia presidentes (porque, convenhamos, se ela suavizou com o barbudo em relação ao passado, não escondia sua deferência a Serra).
Sejamos sinceros: no fundo, no fundo, o que vem sendo dito sobre 2006 não é um "o povo votou em troca de esmola"? Neste momento, não me importa discutir se o Bolsa Família é ruim ou bom, eleitoreiro ou não. Independente disso: o fato de o cidadão que aprova um programa social, apesar de receber quantias ínfimas, votar em quem ele identifica como criador ou assegurador desse programa, na Europa e nos EUA sempre foi chamado de voto racional e tido lá e aqui como ideal a ser perseguido (mesmo quando as quantias ainda eram lá também ínfimas) a rational choice como maximização de ganhos pessoais na escolha do governante. No Brasil acharemos que ele é um bobo que cai no golpe simplório do governante de plantão? Calma lá! Mesmo se o programa for eleitoreiro, isso não torna o voto desse eleitor um voto impensado, incalculado, sem sentido. É bem diferente da troca nominal do voto por comida. Discordar de um resultado não pode levar a não querer entendê-lo.
Por fim: se é verdade que parte importante dos 11.632.667 de votos que Lula teve a mais no segundo turno ele conquistou com o discurso do "privatismo tucano", temos aí um ponto importante. Independente de ter ou não sido terrorismo eleitoral, milhões de brasileiros, ao acreditar na história, demonstraram ser contra as privatizações. Com força, com vigor e com ideologia. Ideologicamente contra as privatizações.
Somos racionais, sensatos, ideológicos. Temos memória, reflexão e capacidade de aprender. Isso significa que acertamos mais que erramos? Não. Isso significa que avançamos intocáveis? Não. Significa apenas que a vida real é bastante mais complicada do que nossa escrita e do que modos únicos de enxergar. Nunca é demais reforçar: quando dizemos que alguns não sabem votar, estamos previamente criando um padrão mental sobre o que seria certo - e elevando-o a um status unitário de verdade que é incompatível com a democracia e com a diversidade. A política está além, muito além, do bem e do mal.
FABRICIO VASSELAI (fabriciovasselai@gmail.com) está a 3 semanas de ser Cientista Social pela USP. Isso não significa muita coisa, mas nessa profissão eterna candidata ao desemprego, o título é a chance de soar sério e importante.
Escrito por Fabio às 23h20
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A estréia dos "colunistas" do blog
Como eu já contei em uma das últimas mensagens, os quatro amigos convidados para escrever, de tempos em tempos, neste espaço, toparam a encrenca! Sorte a nossa, pois o blog passa a contar, além dos meus pitacos, com os pitacos deles – e os leitores e leitoras têm a possibilidade de ser poupados das minhas bobagens de vez em quando... Podem comemorar!
O primeiro texto é do Fabrício, amigo antigo, dos tempos de Colégio Rio Branco. Ele está prestes a se formar em Ciências Sociais na USP e, como vocês podem imaginar, escreverá aqui sobre política.
Conheci a figura em 1994 - e lá se vão 12 anos -, na 4ª série do primário. No começo, o Fabrício era minha referência só na lista de chamada (éramos sempre "colados", um depois do outro); com o tempo, virou referência em quase tudo. Nunca fomos “amigos de balada” nos tempos riobranquinos, mas, curiosamente, ficamos mais próximos depois de terminar o colégio.
Na formatura do Rio Branco, o Fabrício foi um dos "líderes" da maior manifestação anti-Diretoria da história das festas de formatura no Universo. Foi um barraco – ou um show, dependendo da visão de cada um. Eu, que também participei, achei um show: adorei aquele 21 de dezembro de 2001. Quem não gostou muito foi o pessoal da Diretoria do Rio Branco. Até hoje, há cartazes com o rosto do Fabrício colados nas paredes do colégio. Esse é comunista dos bravos, minha gente. Comedor de criancinhas é pouco para o sujeito... Cuidado.
Brincadeiras à parte, devo dizer também que tivemos, recentemente, discussões ríspidas – sobre política, é claro! -, mas a tal da admiração seguiu inabalável. Porque é impossível sair de um papo com o Fabrício (e qualquer tipo de papo: bobo ou “sério”) sem crescer um pouquinho. E são pessoas assim que sempre devemos ter por perto, não é? Pois elas sempre nos trazem algo novo, nos ensinam algo, nos fazem um pouquinho melhores, talvez até sem perceber.
Nossa, enchi demais a bola dele... Vai ficar mal-acostumado. Para compensar, por favor, detonem o texto do cara, que vem no próximo post!
Ah, sobre os outros “colunistas”: eles devem estrear na próxima semana. Quando mandarem seus textos, revelo os nomes e os temas. Só gente boa.
Escrito por Fabio às 23h14
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O filme (brasileiro) do ano

Me identifiquei muito com o menino Mauro: na idade dele, eu também era doido por futebol (tudo bem, ainda sou...), também jogava botão (tenho meus campeonatos “oficiais” guardados até hoje), também brincava de goleiro com a parede (jogando a bola contra ela e gritando "Zeeeeeetti" na hora da defesa) e também espiava as mulheres "super-hiper-mega-adultas" (de 20 e poucos anos!) trocando de roupa.
Lembrei ainda do belo "Kamchatka", filme argentino de 2002, que também aborda o período da ditadura militar daquele país sob o ponto de vista de um garoto de 10 anos que tem os pais perseguidos.
Boa, gostei da comparação: “O ano em que meus pais saíram de férias” é o “Kamchatka” brasileiro. Ou seja: é imperdível.
Fica a dica: vá ao cinema e assista ao melhor filme brasileiro de 2006. Depois, pare na locadora mais próxima e alugue um dos grandes filmes argentinos (e olha que concorrência é boa!) dos últimos anos.
Há filmes que valem cada lágrima derramada.
Escrito por Fabio às 21h48
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Estamos perdidos
 Foto: Scott Nelson/AP/AE
Saddam Hussein foi condenado pelo tal “tribunal” à morte por enforcamento.
Não tenho a mínima vocação para defender ditadores sanguinários, longe disso. Mas constatar que a resposta da “civilização” contra a “barbárie” não consegue oferecer mais do que a pena de morte – na forca! –, em pleno 2006, é assombroso.
O ex-presidente do Iraque, assassino nefasto, merecia sofrer na prisão até o último suspiro. E até pela dimensão do terror que representou, deveria indubitavelmente ser julgado por pessoas isentas e livres de pressões de qualquer ordem.
De verdade, cá entre nós: alguém aí acredita que o julgamento de Saddam Hussein foi justo? Isento? Idôneo?
Devem ser os mesmos que crêem que o Lula não sabia de nada...
O enforcamento de Saddam e seu julgamento viciado é a assinatura do atestado de óbito da civilização contemporânea. É a vitória da barbárie. É a legitimação do vale-tudo. Só falta transmitirem a morte do ditador em tempo real, para todo o mundo, ao vivo, com direito àquele suspense básico para segurar a audiência... "Pára, pára, pára, pára", já diria João Kléber.
E uma última pergunta: quem invade um país, derruba um governo e mata milhões de civis sob o pretexto de que lá existem “armas de destruição em massa”, e não as encontra em lugar algum mais de três anos depois, não deve também ser julgado?
Bah.
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Atenção, atenção, parem as máquinas: a seção de "colunistas" deste blog estréia amanhã! Para a minha honra, os quatro amigos convidados a escrever de tempos em tempos por aqui disseram "sim". O primeiro texto, fresquinho, sai nesta quarta-feira. Amanhã, então, conto mais detalhes. Aguardem.
Escrito por Fabio às 10h19
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Um domingo na Praça Kantuta - a Bolívia é aqui
Minha simpatia pelo povo e pelos costumes bolivianos vem de longe, devo admitir. Desde que eu me conheço por gente, para ser mais preciso: é que meu tio Nando é casado com a Chinita, que é uma fofa (e é boliviana).
Sempre achei um barato as minhas priminhas, a Maya e a Maria, falarem fluentemente o espanhol como falam o português. Eu queria tanto falar espanhol...
A admiração pela Bolívia aumentou após a vitória de Evo Morales em 2005. A coragem do castigado povo boliviano de eleger um legítimo representante dos índios cocaleiros me emocionou, de verdade. Sabem como é: dá uma inveja desses presidentes latino-americanos que se elegem com um programa de esquerda e, após chegar ao poder, cumprem o programa... Ai, ai. Será que um dia eu ainda vejo isso acontecer no Brasil?
Mas, enfim, hoje foi dia de acordar cedo e tomar sol. Muito sol. Voltei feito pimentão para casa, com todo o bronze que não peguei em três dias de praia. Vai entender.
A Praça Kantuta fica a cerca de um quilômetro da estação Armênia do metrô, entre as ruas Pedro Vicente e das Olarias, no bairro do Canindé. É lá que acontece a Feira Latina (mais boliviana do que latina, na verdade), todos os domingos, entre 11h e 19h. Chegamos antes do horário de abertura, mas não havia quase ninguém por ali. O horário de verão deve ter causado o atraso do pessoal.
A feira fica bem em frente ao Centro Tecnológico Federal de São Paulo e me foi "apresentada", embora não pessoalmente, já no final de 2005, pelo belo livro-reportagem que a Amanda e a Ju fizeram como trabalho de conclusão de curso na Cásper ("Imigrantes Invisíveis"). São cerca de 70 barracas e dois mil visitantes por semana. Tem muita comida típica e artesanato.
Até 2001, a feira acontecia na Praça Padre Bento, no bairro do Pari, mas o espaço passou a ser insuficiente para tanta gente - e a vizinhança começou a reclamar. A Subprefeitura da Mooca, então, fez um acordo com a comunidade para que o evento fosse transferido para o local atual. Também foram feitas exigências em relação ao cuidado com a higiene e à presença de imigrantes não-legalizados. A fiscalização é rígida.
Ao final do dia, voltamos para casa com uma série de depoimentos bem bacanas - quem sabe um dia eu ainda os reproduzo neste blog - e a perspectiva de uma reportagem interessante. O Danilo, companheiro de pauta e responsável pelo fim antecipado do meu feriadão na praia, pegou o metrô e foi para o Estadão; eu fui para casa, almoçar e ver a vitória do São Paulo.
Em tempo: Kantuta é a flor-símbolo da Bolívia e tem as cores da bandeira do país (verde, amarelo e vermelho). Em tempo 2: quem puder (e ainda encontrar por aí), assista ao filme "Bolívia - História de uma Crise", da norte-americana Rachel Boyton, se não me engano de 2005. Eu vi recentemente, duas vezes até. Ajuda a entender o turbulento contexto político do país e, mais que isso, o porquê da retumbante ascensão de Evo Morales ao poder.
Grande Evo. Eu gosto desse cara.
Eu gosto da Bolívia.
Escrito por Fabio às 17h34
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Sufoco. Mas faltam cinco!
Acompanhar os jogos do São Paulo nesta reta final de Campeonato Brasileiro tem sido, como diria Galvão Bueno, "teste para cardíaco, amigo!".
Mas, ufa, acabou: 1 a 0 sobre o Santos na Vila, gol de Mineiro, e manutenção dos cinco pontos de vantagem sobre o chato Internacional.
Faltam cinco rodadas.
A taça está próxima, quinze anos depois.
Escrito por Fabio às 17h17
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Dos dias de descanso - parte II
Quinta-feira, nove da manhã, e o meu pai me acorda do jeito que me acordava para ir ao colégio. Ah, que bom que são águas passadas... Mas por que ele puxa o cobertor daquele jeito violento? Enfim.
Aniversariante do dia, beijos, cafunés, carícias, presente fofo e um sincero agradecimento por ela ser tão especial. Parabéns, mamãe.
Sessão "cumprimentos fofos" de lado, pegamos a estrada. O folgado do meu pai, que paga as contas, ficou no ar condicionado do carro titular. Eu fui no reserva, apertadinho com a aniversariante. Três horas e uns quebrados sem um ventinho no cangote é dose. Três horas e uns quebrados sem música é dose ao quadrado. Carros deviam ser vendidos já com rádio e ar condicionado. Humpf. E eu caprichei na coletânea para a viagem: Chico, Tom, Gil, Gal, Milton, Toquinho, Los Hermanos, Maria Rita, Legião e sei lá mais o quê. Não saiu da mala. Pode?
Na serra, minha primeira neblina. Debutei em neblinas na serra. Viva! E odeio viagens longas: como alguém pode dirigir por mais de três horas e não chegar todo arrebentado? Estou ficando velho sem perceber...
Chegando lá, quase no fim da tarde, aquela arrumação básica tão chata quanto necessária: tira poeira, varre, lava, abre a janela, arrasta o sofá... Eu não sirvo para dono de casa! Meu pai também não. Por isso decidimos ir à banca e comprar o Estadão já bem atrasado. Garotos maus.
À noite, um lanchinho básico enquanto o JN mostrava o colapso aéreo brasileiro. É o apagão do Lula. O do FHC foi o energético, o do Lula é o aéreo. Irmão gêmeo é mesmo uma graça.
Mas dane-se: lá pelas nove e pouco da noite, eu e meu pai, dependentes do Pay-Per-View do Campeonato Brasileiro (não temos essas modernidades em Ubatuba...), descemos para o carro e ficamos lá, sofrendo de ouvido grudado no rádio, acompanhando o sofrível empate por 1 a 1 entre São Paulo e Ponte Preta. O vigia do prédio não deve ter entendido muito bem aqueles dois trancados no carro por mais de uma hora. No gol do Rogério, de pênalti, não me contive e gritei um "chupa" bem alto. A janela estava aberta e o vigia olhou feio. Meu pai também.
Na sexta, deu praia. Com sol, sem sol, não interessa: Ubatuba é mesmo um fenômeno meteorológico. Se você esperar um dia de sol para ir à praia, corre o risco de ficar a ver navios.
À noite, trocamos o capítulo de Páginas da Vida por uma boa pizzada. Bom negócio: a pizza estava ótima e a TV da pizzaria mostrava o finzinho do capítulo da obra-prima de Manoel Carlos!
Aliás, um parênteses: por que o fantasma da Nanda não aparece para mim? Humpf. Fecha parênteses.
No sábado deu praia de novo, lá no Lázaro (existe algo no mundo mais gostoso do que a Praia do Lázaro?), agora com um solzinho indiscreto aparecendo por entre as nuvens. Procurei pelo Nando Reis, que além de grande compositor é são-paulino e gente boa, mas a casa estava vazia. Aliás, que casa! Aquilo é um palácio!
Depois, estrada até Quiririm (pertinho de Taubaté, é isso?) e almoço na cantina italiana. Um pit-stop antes de pegar o rumo de casa de novo. Ô, vida dura.
Às vezes é bom fazer uma viagem "light", de família, de comemoração de aniversário. Porque dizem que a vida é feita de pequenos prazeres - e acho que é por aí mesmo. Eu diria mais: a vida é feita de pequenos detalhes, detalhezinhos bobos, que virarão história quando menos esperarmos.
Foi um fim de semana pacato, recatado, discreto. Divertidíssimo. E, muito provavelmente, inesquecível.
Mas bora lá acordar cedo porque amanhã cedinho tem pauta na Praça Kantuta, é mole? E daqui a pouco todos temos de adiantar nossos relógios em uma hora. Dureza...
Mas tudo bem: o domingo também reserva um dramático Santos x São Paulo. Ou, se eu der sorte, uma sessãozinha de "O ano em que meus pais saíram de férias", do Cao Hamburger.
O feriadão acabou, mas a semana é uma criança.
Escrito por Fabio às 22h44
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Dos dias de descanso - parte I
O meu feriado:

O feriado deles:

O feriado dele (e dela):

Escrito por Fabio às 22h20
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O filme do ano

Coisa linda.
Escrito por Fabio às 14h40
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